campanha

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1. MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto);
2. MTD (Movimento dos trabalhadores Desempregados);
3. MNCR (Movimento Nacional de Catadores de Resíduos Sólidos);
4. Brigadas Populares;
5. Unidade Vermelha;
6. ITCP (Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares) Unicamp;
7. PSOL – Indaiatuba/SP;
8. APS - São Paulo;
9. Articulação de Esquerda/Campinas, tendência interna do PT;
10. Núcleo de Solidariedade Técnica (SOLTEC/UFRJ);
11. Coosidra - Cooperativa de Produção de Sistemas Hidráulicos – Cachoeirinha/RS;
12. Cooperativa Planeta Terra;
13. Coletivo Vadias de Campinas;
14. Cooperativa URUVEN – Uruguai;
15. Ocupação de Moradia Vila Soma, Sumaré/SP;
16. Ocupação de Moradia Joana D´arc, Campinas/SP;
17. Ocupação de Moradia da Vila Operária, Sumaré/SP;
18. Assentamento Elizabeth Teixeira, MST-Limeira/SP;
19. Acampamento Milton Santos, MST-Americana/SP;
20. Acampamento Nelson Mandela, MST-Piracicaba/SP;
21. Brigadas Populares;
22. Sindicato dos Ceramistas de Neuquén, Argentina;
23. Cooperativa Fasinpat, Argentina;
24. Grafitos Orinoco, Empresa Recuperada, Venezuela;
25. Cooperativa de Trabalho Hotel Bauen, Argentina;
26. Grupo de Pesquisa em Empresas Recuperadas por Trabalhadores (GPERT/CNPQ);
27. Grupo de Pesquisa Trabalho e Capital (GPTC), da Faculdade de Direito da USP;
28. Grupo de Estudos "Direitos Humanos, Centralidade do Trabalho e Marxismo" da Faculdade de Direito da USP;
29. Comissão de Direitos Humanos do Sindicato dos Advogados de São Paulo;
30. Usina CTAH – Coletivo de Arquitetos e Urbanistas;
31. Coletivo "Canto Geral", da USP;
32. Centro Acadêmico XVI de Agosto, da Faculdade de Direito da USP;
33. Associação ECCOS - Associação de Educação, Cultura, Oportunidades e Solidariedade;
34. Cia Estável de Teatro;
35. Cia de teatro Estudo de Cena;
36. Marcha Mundial das Mulheres de Indaiatuba/SP;
37. Coletivo Labrys – Indaiatuba/SP;
38. Núcleo de Consciência Negra da PUC-Campinas;
39. Centro Acadêmico XVI de abril, da Faculdade de Direito da Puc-Campinas;
40. Grupo de Teatro do Oprimido da Garoa;
41. Cia de teatro Hangar de Elefantes;
42. Serviço de Utilidade Pública (SUP), coletivo de comunicadores do estado de SP;
43. Coletivo de Esquerda - Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo;
44. Comitê Pró-Cotas - Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo;

Assinantes individuais
45. Serge Goulart, Secretário-Executivo da Esquerda Marxista;
46. Renato Simões, ex-deputado federal (PT/SP);
47. Ivan Valente, deputado federal (PSOL/SP);
48. Roque Ferreira, vereador de Bauru (PT/SP), Esquerda Marxista, Diretor sindicato dos ferroviários;
49. Adilson Marianno, vereador de Joinville (PT/SC), Esquerda Marxista;
50. Paulo Bufalo, vereador de Campinas (PSOL/SP);
51. Pedro Tourinho, vereador de Campinas (PT/SP);
52. Carlão, vereador de Campinas (PT/SP);
53. Jorge Luiz Souto Maior, juiz do trabalho, professor da Faculdade de Direito da USP;
54. Ricardo Antunes, professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp;
55. Andrés Ruggeri, professor e diretor do Programa Facultad Abierta da Universidad de Buenos Aires;
56. Marcus Orione, juiz, professor da Faculdade de Direito da USP;
57. José Dari Krein, professor IE/CESIT/Unicamp;
58. Tarso de Melo, advogado, professor FACAMP e FDSBC;
59. José Arbex Júnior - prof. de jornalismo da PUC/SP;
60. Lucia Rodrigues – jornalista;
61. Guilherme Simões, MTST;
62. Flávio de Castro, sociólogo, professor aposentado;
63. Daniel Feldman, Professor Unifesp;
64. Flávio Chedid Henriques - pós-doutorando no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da UFRJ;
65. Filipe Jordão Monteiro, mestrando em Direito pela UPFR, militante do Juntos/MES-PSOL
66. Severino Nascimento (Faustão), membro da Direção Nacional da CUT;
67. Alex Sandro Batista dos Santos, Executiva CUT/SC e Presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis;
68. José Roberto Cabrera, diretor do Sindicato dos Professores de Campinas e Região (SINPRO)
69. José Vanilson Cordeiro, Secretário de Políticas Sociais: Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços (CONTRACS);
70. Wanderci Bueno, Editor do Jornal Luta de Classes;
71. Verivaldo Mota (Galo), Executiva do Sindicato dos Vidreiros/SP;
72. José Guido Brito, Executiva do Sindicato dos Vidreiros/SP;
73. Ulrich Beathalter, Presidente do Sindicato dos Servidores Públicos dos Municípios de Joinville, Garuva e Itapoá – CUT;
74. Milton Jacques Zanotto, Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Instituições Privadas de Ensino do Norte Catarinense;
75. Clarice Erhardt, Coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Estadual de Santa Catarina - regional Joinville;
76. Plínio Mércio Baldoni, Diretor Executivo do Sindicato dos Ferroviários de Bauru e Mato Grosso do Sul – CUT;
77. José Carlos Miranda, Coordenador Nacional do Movimento Negro Socialista;
78. Rafael Prata, bancário, militante da Esquerda Marxista de Campinas/SP;
79. Josenildo Vieira de Mello, membro da Direção do Sindicato dos Professores da Rede Municipal de Pernambuco;
80. Fernando Leal, diretor do Sindicato dos Petroleiros/RJ;
81. Caio Dezorzi, coordenador da Juventude Marxista;
82. Fabiano Stoiev, delegado sindical da APP, Curitiba/PR;
83. Cynthia Pinto da Luz (Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), Joinville – SC);
84. Josiano Godoi, membro da Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Santa Catarina (Fetam) – SC;
85. Moacir Nazário, presidente da Associação dos Moradores Adhemar Garcia, de Joinville /SC;
86. Paulo Tavares Mariante, advogado e militante pelos Direitos Humanos e LGBT;
87. Flávio Roberto Batista, Professor Doutor da Faculdade de Direito da USP;
88. Thiago Barison de Oliveira, advogado trabalhista, doutor pela USP e professor de Direito do Trabalho da Faculdade Municipal de Direito de São Bernardo do Campo;
89. Danilo Uler Corregliano, Advogado, diretor do Sindicato dos Advogados de SP e doutorando pela Faculdade de Direito da USP;
90. Eliel Machado – Professor de C. Política/UEL;
91. Simone Henrique - Mestre em Direitos Humanos da Faculdade de Direito da USP;
92. Willian de Souza, membro do PT/Sumaré-SP, presidente da Associação de Moradores do Matão, Sumaré/SP;
93. Neusa Rossique, presidente da Associação de Moradores da Vila Operária, Sumaré/SP;
94. Alessandro Rodrigues, vice-presidente da Associação de Moradores da Vila Operária, Sumaré/SP;
95. Vinícius Camargo, arquiteto e músico;
96. Tiago Saura, Advogado, mestrando pela Faculdade de Direito da USP, membro do GPTC;
97. Gustavo Seferian Scheffer Machado, advogado trabalhista, doutorando pela Faculdade de Direito da USP, membro do GPTC, militante da Insurgência/PSOL-SP;
98. Giovana Labigalini Martins, advogada, mestranda pela Faculdade de Direito da USP-Ribeirão Preto, membro do GPTC;
99. Lucas Ferreira Cabreira, mestrando pela Faculdade de Direito da USP, membro do GPTC;
100. Giovanna Maria Magalhães S. Maior, membro do GPTC;
101. Fabio Dantas Rocha, membro do GPTC;
102. Caroline da Purificação Ambrosin, membro do GPTC;
103. Marilu Freitas, membro do GPTC;
104. Lara Porto, membro do GPTC;
105. André Lima, membro do GPTC;
106. Adriana R. Strabelli, membro do GPTC;
107. Dimitri Toledo - Prof. UNIFAL-MG;
108. Leonardo Taveira, sociólogo;
109. Lucas Abdeid Pontes, ativista social;
110. Lucas Andrietta, doutorando em Economia-Unicamp;
111. Débora Mazza- Professora, pesquisadora;
112. Amanda Cotrim, Jornalista;
113. Rádio comunitária Noroeste FM, de Campinas/SP;
114. Mário Jorge Sérgio Santos – Ator;
115. Kaya Lazarini, Arquiteta, membro da USINA;
116. Flávio Higuchi, Arquiteto, membro da USINA;
117. Eduardo Martins Ráo - doutorando (IE/Unicamp/Cesit), PSOL Campinas;
118. Carolina Chmielewski Tanaka - atriz e professora de teatro;
119. Leonel de Arruda Machado Luz - Mestrando Educação UNESP - Rio Claro / Secretário Geral do PT de Rio Claro;
120. Rodrigo Taufic, Mestre em Economia/Unicamp;
121. Laura N. de Carvalho, professora, doutoranda IFCH/Unicamp;
122. Emiliano Goyeneche- Documentarista;
123. Daniel de Oliveira Nery Costa – Professor;
124. Leslie Loreto - Arquiteta e Urbanista;
125. Jerry de Oliveira, militante das rádios comunitárias;
126. Paulo de Carvalho Yamamoto, advogado trabalhista, mestrando na Faculdade de Direito da USP, membro do GPTC;
127. Regiane de Moura Macedo, membro do GPTC;
128. Wesley Ulisses Souza, membro do GPTC;
129. Cláudio Rennó, membro do GPTC, advogado do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, militante do PSTU;
130. Beatriz Martins da Costa Diniz; membro do GPTC;
131. Esther Oliveira, membro do GPTC;
132. Victor Emanuel Bertoldo Texeira, membro do GPTC;

cartaz mostra cinema e direitos humanos na flasko - 26 de  março

Com grande orgulho a Fábrica Ocupada Flaskô através de sua Fábrica de Cultura e Esportes vem realizar em suas dependências a 9ª Mostra Cinema e Direitos Humanos.

"O Projeto Democratizando é uma iniciativa integrante da 9ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul. Por meio do projeto, pontos de exibição de todo o país se inscreveram para receber os kits elaborados pela produção da Mostra; os kits contêm obras que buscam suscitar o debate sobre os Direitos Humanos em âmbito nacional. Além disso, os espaços inscritos poderão organizar palestras, workshops e outros tipos de encontro para discutir Direitos Humanos e outros temas relacionados."

A partir dessa iniciativa lançamos nosso calendário de exibições, que serão feitas na Sala de Assembléia da Fábrica Ocupada Flaskô, lembrando que "todos os filmes do Kit são produzidos com closed caption, um sistema de legendas especiais em português que, além dos diálogos das personagens, comuns nos filmes, também indicam os outros sons presentes. Esse tipo de legendas é voltada para o acesso de pessoas com deficiência auditiva. Os filmes também contam com audiodescrição que permite o acesso de pessoas com deficiência visual às obras. Ambos os recursos são maneiras que possibilitam às pessoas com deficiência partilharem a experiência do cinema"

Dia 26 de março, quinta-feira, às 19:30 horas:

Sophia, de Kennel Rógis, 15 min.

A Vizinhança do Tigre, de Affonso Uchoa, 95 min.

Dia 27 de março, sexta-feira, às 19:30 horas:

Pelas Janelas, de Carol Perdigão, Guilherme Farkas, Sofia Maldonado e Will Domingos, 35 min.

Rio Cigano, de Júlia Zakia, 80 min.

Dia 28 de março, sábado, às 14 horas:

Que Bom Te Ver Viva, de Lúcia Mura, 95 min.

Esperamos a participação de todos e todas para fortalecer essa mostra, com cinema de qualidade e acessível.

Vejam os cartazes da mostra no facebook: Fábrica Ocupada Flaskô

cartaz mostra cinema e direitos humanos na flasko - 27 de  março

cartaz mostra cinema e direitos humanos na flasko - 28 de  março

 

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Os trabalhadores da Fábrica Ocupada Flaskô registram com grande pesar a morte do nosso camarada Chico Lessa, ocorrida na manhã do último sábado (28/02). Oferecemos toda nossa solidariedade à família, à nossa companheira Tita, a todos amigos do camarada Chico.
Chico Lessa, desde a juventude, fez uma opção de classe – decidiu se tornar um advogado operário e comunista, estando sempre ao lado trabalhadores, construindo-se como uma referência na atuação do movimento sindical. Chico Lessa era membro do Comitê Central da Esquerda Marxista. Fundador da CUT e do PT, Chico combateu de forma intransigente a política de colaboração de classes das direções destas organizações.
Chico esteve presente em centenas de greves, manifestações e lutas da classe operária e da juventude. Nos tribunais era o "doutor dos trabalhadores", mas para todo mundo que compartilhava de seu convívio e da sua militância, era o grande amigo Chico, com sua alegria e simplicidade sempre contagiante e animadora.
Ele parava para explicar uma lei em termos simples a qualquer trabalhador que precisasse, e estava mais disposto ainda a explicar que essa justiça é burguesa e que precisamos lutar pelo comunismo, pelo socialismo para melhorar este mundo.
Por tudo isso, com a sua militância e combate, teve papel de grande importância para o Movimento das Fábricas Ocupadas, sendo absurdamente criminalizado por defender os operários e suas lutas. Percorreu o Brasil inteiro passando as experiências da Cipla, Interfibra, Flaskô e demais fábricas ocupadas, com Ellen Metal, Flakepet, JB da Costa, Diamantina, entre tantas outras ocupações de fábricas pela Brasil.
Para nós da Flaskô, foi determinante ao participar da assembleia de 12 de junho de 2003, quando decidimos retomar a produção sob controle operário. Sempre esteve ao nosso lado, apoiando cada manifestação, cada marcha à Brasília, cada campanha para garantir a defesa dos postos de trabalho.
Ajudou em inúmeros momentos e era grande entusiasta da luta atual pela adjudicação e desapropriação por interesse social da Flaskô. Impulsionador do Movimento das Fábricas Ocupadas, sempre pautou-se pela estatização sob controle operária, entendendo-a como um combate real pela luta comunista. Portanto, para a luta da Flaskô, uma perda enorme, de uma camarada, exemplar advogado que sempre esteve ao lado dos trabalhadores.
Os trabalhadores da Flaskô sabem que continuar o combate pela revolução comunista e a luta pela estatização sob controle operário, resistindo contra os ataques da burguesia são as melhores homenagem que podemos prestar a este valoroso camarada.
Os trabalhadores da Flaskô, assim como companheiros que sempre impulsionaram o Movimento das Fábricas Ocupadas, os ex-trabalhadores da Cipla, Interfibra, Flakepet, Ellen Metal, todos os operários que estiveram com ele, nas ruas e nas lutas, saúdam esse grande revolucionário e que tenhamos ainda mais forças para, coletivamente e de forma cada vez mais organizada, continuar o combate pelo qual o camarada Chico Lessa dedicou toda sua vida, o combate pelo fim da exploração da classe trabalhadora, o combate pela construção do socialismo.
Camarada Chico, presente!

arte para campanha de assinaturas final

No último dia 31 de janeiro, apresentamos publicamente o projeto do novo complexo da Flaskô, compreendendo os passos necessários para continuarmos a luta pela defesa dos postos de trabalho, a continuidade da atividade industrial e todas as conquistas de quase 12 anos de controle operário, apoiando as reivindicações dos trabalhadores junto ao Grupo de Trabalho criado pelo Governo Federal com o objetivo de analisar a possibilidade de adjudicação por interesse social de toda a propriedade da fábrica.

Diversas organizações e representações estiveram presentes para melhor conhecer os passos que estão dados, discutindo como podem somar forças e impulsionar a campanha pela aprovação dos pleitos junto ao Grupo de Trabalho criado.

Ao final, todos os presentes subscrevem a carta de apoio que segue abaixo, comprometendo-se em ajudar a divulgar a campanha, coletando mais assinaturas, realizando debates e atividades sobre a luta Flaskô, criando comitês de apoio a campanha bem como aprovando as moções em direção ao Grupo de Trabalho.

Pedimos, portanto, para que se somem a esta campanha, aprovando a carta de apoio em sua organização, entidade, movimento, coletivo, etc., e nos envie por e-mail, para que possamos sistematizar todos os apoios e depois apresentar ao Grupo de Trabalho. Nosso objetivo é conseguir mil assinaturas em dois meses.

Viva a luta dos trabalhadores da Fábrica Ocupada Flaskô!
Adjudicação por interesse social, já!

Maiores informações, acesse: www.fabricasocupadas.org.br - 19-3864-2624

Telefones e emails:
Batata - O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. – 19-996139818
Josi - O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. – 19-992684406
Alexandre - O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. – 19-981296637

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Carta de Apoio à Adjudicação por Interesse Social da Flaskô

Prezados Membros do Grupo de Trabalho do Governo Federal criado para tratar da Fábrica Ocupada Flaskô, por meio da Portaria nº 30, de 24 de outubro de 2014,

Nós, abaixo-assinados, trabalhadores, estudantes, professores, parlamentares, representantes de diferentes organizações, partidos, entidades sindicais, movimentos sociais, entidades estudantis, coletivos culturais, coletivos de comunicação popular, jornalistas, coletivos de opressões, associações de bairro, organizações de direitos humanos, vimos, por meio desta carta, APOIAR A PROPOSTA DE ADJUDICAÇÃO POR INTERESSE SOCIAL DE TODA A PROPRIEDADE DA FÁBRICA OCUPADA FLASKÔ, pelos motivos que passamos a expor:

Acompanhamos a luta da Flaskô desde 12 de junho de 2003, quando, junto com os trabalhadores da Cipla e Interfibra, em Joinville/SC, iniciaram o combate pela defesa dos postos de trabalho, dos direitos trabalhistas, da função social da propriedade e do caráter social da atividade produtiva, erguendo, assim, a bandeira de luta da estatização sob controle operário, que sempre se expressou pela compensação tributária via BNDES, ou pela declaração de interesse social para fins de desapropriação ou adjudicação, como uma perspectiva real, estratégica e planificada para o desenvolvimento econômico e social.

Nos últimos quase 12 anos o que os trabalhadores da Flaskô tem feito é algo de grande importância para defesa dos direitos sociais. Inúmeros avanços realizados em uma fábrica sem patrão, como a redução da jornada de trabalho sem redução de salários, primeiramente de 44 para 40 horas, e depois de 40 para 30 horas semanais, ou seja, 06 horas diárias; como a garantia da manutenção da carteira de trabalho e todos os direitos decorrentes da CLT, inclusive com a contagem de tempo para fins de aposentadoria junto ao INSS; como a implantação de um novo ritmo de trabalho na produção, permeado pelo bem-estar e o salutar convívio entre os trabalhadores; como dezenas de outras medidas que somente uma fábrica ocupada pode proporcionar aos seus trabalhadores.

Além disso, é certo que os trabalhadores da Flaskô conquistaram a própria recuperação econômica da fábrica, gerando novos postos de trabalho desde a ocupação, com aumento de faturamento, produção e mesmo da produtividade, a conquista de novos clientes e estudos para novos produtos, ampliando o respeitado conhecimento acumulado pelo conjunto dos trabalhadores, qualificando a própria inserção dos tambores e bombonas no mercado capitalista, com senso de proporção, mas convictos da capacidade historicamente demonstrada de readaptações, de inovação e criação, mostrando o potencial do controle operário.

Ademais, conquistaram um aprendizado coletivo do exercício da democracia operária, com a realização de assembleias gerais, assembleias de turno e reuniões semanais do Conselho de Fábrica, composto por membros eleitos anualmente e livremente, entre tantos outros direitos sociais coletivamente conquistados, possíveis justamente por não terem a apropriação privada da riqueza existente na dinâmica capitalista.

As conquistas ultrapassam as relações de trabalho. São expressivas as conquistas da ocupação de moradia na propriedade da Flaskô, denominada Vila Operária, que conta hoje com mais de 560 famílias, ou seja, mais de 2.000 pessoas, onde junto com todos os moradores, sempre organizaram e lutaram pela regularização da área e de todas as medidas de infraestrutura, como água, luz, tubulação para esgoto, asfalto, caminhão de lixo, etc., resultando em um belo combate para a efetiva função social da propriedade para fins de moradia, combatendo a ociosidade da terra que interessa a especulação imobiliária, nos termos da Constituição Federal e toda legislação fundiária e urbanística.

Da mesma forma podemos afirmar o sucesso quanto ao desenvolvimento dos projetos da Fábrica de Cultura e Esportes, como centenas de atividades culturais, educacionais, sociais, etc., que ocorrem anualmente em galpões abandonados pelos patrões, dando claro uso social com a participação da comunidade, com atividades esportivas, como skate, tênis de mesa, futebol, capoeira, ballet, atividades de formação, como o EJA (educação de jovens e adultos), filmes, debates, oficinas, apresentações teatrais e circenses, etc.; além dos já tradicionais Festivais Culturais, concentrando inúmeras atividades artísticas envolvendo milhares de pessoas, especialmente crianças e jovens de toda a região.

No ano passado, após grande mobilização contra sete leilões marcados em um mesmo dia (em junho), os trabalhadores da Flaskô conseguiram, pela primeira vez, que a Procuradoria da Fazenda Nacional suspendesse os leilões, suspendesse as penhoras de faturamento (que já ultrapassam 330%) e suspendesse a ordem judicial de nomeação de um novo administrador judicial. Foi uma grande a importante vitória.

Pela primeira vez a Procuradoria admitia que as medidas que ela estava usando eram inexequíveis, ou seja, impossíveis de serem executadas, pois todas levariam ao fechamento imediato da fábrica, e que, portanto, seria necessário acolher um caminho alternativo, talvez, como o proposto pelos trabalhadores da Flaskô, por meio da adjudicação por interesse social, instrumento jurídico utilizado pela Procuradoria quando o governo indica que um determinado possui interesse social.

Como desdobramento desta decisão, após a continuidade das pressões junto ao Governo Federal, os trabalhadores da Flaskô conquistaram uma segunda vitória, que é a criação de Grupo de Trabalho para analisar a realidade da Flaskô e atender os pleitos apresentados, em especial, pelo reforço quanto ao pedido de adjudicação, isso porque a Procuradoria falou que isso seria possível, desde que outro órgão do governo federal ateste que "há interesse social na adjudicação".

Formalmente, a Procuradoria da Fazenda Nacional e a AGU (Advocacia Geral da União) emitiram uma nota com essa suspensão, a partir desse indicativo. E, depois, no dia 27 de outubro de 2014, saiu a publicação do Grupo de Trabalho no Diário Oficial da União, que define:

SECRETARIA- GERAL - PORTARIA No- 30, DE 24 DE OUTUBRO DE 2014
MINISTRO DE ESTADO CHEFE DA SECRETARIAGERAL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, SUBSTITUTO, no uso das atribuições que lhe confere o art. 87, parágrafo único, incisos II e IV, da Constituição Federal,
Considerando a necessidade de regularizar a situação da Flaskô Industrial de Embalagens Ltda., empresa brasileira autogestionada pelos trabalhadores, que possui um valor consolidado de débitos inscritos em Dívida Ativa da União superior à R$ 15.000.000,00 (quinze milhões de reais);
Considerando os potenciais danos decorrentes do fechamento da Flaskô Industrial de Embalagens Ltda. e a necessidade de abertura de um canal de interlocução junto ao Governo Federal, visando dar continuidade a suas atividades;
Considerando que a política de Economia Solidária visa contribuir para o fortalecimento de empreendimentos autogestionário constituídos por trabalhadores de empresas recuperadas ou em crise;
e Considerando a competência desta Secretaria-Geral da Presidência da República no que tange ao relacionamento e articulação com entidades da sociedade civil, sendo canal de recebimento e articulação de suas demandas, resolve:
Art. 1º Instituir Grupo de Trabalho com a finalidade de avaliar e propor soluções para a continuidade da Fábrica Flaskô.(...).

Cria-se, dessa forma, um novo Grupo de Trabalho, envolvendo diferentes Ministérios e com possibilidade de acompanhamento de demais entidades, especialistas, etc., além, obviamente, de representantes dos trabalhadores da Flaskô, com o objetivo de discutir um novo paradigma de casos de fábricas com grande passivo fiscal com a União e que há interesse social na propriedade da fábrica, com a defesa dos postos de trabalho e a continuidade da atividade produtiva.

Nesse sentido, saudamos a vitória dos trabalhadores da Flaskô em conquistar o Grupo de Trabalho junto ao governo federal. Mas sabemos que somente a solidariedade de classe e o apoio historicamente conquistado pela Fábrica Ocupada Flaskô é que resultarão no atendimento das reivindicações.

Se não bastasse todo o caráter social existente nestes 12 anos de luta, saudamos a iniciativa dos trabalhadores da Flaskô de avançar ainda mais com o projeto do "Novo Complexo da Flaskô", com o objetivo de reforçar ainda mais o caráter social da Flaskô, onde eles estão iniciando o desenvolvimento de um projeto de coleta seletiva de lixo e de reciclagem de material, conjuntamente com o Movimento Nacional de Catadores de Materiais Reciclados (MNCR) e cooperativas da região, com o uso social de outro galpão da fábrica, gerando mais empregos e renda para centenas de trabalhadores, além do benefício social da própria coleta seletiva dos lixos residenciais em toda a região. Além disso, no projeto apresentado, indica-se a construção de escolas técnicas, centros de memória, avanços ainda maiores nas atividades educacionais, culturais e esportivas já realizadas, além também de projetos de horta e restaurante comunitários.

Assim, concluímos que há evidente interesse social em adjudicar a propriedade da fábrica, garantindo a continuidade da atividade industrial e o controle operário da fábrica, avançando em todos os projetos apresentados, da fábrica de cultura, da Vila Operária, aumentando ainda mais a importância da defesa da Fábrica Ocupada Flaskô, agora expressa pelo complexo autogestionário da Flaskô, que potencializa a realização de espaços fraternos e solidários da mais alta relevância para a sociedade.

Desta forma, somamo-nos aos diversos apoiadores da luta da Flaskô e nos dirigimos ao Grupo de Trabalho criado pelo governo federal, coordenado pela Secretaria-Geral da Presidência da República e pela Secretaria Nacional de Economia Solidária, para que atendam ao pedido dos trabalhadores para que a propriedade da Flaskô seja Adjudicada por Interesse Social!

Viva a luta da Fábrica Ocupada Flaskô! Adjudicação por interesse social, já!

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Nesta quinta-feira (27/02/2015) vivemos um encontro muito especial na Flaskô. Realizamos o primeiro lançamento do livro "Vila Operária e Popular. Um terreno e uma fábrica ocupados: 10 anos de luta" escrito por Vinícius Camargo e ilustrado por Batata.
Mais do que apresentar a obra, Vinícius nos ajudou nesta noite a rememorar momentos cruciais desses 10 anos de luta da Vila Operária e Popular. Momentos de tensão e dificuldades do início, momentos de companheirismo e parceria com os trabalhadores da Flaskô, momentos de enfrentamento com a administração municipal, momentos cômicos, momentos de solidariedade junto a outras frentes de luta, enfim, uma longa história.
O livro também tem este objetivo, de retomar o fio da meada dessa história de brasileiros que não tinham uma casa própria para viver. E que encontraram num terreno ocioso em uma fábrica já ocupada, a terra onde construir seus sonhos mais simples. O livro também analisa o contexto em que a luta começa e sua originalidade histórica (uma ocupação de moradia num terreno de fábrica ocupada), como se desenvolve junto a Associação de Moradores e as contradições com as quais se enfrenta, as primeiras vitórias alcançadas como a conquista do fornecimento regular de água para as famílias. E foi só o começo da história. Ler o livro é o próximo passo para compreender por quais desafios passa uma considerável parcela da classe trabalhadora no Brasil quando se trata de usufruir do direito à moradia e condições básicas de saneamento.
Também foi um momento especial pois Vinícius, como arquiteto, militante marxista e trabalhador da Flaskô à época participou ativamente da organização política do coletivo de moradores no início da ocupação da Vila. Logo, é para nós do CEMOP e da Flaskô um imenso prazer publicar esta obra, que é fruto da militância e pesquisa deste camarada.
A preparação do livro também contou com a revisão de Alexandre Mandl, ilustrações de Batata e apresentação de Pedro Santinho, trabalhadores da Flaskô e membros do CEMOP - Centro de Memória Operária e Popular.
O encontro também contou com a presença dos companheiros Neuza e Alessandro, coordenadores da Associação de Moradores da Vila e com uma delegação de moradores da mega-ocupação Vila Soma de Sumaré, que segue numa intensa luta contra as ameaças de despejo. Participaram vários trabalhadores e trabalhadoras da Flaskô e também companheiras e companheiros da cooperativa de catadores Planeta Terra que recentemente retomaram suas atividades num dos galpões da Flaskô.
O debate sobre o livro portanto girou em torno das experiências práticas destes vários grupos de trabalhadores em luta e a troca de experiências fez com que todos ao fim estivessem com sorrisos abertos, sinal da identidade de classe e de luta que naturalmente tomou conta do bate-papo.
Vinícius e Batata comentaram sobre o trabalho conjunto realizado para ilustração dos capítulos e ao final, entre abraços e mais lembranças, Vinícius cansou a mão distribuindo dedicatórias.
Foi uma noite de boa prosa entre guerreiros e guerreiras que sabem de que lado estão na luta de classes.

Aos interessados em adquirir o livro, entrem em contato conosco: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

"Vila Operária e Popular. Um terreno e uma fábrica ocupados: 10 anos de luta"
Autor: Vinícius Camargo
Páginas: 190
Preço de capa: R$ 30,00
Por correio para qualquer lugar do Brasil: R$ 38,00

soma

Nesta sexta-feira, dia 20.02.2015, vimos mais uma ação ilegal e truculenta da Polícia Militar de SP, reprimindo uma pacífica e legítima manifestação das famílias da Ocupação Soma, em Sumaré/SP. A lógica da criminalização dos movimentos sociais continua forte e parece que continua vigente a lógica de tratar questões sociais, como o direito à moradia, as lutas que passam por minimamente garantir o que está disposto na Constituição Federal.

Infelizmente o que vimos foi novamente a negação do direito de manifestação e a liberdade de organização, preceitos básicos de uma sociedade que se diz democrática. As famílias marcharam de forma tranquila até a entrada da estrada Anhanguera, quando, sem qualquer comunicação, a PM simplesmente começou a jogar bomba de gás lacrimogenio e atirar com balas de borracha. Havia muitas crianças, mulheres grávidas e idosos. Foi uma atitude completamente descabida e precipitada por parte da PM.
As famílias estavam marchando pacificamente. Não havia qualquer intenção de confronto. Fizemos mais de 20 manifestações e jamais tínhamos tido tal postura da PM. A PM é que iniciou jogando bombas, com o objetivo de dispersar as famílias. A reação das famílias foi somente diante da absurda repressão que sofreram.
As reivindicações das famílias se direcionavam as três esferas de governo - municipal, estadual e federal, para que nesta próxima semana possamos chegar a um acordo com a proposta, que está bastante avançada, de realocação com a parceria da Caixa e de uma construtora, via o programa Minha Casa Minha Vida Entidades.
Com isso mostraremos que não se trata de uma questão privada, de uma ação de proprietário que não cumpria com sua função social e por isso teve sua terra ocupada. Estamos diante de uma Ação Civil Pública, interposta pelo Ministério Público, e que tem a Prefeitura e a empresa proprietária como réus da ação. O caso é complexo, mas que somente evidencia o caráter de classe do Estado que segue negando o direito à moradia, negando toda a legislação concernente às regularização fundiárias de habitação social.
Mas seguiremos adiante e vamos mostrar ao Juiz de Sumaré que o Grupo de Trabalho Interinstitucional e Intergovernamental tem sido bastante produtivo e conseguiremos ter uma solução pacífica e consensual, evitando o trágico caminho de uma criminosa desocupação da força policial.
É inadmissível, em Sumaré ou em qualquer outra cidade brasileira e do mundo, que a solução para MORADIA seja a repressão feita na ocupação "pinheirinho".
Hoje tivemos dezenas de feridos, crianças e idosos que desmaiaram... é assim que o Estado trata a classe trabalhadora e popular...
Mas nem sempre foi assim e nem sempre será...
A luta continuará...
A luta é por direitos sociais... que são deveres do Estado!
E para garantir esses direitos, sabemos que a conquista é nas ruas...
Assim prosseguiremos... e não adiante reprimir e criminalizar, porque as famílias que lutam na Ocupação da Soma, sempre com o lema Some-se à SOMA , com atitudes como esta da PM, somente ganham mais força e apoio.
Tudo que aconteceu hoje somente serviu para unir ainda mais as famílias da ocupação Soma, fazendo com que organizássemos um grande calendário de atividades, vários encaminhamentos, tudo para fortalecer a nossa luta, da qual orgulhosamente venho fazendo parte há 1 anos e meio...
Tomaremos todas as medidas políticas e jurídicas para escancarar as ilegalidades de hoje, mas também de todo o histórico da ocupação que vem sofrendo com o caráter de classe do Estado, especialmente do Judiciário, e com o desrespeito dos poderes executivos (nas três esferas, mas principalmente da Prefeitura) e do legislativo, com o silêncio ensurdecedor dos vereadores.
Pedimos toda solidariedade e apoio, para que a luta pelo direito à moradia seja vitoriosa, e como vimos hoje, que as lutas sociais possam se expressar democraticamente nas ruas, que o direito à manifestação seja garantido. Nenhuma repressão aos movimentos sociais! Pelo direito de lutar!
Viva a luta da Ocupação Soma!

uv

Prezados companheiros e companheiras da Fábrica Ocupada Flaskô, Vimos por meio desta, agradecer enormemente a colaboração dos
companheiros com a realização do nosso I Congresso Nacional. Foi, sem sombra de dúvidas, uma experiência enriquecedora e será determinante no futuro de nossa organização. Vocês tomam parte, sem dúvida, em qualquer vitória que logremos daqui pra frente. Colocarmo-nos enquanto organização dentro de um contexto de luta do proletariado, para dormir com o som e cheiro de máquinas funcionando, em amanhecer com operários ao nosso lado, que observaram e ouviram atentamente às nossas atividades e discursos, de fato, é o primeiro passo dado para a realização de nosso lema para tal ocasião:

"Proletarizar a Organização, Organizar o Proletariado", cujo objetivo é extirpar os resquícios pequeno-burgueses e liberais de nosso seio, para que tanto os elementos proletários quanto pequeno-burgueses de nossa Organização, adotem para toda a vida a ideologia do proletariado.

Aproveitamos também para desculparmo-nos por qualquer transtorno que tenhamos causado que venham impactar na vida ou na rotina dos trabalhadores ali presentes e dali dependentes, nos colocando inteiramente à disposição para a reparação ou retratação de qualquer erro que possamos ter cometido durante a realização do evento. Ainda que nossos esforços durante todo o período em que ocupamos o espaço, tenha sido para que estes mesmos erros não ocorressem, como por exemplo, ao adotarmos um regimento interno específico para o Congresso e nos esforçarmos para cumprí-lo.

Regimento este, que proibía expressamente a prática sexual, o uso de drogas e a realização de festas no local, bem como, obrigava a todos a submeterem-se a uma disciplina de ferro, a zelarem pela integridade física do local, pela segurança do evento, dos participantes e
trabalhadores da fábrica. Reforçamos, assim, que nenhum caso enquadrado nesses termos é de nosso conhecimento e que caso um deles tenha de fato ocorrido, que nos seja informado e que se deu por completo desvio individual dos envolvidos e para com os quais, sem sombra de dúvidas, haverá rigorosa fiscalização e punição. 

No mais, saudamos a luta dos companheiros ao lado dos trabalhadores e desejamos que o projeto Flaskô seja uma escola para a luta e um embrião do exercício da ditadura do proletariado em escala global, rumo ao futuro socialista e jamais como um fim em si mesmo. A luta do proletariado é a luta da Unidade Vermelha e estaremos juntos até a morte. Abraços fraternos e saudações revolucionárias!

VIVA A LUTA DA FLASKÔ! VIVA O I CONGRESSO DA UNIDADE VERMELHA!

À UNIDADE DE TODOS OS REVOLUCIONÁRIOS!

Comando Nacional da Unidade Vermelha.
19 de Fevereiro de 2015.

ajax

Em 19 de fevereiro Alexandre Mandl e Manuel Porto, trabalhadores da Flaskô estiveram na importante assembleia dos trabalhadores da fábrica de baterias Ajax, em Bauru/Sp, junto com o mandato do vereador da Esquerda Marxista Roque Ferreira, ajudando na luta travada pelos postos de trabalho. Foi eleita uma comissão para que, junto com o sindicato, seja garantido o direito ao trabalho (ou seja, a continuidade da atividade industrial) e todos os direitos trabalhistas. No meio da tarde, durante reunião dos trabalhadores, um oficial de justiça apareceu para tentar levar uma máquina penhorada. Os trabalhadores tomaram a decisão correta de não permitir qualquer retirada de bens.
Nesta assembleia os trabalhadores e trabalhadoras da Ajax elegeram a Comissão de Fábrica formada por onze pessoas, que receberam o mandato para representar a categoria em todas as demandas jurídicas e políticas referentes a crise instalada na empresa , por conta da gestão fraudulenta de seu proprietário NASSER IBRAHIN FARACHE, que levou a empresa a uma situação pré-falimentar, além de não efetuar pagamentos de salários, INSS,FGTS, acumulando uma dívida só para com os trabalhadores referentes a estes débitos em torno de R$ 7 milhões. A dívida total da empresa gira em torno de R$ 200 milhões de reais. A Comissão não substitui o Sindicato, ao contrário, é mais uma ferramenta para ajudar a organizar e mobilizar os trabalhadores.
Na Assembleia os trabalhadores receberam todas as informações sobre o andamento do processo de recuperação judicial prestadas pelo Advogado Alexandre Mandel que atua no Movimento das Fábricas Ocupadas, e que está prestando assessoria jurídica aos trabalhadores e também pelo presidente do Sindicato Cândido.
A Comissão esta tomando conhecimento de toda situação, e também está trabalhando para que os trabalhadores possam ter garantidos todos seus direitos, além de buscar formas para fazer com que a fábrica volte a operar mantendo os postos de trabalho. Um grande que com certeza será enfrentado com a unidade de ação dos trabalhadores e trabalhadoras, e o apoio de todos os trabalhadores e suas organizações.
Secretaria de Agricultura apoia a luta
O Secretario de Agricultura de Bauru Chico Maia em fala realizada na assembleia, manifestou seu apoio à luta, e colocou a estrutura da Secretaria e seus parceiros como os trabalhadores assentados da região, feirantes, para o fornecimento de gêneros alimentícios aos companheiros e companheiras, o que foi realizado na data de hoje.

Vejam matéria no Jornal da Cidade: http://globotv.globo.com/tv-tem-interior-sp/bom-dia-cidade-bauru/v/funcionarios-que-ocupam-fabrica-de-baterias-proibem-credor-de-retirar-maquina/3980007/

Força companheiras e companheiros da AJAX/Bauru!
Ocupar, Produzir, Resistir!!!

foto vila

Moradores da Vila Operária e Popular completam 10 anos de ocupação e de muita luta por moradia e dignidade, com um caráter muito especial, por se tratar de uma ocupação de moradia em uma propriedade de uma fábrica sob controle operário. No dia 12 de fevereiro de 2005, famílias sem-teto da região de Sumaré e trabalhadores da Fábrica Flaskô se organizaram e ocupam o terreno da própria fábrica, que estava sob controle operário desde 12 de junho de 2003, dando uma passo histórico para construir uma luta fantástica pelo direito à moradia em consonância com a luta pelos postos de trabalho, enfim, pela dignidade e por uma efetiva função social da propriedade.

Nesse sentido, são bastante expressivas as conquistas desta ocupação que conta hoje com mais de 560 famílias, ou seja, mais de 2.000 pessoas, as quais sempre organizaram e lutaram pela regularização da área e de todas as medidas de infraestrutura, como água, luz, tubulação para esgoto, asfalto, caminhão de lixo, etc., resultando em um belo combate contra a ociosidade da terra que interessava a especulação imobiliária sob o prisma do empresário e capitalista.

São muitas histórias nestes 10 anos, que mostram a complexidade das questões envolvidas em ocupações de moradia. No entanto, a riqueza desta experiência recai justamente na particularidade de ser uma luta por moradia em um terreno de propriedade de uma fábrica que havia sido ocupada por trabalhadores, e que travavam a luta pela estatização da fábrica.

Assim, obviamente, um novo patamar de consciência de classe se constrói, com todas as contradições e movimentos, frutos da dinâmica da luta de classes, mas que, em última instância, somente reforça a potencialidade da unidade das ações do movimento operário com reivindicações das famílias trabalhadoras moradoras da Vila Operária.

Dessa forma, uma das principais conquistas, no combate realizado junto com os trabalhadores da Flaskô, foi a vitória, após Audiência Pública unificada, realizada em 2011, foi a determinação em lei de que a referida área fosse descrita como Zona Especial de Interesse Social (ZEIS).

Da mesma forma, organizamos um combate pelo direito à água mesmo em ocupações não regularizadas, garantindo, com uma vitória histórica, a aprovação de uma lei que garantiu o acesso não somente à Vila Operária, mas esse direito à qualquer ocupação de moradia de Sumaré.

Além disso, novamente junto com a luta da Flaskô, os moradores da Vila Operária impulsionam a campanha pela aprovação do Projeto de Lei nº 257/2012, que declara o interesse social de toda a propriedade da Flaskô, incluindo, portanto, a área da Vila Operária, para fins de desapropriação. E agora, soma-se a campanha pela adjudicação por interesse social, discutida pelos trabalhadores da Fábrica Ocupada Flaskô junto ao Grupo de Trabalho criado pelo Governo Federal.

Para comemorar estes 10 anos de combate, realizado nas ruas e nas lutas, temos a honra de anunciar que esta fantástica história foi transformada em um livro, escrito pelo arquiteto e militante Vinícius Camargo, que muito contribuiu para a organização dos primeiros anos da ocupação e da luta pela moradia, vivenciando diariamente o complexo processo da Vila Operária.

Trata-se de um livro narrativo, fascinante, que apresenta a perspectiva de luta pelo direito à moradia, e sua potencialidade articulada com um movimento operário, organizado em direção à construção do socialismo.

Convidamos a todos para participar de uma roda de conversa sobre os 10 anos da Vila Operária, e com o lançamento oficial do livro Vila Operária e Popular – Um terreno e uma fábrica ocupado: 10 anos de luta, de Vinícius Camargo, publicado pelo CEMOP (Centro de Memória Operária e Popular), no próximo dia 26 de fevereiro de 2015, quinta-feira, às 19h na Fábrica Ocupada Flaskô.


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Entre os dias 15 e 18 de Janeiro de 2015, a Fábrica Ocupada Flaskô recebeu o 1º Acampamento Revolucionário da Campanha "Público, Gratuito e Para Todos: Transporte, Saúde, Educação! Abaixo a Repressão!", com a presença de aproximadamente 200 jovens de todo o país. A campanha é impulsionada pela Esquerda Marxista junto com outras organizações, que, a partir das manifestações históricas de Junho de 2013, vem travando a formação de comitês de luta em escolas e Universidades, a fim de chamar a juventude a se organizar e lutar contra os ditames do capitalismo e o Estado Burguês.

O Acampamento
Na abertura do encontro estiveram presente as representações internacionais da CMI (Corrente Marxista Internacional), como Ben Gliniecki, da Inglaterra, Christian Medina Gonzalez, do México, Alessio Marconi, da Itália, Jorge Luis Gimenes, da Colômbia, e Leon Punch da Argentina. Cada representante falou sobre a conjuntura das lutas em seus países, nos fazendo constatar que em todas as lutas a juventude marca sua presença procurando a superação do capitalismo, sendo uma chama de força e energia para a construção da revolução socialista.
No México, por exemplo, Christian Medina Gonzalez, informou que eclode o combate dos estudantes do Instituto Politécnico que ganha força com a revolta provocada pelo desaparecimento dos 43 estudantes de Ayotzinapa. Jorge Luis Gimenes, da Colômbia, trouxe que em seu país o Estado Colombiano ao invés de usar a tática de comprar/cooptar os lutadores do povo, resolveu assassina-los. Assim, ser um militante na Colômbia é um ato arriscado e de muita coragem, e a luta que os jovens devem travar, segundo ele, passa também por direitos democráticos de manifestação, associação, sindicalização, etc., por uma verdadeira busca pela paz, mas uma paz sob uma sociedade socialista, como frisou, citando que no Brasil vive-se uma "democracia", mas o que temos visto é uma grande repressão ao direito de lutar.
Além das representações internacionais presentes, a "Campanha Público e Gratuito para todos", mostrando que é realmente um exemplo de luta pela "Frente única", estiveram presentes diferentes forças políticas como o Juntos, da Juventude do PSol (MES); a União da Juventude Comunista (UJC); a Juventude Comunista Avançando (JCA) e Militância Socialista, além da própria Fábrica Ocupada Flaskô. Tais organizações, inclusive os trabalhadores da Flaskô, participaram da mesa de abertura e do encerramento do encontro, e durante os quatro dias de acampamento. Seus militantes estiveram dialogando, realizando intervenções durante as mesas temáticas, fato que contribuiu na qualidade dos debates do Acampamento.
De uma maneira geral, o Acampamento Revolucionário esteve voltado para os novos militantes e a juventude que se aproxima pela primeira vez da luta política. Sendo pedagógico, no sentido de oferecer aos participantes possibilidades de formação, como compreender a diferença entre tática revolucionária e esquerdismo, discutir temas polêmicos como o racismo, as drogas e as repressões às lutas sociais, ou mesmo aprender a cantar o hino da Internacional Comunista, ou ainda, poder visitar uma fábrica sob controle operário em pleno funcionamento (com visitas guiadas, onde os trabalhadores da Flaskô contaram os 12 anos de luta), além da participação de várias atividades culturais, sob um claro viés crítico do capitalismo, e que foram sensacionais!
Para a Fábrica Ocupada Flaskô o Acampamento Revolucionário é fundamental para a luta, justamente porque na Flaskô temos claro que a batalha não pode ser isolada, e o dialogo constante as organizações da juventude e do conjunto da classe trabalhadora, se torna imprescindível para manter de pé a própria luta de uma fábrica ocupada há quase 12 anos, que, obviamente, enfrenta tantas dificuldades diante de um Estado que não está voltado para os interesses dos trabalhadores.
Para além da manutenção dos postos de trabalho é preciso ressaltar as possibilidades que uma fábrica ocupada levanta para a sociedade. Seja na qualidade de vida de seus trabalhadores e familiares, seja no oferecimento de cultura, esporte e lazer para a comunidade em seu entorno, seja pela garantia dos direitos trabalhistas duramente conquistados pela classe trabalhadora, expressos na CLT e na Constituição Federal, pondo em cheque a estrutura da sociedade capitalista que busca naturalizar a propriedade privada dos meios de produção.
Para quem desejar um relato mais detalhado do Acampamento, veja em: http://www.marxismo.org.br/content/acampamento-revolucionario-com-mais-de-200-jovens-tira-plano-de-lutas-para-2015

O significado de ter um Acampamento Revolucionário numa fábrica ocupada
A Fábrica Ocupada Flaskô está historicamente interligada com a Esquerda Marxista, que foi a força política impulsionadora de mais de trinta e cinco ocupações de fábricas pelo Brasil constituindo o Movimento das Fábricas Ocupadas na década de 2000, originado nas fábricas Cipla e Interfibra, em Joinville/SP.
Devido à relação histórica que a fábrica possui com a Esquerda Marxista e pela resistência concreta contra o fechamento da fábrica, que já dura mais de onze anos, o Acampamento, por ser na Flaskô, adquiriu um significado ainda maior do que o esperado.
Estávamos, portanto, diante de um Acampamento que discute a necessidade da expropriação dos meios de produção, seja na saúde, na educação ou no transporte, apontando para a Revolução Socialista, estando dentro de uma fábrica sob controle dos trabalhadores!
Dessa forma, conseguimos mostrar que a luta não somente é concreta e possível de ser realizada, como mostramos um exemplo – sediar um encontro como esse – do significado de termos de expropriarmos uma fábrica e que ela seja uma fábrica ocupada e à serviço da luta revolucionária, além de ter atuações militantes, como o camarada Chaolin, trabalhador da Flaskô, que organizou a cozinha durante os quatro dias.
Se é verdade que não é possível o socialismo num só país, assim como é impossível a sobrevivência de uma fábrica ocupada isolada no capitalismo, sabemos também o que podemos construir a partir de quase 12 anos de controle operário. Além de manter a produção sem um patrão, a Flaskô consegue garantir que o espaço da fábrica seja público, da classe trabalhadora e da juventude, realizando atividades culturais, educacionais, esportivas, etc., como este Acampamento.
Foi interessante ver que muitos jovens e novos militantes jamais tinham entrado numa fábrica, muito menos numa fábrica ocupada. Muitos nem sabiam o que isso significava. Muitos jovens já participaram de outros acampamentos, do movimento estudantil, da UNE, onde o que prevalece é a desorganização e as festanças, não promovendo o diálogo fraterno e os debates. Neste Acampamento, por ser realizado em um ambiente operário de luta, com respeito aos 12 anos de luta, organizou-se de forma bastante disciplinada e organizada, com várias mesas de debates e atividades culturais.
O que mais vale desse Acampamento é que todos saíram entusiasmadíssimos com os debates e os desafios que a luta de classes nos impõe, com um significado ainda mais forte da capacidade de luta da classe trabalhadora e da juventude, pelo fato do acampamento ter acontecido numa fábrica ocupada. Como conclui o camarada mexicano Cristian Gonzales, "a burguesia vai se arrepender se ter mexido com essa geração"!

Próximos passos
Para nós da Flaskô foi não somente uma honra sediar, organizar e participar deste Acampamento, como nos encheu de ânimo e satisfação para seguirmos nossa batalha na construção do socialismo.
A Fábrica Ocupada Flaskô está de portas abertas para todos apoiadores que desejam somar-se a luta pela estatização sob controle operário, pela organização da classe trabalhadora, pela expropriação dos meios de produção, contra todas as formas de exploração que vive a classe trabalhadora e a opressão diária da sociedade capitalista.
Desejamos um grande ano de lutas, com ânimos renovados, na esperança de que a realização de um Acampamento, com estes objetivos, por ser realizado na Flaskô ganhou ainda mais significado!
O que vimos é o verdadeiro significado da consigna histórica: "Um, dois, três, quatro, cinco mil, e viva a aliança Operária e Estudantil"!!!
Sigam firmes na construção da revolução socialista e com a organização da campanha "público, gratuito e para todos: saúde, transporte e educação: abaixo à repressão"! Contem com os trabalhadores da Fábrica Ocupada Flaskô para estas lutas!