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Nesta quinta-feira (27/02/2015) vivemos um encontro muito especial na Flaskô. Realizamos o primeiro lançamento do livro "Vila Operária e Popular. Um terreno e uma fábrica ocupados: 10 anos de luta" escrito por Vinícius Camargo e ilustrado por Batata.
Mais do que apresentar a obra, Vinícius nos ajudou nesta noite a rememorar momentos cruciais desses 10 anos de luta da Vila Operária e Popular. Momentos de tensão e dificuldades do início, momentos de companheirismo e parceria com os trabalhadores da Flaskô, momentos de enfrentamento com a administração municipal, momentos cômicos, momentos de solidariedade junto a outras frentes de luta, enfim, uma longa história.
O livro também tem este objetivo, de retomar o fio da meada dessa história de brasileiros que não tinham uma casa própria para viver. E que encontraram num terreno ocioso em uma fábrica já ocupada, a terra onde construir seus sonhos mais simples. O livro também analisa o contexto em que a luta começa e sua originalidade histórica (uma ocupação de moradia num terreno de fábrica ocupada), como se desenvolve junto a Associação de Moradores e as contradições com as quais se enfrenta, as primeiras vitórias alcançadas como a conquista do fornecimento regular de água para as famílias. E foi só o começo da história. Ler o livro é o próximo passo para compreender por quais desafios passa uma considerável parcela da classe trabalhadora no Brasil quando se trata de usufruir do direito à moradia e condições básicas de saneamento.
Também foi um momento especial pois Vinícius, como arquiteto, militante marxista e trabalhador da Flaskô à época participou ativamente da organização política do coletivo de moradores no início da ocupação da Vila. Logo, é para nós do CEMOP e da Flaskô um imenso prazer publicar esta obra, que é fruto da militância e pesquisa deste camarada.
A preparação do livro também contou com a revisão de Alexandre Mandl, ilustrações de Batata e apresentação de Pedro Santinho, trabalhadores da Flaskô e membros do CEMOP - Centro de Memória Operária e Popular.
O encontro também contou com a presença dos companheiros Neuza e Alessandro, coordenadores da Associação de Moradores da Vila e com uma delegação de moradores da mega-ocupação Vila Soma de Sumaré, que segue numa intensa luta contra as ameaças de despejo. Participaram vários trabalhadores e trabalhadoras da Flaskô e também companheiras e companheiros da cooperativa de catadores Planeta Terra que recentemente retomaram suas atividades num dos galpões da Flaskô.
O debate sobre o livro portanto girou em torno das experiências práticas destes vários grupos de trabalhadores em luta e a troca de experiências fez com que todos ao fim estivessem com sorrisos abertos, sinal da identidade de classe e de luta que naturalmente tomou conta do bate-papo.
Vinícius e Batata comentaram sobre o trabalho conjunto realizado para ilustração dos capítulos e ao final, entre abraços e mais lembranças, Vinícius cansou a mão distribuindo dedicatórias.
Foi uma noite de boa prosa entre guerreiros e guerreiras que sabem de que lado estão na luta de classes.

Aos interessados em adquirir o livro, entrem em contato conosco: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

"Vila Operária e Popular. Um terreno e uma fábrica ocupados: 10 anos de luta"
Autor: Vinícius Camargo
Páginas: 190
Preço de capa: R$ 30,00
Por correio para qualquer lugar do Brasil: R$ 38,00

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Nesta sexta-feira, dia 20.02.2015, vimos mais uma ação ilegal e truculenta da Polícia Militar de SP, reprimindo uma pacífica e legítima manifestação das famílias da Ocupação Soma, em Sumaré/SP. A lógica da criminalização dos movimentos sociais continua forte e parece que continua vigente a lógica de tratar questões sociais, como o direito à moradia, as lutas que passam por minimamente garantir o que está disposto na Constituição Federal.

Infelizmente o que vimos foi novamente a negação do direito de manifestação e a liberdade de organização, preceitos básicos de uma sociedade que se diz democrática. As famílias marcharam de forma tranquila até a entrada da estrada Anhanguera, quando, sem qualquer comunicação, a PM simplesmente começou a jogar bomba de gás lacrimogenio e atirar com balas de borracha. Havia muitas crianças, mulheres grávidas e idosos. Foi uma atitude completamente descabida e precipitada por parte da PM.
As famílias estavam marchando pacificamente. Não havia qualquer intenção de confronto. Fizemos mais de 20 manifestações e jamais tínhamos tido tal postura da PM. A PM é que iniciou jogando bombas, com o objetivo de dispersar as famílias. A reação das famílias foi somente diante da absurda repressão que sofreram.
As reivindicações das famílias se direcionavam as três esferas de governo - municipal, estadual e federal, para que nesta próxima semana possamos chegar a um acordo com a proposta, que está bastante avançada, de realocação com a parceria da Caixa e de uma construtora, via o programa Minha Casa Minha Vida Entidades.
Com isso mostraremos que não se trata de uma questão privada, de uma ação de proprietário que não cumpria com sua função social e por isso teve sua terra ocupada. Estamos diante de uma Ação Civil Pública, interposta pelo Ministério Público, e que tem a Prefeitura e a empresa proprietária como réus da ação. O caso é complexo, mas que somente evidencia o caráter de classe do Estado que segue negando o direito à moradia, negando toda a legislação concernente às regularização fundiárias de habitação social.
Mas seguiremos adiante e vamos mostrar ao Juiz de Sumaré que o Grupo de Trabalho Interinstitucional e Intergovernamental tem sido bastante produtivo e conseguiremos ter uma solução pacífica e consensual, evitando o trágico caminho de uma criminosa desocupação da força policial.
É inadmissível, em Sumaré ou em qualquer outra cidade brasileira e do mundo, que a solução para MORADIA seja a repressão feita na ocupação "pinheirinho".
Hoje tivemos dezenas de feridos, crianças e idosos que desmaiaram... é assim que o Estado trata a classe trabalhadora e popular...
Mas nem sempre foi assim e nem sempre será...
A luta continuará...
A luta é por direitos sociais... que são deveres do Estado!
E para garantir esses direitos, sabemos que a conquista é nas ruas...
Assim prosseguiremos... e não adiante reprimir e criminalizar, porque as famílias que lutam na Ocupação da Soma, sempre com o lema Some-se à SOMA , com atitudes como esta da PM, somente ganham mais força e apoio.
Tudo que aconteceu hoje somente serviu para unir ainda mais as famílias da ocupação Soma, fazendo com que organizássemos um grande calendário de atividades, vários encaminhamentos, tudo para fortalecer a nossa luta, da qual orgulhosamente venho fazendo parte há 1 anos e meio...
Tomaremos todas as medidas políticas e jurídicas para escancarar as ilegalidades de hoje, mas também de todo o histórico da ocupação que vem sofrendo com o caráter de classe do Estado, especialmente do Judiciário, e com o desrespeito dos poderes executivos (nas três esferas, mas principalmente da Prefeitura) e do legislativo, com o silêncio ensurdecedor dos vereadores.
Pedimos toda solidariedade e apoio, para que a luta pelo direito à moradia seja vitoriosa, e como vimos hoje, que as lutas sociais possam se expressar democraticamente nas ruas, que o direito à manifestação seja garantido. Nenhuma repressão aos movimentos sociais! Pelo direito de lutar!
Viva a luta da Ocupação Soma!

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Prezados companheiros e companheiras da Fábrica Ocupada Flaskô, Vimos por meio desta, agradecer enormemente a colaboração dos
companheiros com a realização do nosso I Congresso Nacional. Foi, sem sombra de dúvidas, uma experiência enriquecedora e será determinante no futuro de nossa organização. Vocês tomam parte, sem dúvida, em qualquer vitória que logremos daqui pra frente. Colocarmo-nos enquanto organização dentro de um contexto de luta do proletariado, para dormir com o som e cheiro de máquinas funcionando, em amanhecer com operários ao nosso lado, que observaram e ouviram atentamente às nossas atividades e discursos, de fato, é o primeiro passo dado para a realização de nosso lema para tal ocasião:

"Proletarizar a Organização, Organizar o Proletariado", cujo objetivo é extirpar os resquícios pequeno-burgueses e liberais de nosso seio, para que tanto os elementos proletários quanto pequeno-burgueses de nossa Organização, adotem para toda a vida a ideologia do proletariado.

Aproveitamos também para desculparmo-nos por qualquer transtorno que tenhamos causado que venham impactar na vida ou na rotina dos trabalhadores ali presentes e dali dependentes, nos colocando inteiramente à disposição para a reparação ou retratação de qualquer erro que possamos ter cometido durante a realização do evento. Ainda que nossos esforços durante todo o período em que ocupamos o espaço, tenha sido para que estes mesmos erros não ocorressem, como por exemplo, ao adotarmos um regimento interno específico para o Congresso e nos esforçarmos para cumprí-lo.

Regimento este, que proibía expressamente a prática sexual, o uso de drogas e a realização de festas no local, bem como, obrigava a todos a submeterem-se a uma disciplina de ferro, a zelarem pela integridade física do local, pela segurança do evento, dos participantes e
trabalhadores da fábrica. Reforçamos, assim, que nenhum caso enquadrado nesses termos é de nosso conhecimento e que caso um deles tenha de fato ocorrido, que nos seja informado e que se deu por completo desvio individual dos envolvidos e para com os quais, sem sombra de dúvidas, haverá rigorosa fiscalização e punição. 

No mais, saudamos a luta dos companheiros ao lado dos trabalhadores e desejamos que o projeto Flaskô seja uma escola para a luta e um embrião do exercício da ditadura do proletariado em escala global, rumo ao futuro socialista e jamais como um fim em si mesmo. A luta do proletariado é a luta da Unidade Vermelha e estaremos juntos até a morte. Abraços fraternos e saudações revolucionárias!

VIVA A LUTA DA FLASKÔ! VIVA O I CONGRESSO DA UNIDADE VERMELHA!

À UNIDADE DE TODOS OS REVOLUCIONÁRIOS!

Comando Nacional da Unidade Vermelha.
19 de Fevereiro de 2015.

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Em 19 de fevereiro Alexandre Mandl e Manuel Porto, trabalhadores da Flaskô estiveram na importante assembleia dos trabalhadores da fábrica de baterias Ajax, em Bauru/Sp, junto com o mandato do vereador da Esquerda Marxista Roque Ferreira, ajudando na luta travada pelos postos de trabalho. Foi eleita uma comissão para que, junto com o sindicato, seja garantido o direito ao trabalho (ou seja, a continuidade da atividade industrial) e todos os direitos trabalhistas. No meio da tarde, durante reunião dos trabalhadores, um oficial de justiça apareceu para tentar levar uma máquina penhorada. Os trabalhadores tomaram a decisão correta de não permitir qualquer retirada de bens.
Nesta assembleia os trabalhadores e trabalhadoras da Ajax elegeram a Comissão de Fábrica formada por onze pessoas, que receberam o mandato para representar a categoria em todas as demandas jurídicas e políticas referentes a crise instalada na empresa , por conta da gestão fraudulenta de seu proprietário NASSER IBRAHIN FARACHE, que levou a empresa a uma situação pré-falimentar, além de não efetuar pagamentos de salários, INSS,FGTS, acumulando uma dívida só para com os trabalhadores referentes a estes débitos em torno de R$ 7 milhões. A dívida total da empresa gira em torno de R$ 200 milhões de reais. A Comissão não substitui o Sindicato, ao contrário, é mais uma ferramenta para ajudar a organizar e mobilizar os trabalhadores.
Na Assembleia os trabalhadores receberam todas as informações sobre o andamento do processo de recuperação judicial prestadas pelo Advogado Alexandre Mandel que atua no Movimento das Fábricas Ocupadas, e que está prestando assessoria jurídica aos trabalhadores e também pelo presidente do Sindicato Cândido.
A Comissão esta tomando conhecimento de toda situação, e também está trabalhando para que os trabalhadores possam ter garantidos todos seus direitos, além de buscar formas para fazer com que a fábrica volte a operar mantendo os postos de trabalho. Um grande que com certeza será enfrentado com a unidade de ação dos trabalhadores e trabalhadoras, e o apoio de todos os trabalhadores e suas organizações.
Secretaria de Agricultura apoia a luta
O Secretario de Agricultura de Bauru Chico Maia em fala realizada na assembleia, manifestou seu apoio à luta, e colocou a estrutura da Secretaria e seus parceiros como os trabalhadores assentados da região, feirantes, para o fornecimento de gêneros alimentícios aos companheiros e companheiras, o que foi realizado na data de hoje.

Vejam matéria no Jornal da Cidade: http://globotv.globo.com/tv-tem-interior-sp/bom-dia-cidade-bauru/v/funcionarios-que-ocupam-fabrica-de-baterias-proibem-credor-de-retirar-maquina/3980007/

Força companheiras e companheiros da AJAX/Bauru!
Ocupar, Produzir, Resistir!!!

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Moradores da Vila Operária e Popular completam 10 anos de ocupação e de muita luta por moradia e dignidade, com um caráter muito especial, por se tratar de uma ocupação de moradia em uma propriedade de uma fábrica sob controle operário. No dia 12 de fevereiro de 2005, famílias sem-teto da região de Sumaré e trabalhadores da Fábrica Flaskô se organizaram e ocupam o terreno da própria fábrica, que estava sob controle operário desde 12 de junho de 2003, dando uma passo histórico para construir uma luta fantástica pelo direito à moradia em consonância com a luta pelos postos de trabalho, enfim, pela dignidade e por uma efetiva função social da propriedade.

Nesse sentido, são bastante expressivas as conquistas desta ocupação que conta hoje com mais de 560 famílias, ou seja, mais de 2.000 pessoas, as quais sempre organizaram e lutaram pela regularização da área e de todas as medidas de infraestrutura, como água, luz, tubulação para esgoto, asfalto, caminhão de lixo, etc., resultando em um belo combate contra a ociosidade da terra que interessava a especulação imobiliária sob o prisma do empresário e capitalista.

São muitas histórias nestes 10 anos, que mostram a complexidade das questões envolvidas em ocupações de moradia. No entanto, a riqueza desta experiência recai justamente na particularidade de ser uma luta por moradia em um terreno de propriedade de uma fábrica que havia sido ocupada por trabalhadores, e que travavam a luta pela estatização da fábrica.

Assim, obviamente, um novo patamar de consciência de classe se constrói, com todas as contradições e movimentos, frutos da dinâmica da luta de classes, mas que, em última instância, somente reforça a potencialidade da unidade das ações do movimento operário com reivindicações das famílias trabalhadoras moradoras da Vila Operária.

Dessa forma, uma das principais conquistas, no combate realizado junto com os trabalhadores da Flaskô, foi a vitória, após Audiência Pública unificada, realizada em 2011, foi a determinação em lei de que a referida área fosse descrita como Zona Especial de Interesse Social (ZEIS).

Da mesma forma, organizamos um combate pelo direito à água mesmo em ocupações não regularizadas, garantindo, com uma vitória histórica, a aprovação de uma lei que garantiu o acesso não somente à Vila Operária, mas esse direito à qualquer ocupação de moradia de Sumaré.

Além disso, novamente junto com a luta da Flaskô, os moradores da Vila Operária impulsionam a campanha pela aprovação do Projeto de Lei nº 257/2012, que declara o interesse social de toda a propriedade da Flaskô, incluindo, portanto, a área da Vila Operária, para fins de desapropriação. E agora, soma-se a campanha pela adjudicação por interesse social, discutida pelos trabalhadores da Fábrica Ocupada Flaskô junto ao Grupo de Trabalho criado pelo Governo Federal.

Para comemorar estes 10 anos de combate, realizado nas ruas e nas lutas, temos a honra de anunciar que esta fantástica história foi transformada em um livro, escrito pelo arquiteto e militante Vinícius Camargo, que muito contribuiu para a organização dos primeiros anos da ocupação e da luta pela moradia, vivenciando diariamente o complexo processo da Vila Operária.

Trata-se de um livro narrativo, fascinante, que apresenta a perspectiva de luta pelo direito à moradia, e sua potencialidade articulada com um movimento operário, organizado em direção à construção do socialismo.

Convidamos a todos para participar de uma roda de conversa sobre os 10 anos da Vila Operária, e com o lançamento oficial do livro Vila Operária e Popular – Um terreno e uma fábrica ocupado: 10 anos de luta, de Vinícius Camargo, publicado pelo CEMOP (Centro de Memória Operária e Popular), no próximo dia 26 de fevereiro de 2015, quinta-feira, às 19h na Fábrica Ocupada Flaskô.


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Entre os dias 15 e 18 de Janeiro de 2015, a Fábrica Ocupada Flaskô recebeu o 1º Acampamento Revolucionário da Campanha "Público, Gratuito e Para Todos: Transporte, Saúde, Educação! Abaixo a Repressão!", com a presença de aproximadamente 200 jovens de todo o país. A campanha é impulsionada pela Esquerda Marxista junto com outras organizações, que, a partir das manifestações históricas de Junho de 2013, vem travando a formação de comitês de luta em escolas e Universidades, a fim de chamar a juventude a se organizar e lutar contra os ditames do capitalismo e o Estado Burguês.

O Acampamento
Na abertura do encontro estiveram presente as representações internacionais da CMI (Corrente Marxista Internacional), como Ben Gliniecki, da Inglaterra, Christian Medina Gonzalez, do México, Alessio Marconi, da Itália, Jorge Luis Gimenes, da Colômbia, e Leon Punch da Argentina. Cada representante falou sobre a conjuntura das lutas em seus países, nos fazendo constatar que em todas as lutas a juventude marca sua presença procurando a superação do capitalismo, sendo uma chama de força e energia para a construção da revolução socialista.
No México, por exemplo, Christian Medina Gonzalez, informou que eclode o combate dos estudantes do Instituto Politécnico que ganha força com a revolta provocada pelo desaparecimento dos 43 estudantes de Ayotzinapa. Jorge Luis Gimenes, da Colômbia, trouxe que em seu país o Estado Colombiano ao invés de usar a tática de comprar/cooptar os lutadores do povo, resolveu assassina-los. Assim, ser um militante na Colômbia é um ato arriscado e de muita coragem, e a luta que os jovens devem travar, segundo ele, passa também por direitos democráticos de manifestação, associação, sindicalização, etc., por uma verdadeira busca pela paz, mas uma paz sob uma sociedade socialista, como frisou, citando que no Brasil vive-se uma "democracia", mas o que temos visto é uma grande repressão ao direito de lutar.
Além das representações internacionais presentes, a "Campanha Público e Gratuito para todos", mostrando que é realmente um exemplo de luta pela "Frente única", estiveram presentes diferentes forças políticas como o Juntos, da Juventude do PSol (MES); a União da Juventude Comunista (UJC); a Juventude Comunista Avançando (JCA) e Militância Socialista, além da própria Fábrica Ocupada Flaskô. Tais organizações, inclusive os trabalhadores da Flaskô, participaram da mesa de abertura e do encerramento do encontro, e durante os quatro dias de acampamento. Seus militantes estiveram dialogando, realizando intervenções durante as mesas temáticas, fato que contribuiu na qualidade dos debates do Acampamento.
De uma maneira geral, o Acampamento Revolucionário esteve voltado para os novos militantes e a juventude que se aproxima pela primeira vez da luta política. Sendo pedagógico, no sentido de oferecer aos participantes possibilidades de formação, como compreender a diferença entre tática revolucionária e esquerdismo, discutir temas polêmicos como o racismo, as drogas e as repressões às lutas sociais, ou mesmo aprender a cantar o hino da Internacional Comunista, ou ainda, poder visitar uma fábrica sob controle operário em pleno funcionamento (com visitas guiadas, onde os trabalhadores da Flaskô contaram os 12 anos de luta), além da participação de várias atividades culturais, sob um claro viés crítico do capitalismo, e que foram sensacionais!
Para a Fábrica Ocupada Flaskô o Acampamento Revolucionário é fundamental para a luta, justamente porque na Flaskô temos claro que a batalha não pode ser isolada, e o dialogo constante as organizações da juventude e do conjunto da classe trabalhadora, se torna imprescindível para manter de pé a própria luta de uma fábrica ocupada há quase 12 anos, que, obviamente, enfrenta tantas dificuldades diante de um Estado que não está voltado para os interesses dos trabalhadores.
Para além da manutenção dos postos de trabalho é preciso ressaltar as possibilidades que uma fábrica ocupada levanta para a sociedade. Seja na qualidade de vida de seus trabalhadores e familiares, seja no oferecimento de cultura, esporte e lazer para a comunidade em seu entorno, seja pela garantia dos direitos trabalhistas duramente conquistados pela classe trabalhadora, expressos na CLT e na Constituição Federal, pondo em cheque a estrutura da sociedade capitalista que busca naturalizar a propriedade privada dos meios de produção.
Para quem desejar um relato mais detalhado do Acampamento, veja em: http://www.marxismo.org.br/content/acampamento-revolucionario-com-mais-de-200-jovens-tira-plano-de-lutas-para-2015

O significado de ter um Acampamento Revolucionário numa fábrica ocupada
A Fábrica Ocupada Flaskô está historicamente interligada com a Esquerda Marxista, que foi a força política impulsionadora de mais de trinta e cinco ocupações de fábricas pelo Brasil constituindo o Movimento das Fábricas Ocupadas na década de 2000, originado nas fábricas Cipla e Interfibra, em Joinville/SP.
Devido à relação histórica que a fábrica possui com a Esquerda Marxista e pela resistência concreta contra o fechamento da fábrica, que já dura mais de onze anos, o Acampamento, por ser na Flaskô, adquiriu um significado ainda maior do que o esperado.
Estávamos, portanto, diante de um Acampamento que discute a necessidade da expropriação dos meios de produção, seja na saúde, na educação ou no transporte, apontando para a Revolução Socialista, estando dentro de uma fábrica sob controle dos trabalhadores!
Dessa forma, conseguimos mostrar que a luta não somente é concreta e possível de ser realizada, como mostramos um exemplo – sediar um encontro como esse – do significado de termos de expropriarmos uma fábrica e que ela seja uma fábrica ocupada e à serviço da luta revolucionária, além de ter atuações militantes, como o camarada Chaolin, trabalhador da Flaskô, que organizou a cozinha durante os quatro dias.
Se é verdade que não é possível o socialismo num só país, assim como é impossível a sobrevivência de uma fábrica ocupada isolada no capitalismo, sabemos também o que podemos construir a partir de quase 12 anos de controle operário. Além de manter a produção sem um patrão, a Flaskô consegue garantir que o espaço da fábrica seja público, da classe trabalhadora e da juventude, realizando atividades culturais, educacionais, esportivas, etc., como este Acampamento.
Foi interessante ver que muitos jovens e novos militantes jamais tinham entrado numa fábrica, muito menos numa fábrica ocupada. Muitos nem sabiam o que isso significava. Muitos jovens já participaram de outros acampamentos, do movimento estudantil, da UNE, onde o que prevalece é a desorganização e as festanças, não promovendo o diálogo fraterno e os debates. Neste Acampamento, por ser realizado em um ambiente operário de luta, com respeito aos 12 anos de luta, organizou-se de forma bastante disciplinada e organizada, com várias mesas de debates e atividades culturais.
O que mais vale desse Acampamento é que todos saíram entusiasmadíssimos com os debates e os desafios que a luta de classes nos impõe, com um significado ainda mais forte da capacidade de luta da classe trabalhadora e da juventude, pelo fato do acampamento ter acontecido numa fábrica ocupada. Como conclui o camarada mexicano Cristian Gonzales, "a burguesia vai se arrepender se ter mexido com essa geração"!

Próximos passos
Para nós da Flaskô foi não somente uma honra sediar, organizar e participar deste Acampamento, como nos encheu de ânimo e satisfação para seguirmos nossa batalha na construção do socialismo.
A Fábrica Ocupada Flaskô está de portas abertas para todos apoiadores que desejam somar-se a luta pela estatização sob controle operário, pela organização da classe trabalhadora, pela expropriação dos meios de produção, contra todas as formas de exploração que vive a classe trabalhadora e a opressão diária da sociedade capitalista.
Desejamos um grande ano de lutas, com ânimos renovados, na esperança de que a realização de um Acampamento, com estes objetivos, por ser realizado na Flaskô ganhou ainda mais significado!
O que vimos é o verdadeiro significado da consigna histórica: "Um, dois, três, quatro, cinco mil, e viva a aliança Operária e Estudantil"!!!
Sigam firmes na construção da revolução socialista e com a organização da campanha "público, gratuito e para todos: saúde, transporte e educação: abaixo à repressão"! Contem com os trabalhadores da Fábrica Ocupada Flaskô para estas lutas!

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Nós trabalhadoras e trabalhadores da Fábrica Ocupada Flaskô realizaremos no próximo dia 31 de janeiro uma importante atividade na Fábrica. Um debate aberto com a finalidade de apresentar regionalmente nossos esforços para a construção de um amplo projeto de complexo autogestionário na Flaskô.

Desde o fim do ano passado estamos com um Grupo de Trabalho Interministerial em Brasília com o fim de discutir a adjudicação por interesse social da fábrica como uma das formas de estatização sob controle operário, que impulsionamos nos últimos 12 anos, garantindo a defesa dos postos de trabalho, dos direitos, da continuidade da atividade industrial da Flaskô, além da luta pela regularização da Vila Operária, garantindo moradia, e dos avanços com os projetos da Fábrica de Cultura e Esporte, com construção da coleta seletiva do lixo e do processo da reciclagem do plástico, etc. Além disso, seguimos com a batalha pela aprovação do PLS 257/12 e 469/2012 no Senado.

Dentro dessas novas e velhas possibilidades, mais uma vez iniciamos um processo de reflexão coletiva com o fim de manter a ideia de construir uma fábrica ocupada pelos seus trabalhadores, mas também ocupada por demais coletivos, organizações, comunidade e demais trabalhadores. Sabemos que não podemos apenas contar com as promessas ditas pelos setores governamentais, onde continuaremos pressionando com grande mobilização e luta, mas para garantir a concretização de nossas ideias e projetos, temos que agir de maneira prática, no setor produtivo, social, cultural, dentre outros.

Dentro dessas perspectivas convidamos movimentos sociais, organizações políticas e sindicais, grupos de estudos, coletivos culturais e esportivos e a comunidade em geral para participar de nossa primeira atividade ampla de 2015.

Dia 31 de janeiro de 2015, a partir das 9:30, na Fábrica Ocupada Flaskô: Rua Marcos Dutra Pereira, 300, Pq. Bandeirantes, Sumaré – SP.

Programação:

9:30h: Chegada
10:00h: Apresentação Complexo Flaskô e debate
12:00h: Visita completa às áreas da Flaskô – potencialidades espaciais
13:00h: Conversa sobre Jornal Atenção – pela construção de um Jornal coletivo e popular

 

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Por Érika Zucatti

Atualmente, viver em uma cidade brasileira é uma tarefa árdua, não sendo diferente no município de Campinas. Para a maioria dos brasileiros, qualquer atividade diária pressupõe locomoção em transporte público – ou, para ser mais exato, transporte coletivo –, muitas vezes com custo elevado da tarifa, péssimas condições de viagem e lotado de passageiros. A mobilidade urbana se caracteriza como um direito à cidade, uma vez que o transporte gratuito e de qualidade é essencial para exercer todos os direitos sociais, tais como, os direitos à educação, à saúde, ao trabalho, à moradia, ao lazer e outros descritos na Constituição Federal.

Entretanto, o transporte público há muito tempo deixou de ser direito para se tornar um privilégio das concessionárias do transporte coletivo das cidades que operam sob essa ótica. Diz-se que este direito fundamental à vida humana foi transferido para as "mãos" do empresariado e passou a estar condicionado à lógica do lucro da sociedade capitalista. Portanto, utiliza o transporte quem pode pagar o preço da tarifa de embarque e não quem necessariamente precisa do serviço, transformando o direito de todos em o de apenas alguns.

Jornadas de Junho

Essas motivações ensejaram diversas manifestações populares na cidade no ano de 2013, episódio que ficou conhecido como "jornadas de junho". Muito antes dos atos em Porto Alegre ou São Paulo, as tarifas do transporte de Campinas já tinham sofrido reajustes, passando a custar "míseros" R$ 3,30, ganhando título de uma das passagens de ônibus mais caras do país, inclusive superior a muitas capitais. Com a mobilização dos cidadãos o prefeito anunciou duas reduções para os valores de R$ 3,20 e R$ 3,00, respectivamente. Entretanto, a vitória da população durou pouco tempo, os vereadores aprovaram em sessão extraordinária o dobro de subsídio para as concessionárias do transporte, saltando inicialmente de R$ 36 milhões para R$ 71 milhões, valores que continuaram aumentando ao longo de 2014. Então, a arrecadação dos cofres públicos que seria destinado a outros gastos do município foram de maneira abusiva e ilegítima transferida para os bolsos dos empresários da cidade.

Percebe-se que o transporte público é subsidiado duas vezes, pelos usuários e pelas prefeituras, ambos pagam os custos divulgados pelas empresas que, alegam inúmeros prejuízos financeiros, mas que não rescindem os contratos de licitação milionários. Fica a cargo dessas mesmas concessionárias arbitrar o valor da passagem de ônibus supostamente embasada na planilha de receita elaborada por elas mesmas de forma viciada, são altos os indícios de superfaturamento, como já foi denunciado até por vereadores da oposição.

Diversos movimentos sociais se formaram ou contribuíram para o tema da mobilidade urbana em Campinas, o Movimento Passe Livre – MPL e a Frente Contra o Aumento da Passagem foram os que mais se destacaram nos últimos dez anos. As manifestações de 2013, organizadas por esta tinham como pauta a CPI dos transportes, a saída do Secretário dos Transportes e o passe-livre para estudantes e desempregados. Todas essas questões e outras que envolvem o transporte público da cidade são questionadas pelos integrantes dos grupos, principalmente pelo MPL que recentemente foi refundado na região.

Precarização do serviço prestado

A tarifa continua crescendo e a população não nota melhoras na prestação de serviço do transporte público, muito pelo contrário, a passagem só aumenta e a qualidade só diminui. Desde o mês de agosto a tarifa passou novamente a custar R$ 3,30, sem que houvesse de fato uma auditoria no preço das passagens de ônibus, um dos anseios do povo no ano passado.

Como se não bastasse, as concessionárias resolveram "informatizar" ilegalmente a cobrança da tarifa, estabeleceram obrigatoriedade do uso do cartão bilhete único, condicionaram a venda da passagem a um cartão provisório de R$ 5,30 ou R$ 8,60 para quem não detém o cartão bilhete único e demitiram os cobradores de ônibus. O aumento do preço ocorreu sob argumento dos custos da operacionalidade do sistema, maquiando um verdadeiro anseio das empresas pelo lucro.

Apesar disso, a falta de qualidade na prestação de serviço é uma reclamação frequente, pois são inúmeros os ônibus quebrados e sem manutenção que colocam todos os dias em risco à vida dos usuários, somados aos atrasos e demoras entre um veículo e outro e superlotação desumana. Recentemente dois ônibus elétricos pegaram fogo e um ônibus perdeu o eixo traseiro, tudo isso enquanto transportavam passageiros, além disso, não são raros os casos de pneus carecas e barras de apoio frouxas.

O transporte público está tão precário que os problemas já atingiram a classe trabalhadora, de um tempo para cá os motoristas estão executando a função dos cobradores demitidos com jornadas exaustivas, ou seja, exercendo duas funções sem adicional de remuneração aos baixos salários. A falta de segurança é tão latente que os passageiros são passíveis de presenciar diversos acidentes, sobretudo com os idosos e deficientes, já foi até noticiado um caso de uma idosa que faleceu em decorrência de um acidente que sofreu ao descer do ônibus.

O MPL com o intuito de reverter a situação, com o apoio de estudantes secundaristas e universitários, e trabalhadores de diversas categorias, principalmente os motoristas e cobradores dos ônibus, está organizando regularmente algumas assembleias para definir novas ações.

De fato, o desafio está colocado para todos nós. Após junho de 2013 ficou a lição para a juventude que está se organizando nesses movimentos sociais que transformar a sociedade, por meio de mobilizações populares, é possível. Não nos esqueçamos que a luta por uma sociedade justa é diária e constante para que o transporte seja gratuito e de qualidade para todos, para que o transporte seja para todos os públicos, portanto, para que seja público de verdade.

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O debate sobre o aborto é sempre difícil. É uma pauta das mulheres mas precisa ser aprofundado junto aos homens pois eles estão implicados seja como pais, namorados, maridos, médicos, juízes, sacerdotes e políticos. O problema é que poucos deles se interessam pela questão. Por isso cabe as mulheres pautar a problemática. Neste artigo, publicado na última edição do Jornal Atenção, trazemos informações e reflexões sobre o assunto e ao fim deixamos contato de uma companheira advogada de Campinas que pode ajudar as mulheres que precisem de orientação sobre a questão. Dê sua opinião em nosso perfil do Facebook.

Ainda hoje meninas engravidam e praticam aborto diante de uma gravidez precoce. Como recentemente publicado no Correio Popular, o SUS de Campinas já recebeu meninas de 10 anos para procedimentos de curetagem após aborto.
Para esta faixa etária é preciso pensar em formas efetivas de prevenção da gravidez precoce, porque seguida de aborto, para meninas que mal começaram a menstruar, é um crime social contra a dignidade e o desenvolvimento infanto-juvenil das mulheres.
A gravidez indesejada também ocorre com mulheres adultas. Segundo a atual lei o aborto pode ser autorizado em 3 casos: comprovado estupro, risco de vida comprovado para a gestante e feto anencefálico ( o feto não desenvolve o cérebro e morre alguns minutos após parto). Mesmo nestes casos, nem sempre as mulheres conseguem vencer os processos jurídicos para obter a autorização.
Aquelas que por outros motivos desejam conscientemente abortar, recorrem a formas clandestinas. No caso das mulheres pobres (muitas até por já terem mais filhos do que conseguem prover sustento) normalmente recorrem às formas de aborto mais arriscadas e sofridas. Já as que podem pagar por uma clínica, também não estão asseguradas contra os riscos envolvidos.
Muitas de nós, sobretudo aquelas que convivem em famílias e grupos que moralmente condenam o aborto, acabam o provocando em segredo. Muitas morrem por complicações como infecções e hemorragias.
Segundo o Ministério da Saúde, a cada 2 dias morre uma mulher em função de um aborto precário. Ocorrem 1 milhão de abortos clandestinos ao ano no país.
A maioria dos que são contrários ao aborto se apoiam no princípio de "direito à vida". Ninguém deve ser contra estre princípio. No entanto, é preciso ampliar sua aplicação. Afinal, os fatos mostram que as mulheres que decidiram interromper uma gravidez o farão de qualquer forma. Logo, é preciso também discutir o "direito a vida" destas mulheres ao invés de tratá-las como criminosas.
Como diz o médico Thomaz Rafael Gollop da USP, "Se os homens engravidassem, certamente esta questão já estaria resolvida. Fosse ele vítima de violência ou tivesse engravidado de maneira indesejada, seguramente não manteria a gravidez. Mas a maioria dos homens não respeita o desejo e a autonomia das mulheres".
Por princípios ou pressão social, muitas mulheres também são contrárias ao aborto. Mas quantas delas quando diante de uma gravidez indesejada, não acabam recorrendo ao aborto? Sendo assim, estamos todas no mesmo barco.
Vamos lutar por políticas públicas para prevenção da gravidez precoce ou indesejada mas também para que a legislação sobre o aborto avance para garantir nosso direito a saúde, a vida e à dignidade como prediz nossa constituição.
Para as leitoras que precisem de orientação quanto a questão do aborto, deixamos os seguintes contatos:

Advogada Dra. Helena Assis

www.assismarchesi.com.br/?lang=en

Escritório em Campinas

Rua Antonio Lapa, 280, 6º andar

CEP 13025-040

Campinas-S

Tel: (029)

samba das minas

Samba das Minas (Barão Geraldo, Campinas) no encerramento do 5º Festival em 2014.

Desde 2010 a Flaskô realiza anualmente o Festival Fábrica de Cultura e a cada ano o evento vem crescendo em qualidade e público. O 5º e último festival foi uma grande festa com artistas e coletivos tanto da região quanto de outras cidades e estados. E o público ainda mais diversificado.

As inscrições de propostas estão abertas até o dia 31 de março para este 6º Festival Flaskô Fábrica de Cultura.
As modalidades são: 1) apresentação musical; 2) apresentação teatral ou de dança; 3) apresentação audiovisual; 4) exposição de trabalho artístico; e 5) oficina relacionada a artes e cultura.
Vários artistas e grupos já estão se dispondo a participar, mas ainda cabe muita gente neste caldeirão e esperamos receber muitas propostas.
As inscrições devem ser enviadas para O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. e O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. , contendo:
a) Modalidade de proposta (1, 2, 3, 4 ou 5)
b) Cidade de origem do artista ou grupo
c) Breve apresentação da proposta incluindo temas abordados e tempo de duração
d) Vídeo e/ou fotos de anteriores trabalhos do artista ou grupo
e) Estruturas básicas necessárias para realização no local (som, iluminação, etc.)
f) Orçamento de transporte necessário (frete, combustível, pedágios, etc.)
g) Alimentação e estadia serão necessárias e para quantas pessoas?
h) Contatos (telefones, mails, sites, etc.)

Por que mais um Festival?
Mais uma vez a Flaskô sob controle dos trabalhadores realizará o Festival Fábrica de Cultura.
Será em agosto de 2015, três dias em que a fábrica ocupada estará de portas abertas à comunidade com música, teatro, cinema, dança, debates, exposições e oficinas que ocorrerão no próprio espaço da fábrica. Nesta sexta edição, como nas anteriores, o festival será autofinanciado, com todas as suas apresentações gratuitas. Isto graças à contribuição de apoiadores da luta da Flaskô e também porque sempre contamos com a parceria e apresentação de grupos militantes da arte e cultura públicos, sem fins lucrativos. E que portanto, se apresentam em nossos festivais como forma de contribuir para nossa luta e por compartilharem dela de alguma forma.
O principal objetivo deste festival, como nas cinco edições anteriores é o de oferecer opções de lazer e cultura à comunidade de Sumaré, Campinas e região, com base na arte em suas diferentes modalidades. E ao mesmo tempo, criar novas e aprofundar as já existentes parcerias de luta com a população sumareense e grupos artístico-culturais e militantes de diversas cidades e regiões. O coletivo de trabalhadores da Flaskô, nestes quase 12 anos de resistência e luta na defesa de seus postos de trabalho sempre estiveram e seguem abertos para a troca de experiências e este 6º Festival Fábrica de Cultura será mais um importante momento de convivência e compartilhamento de ideias e experiências. Mais uma vez esperamos por vocês em agosto!!!

Vejam site http://www.festivalflasko.org.br/