campanha

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Moção de solidariedade aos camaradas Hakam e Agus, dirigentes sindicais e militantes da seção da CMI na Indonésia

Nós, trabalhadores da Fábrica Ocupada Flaskô, na luta pela estatização sob controle operário há quase 13 anos, vimos por meio desta moção prestar nossa profunda e irrestrita solidariedade de classe aos camaradas Abdul Hakam, membro da Militan Indonesia, Seção da CMI na Indonésia, que foi condenado e enviado para a prisão com a pena de três meses por sua atividade sindical.

Reconhecemos o brilhante combate de Hakam, que é um importante dirigente sindical do FSPBI-Kasbi Gresik, um dos poucos sindicatos radicais na Indonésia, atuando junto com o também dirigente sindical Agus Budiono.

Absurdamente eles foram acusados criminalmente sob a "lei do ato desagradável", uma espécie de "incitação ao crime", por organizarem e convocarem uma importante mobilização da classe trabalhadora. Inadmissível! É uma prática de criminalização dos movimentos sociais, prendendo e reprimindo os que não se curvam diante dos capitalistas. Seus únicos crimes é estar ao lado dos trabalhadores.

FSPBI-Kasbi Gresik é um sindicato muito conhecido entre as massas mais amplas em Gresik - uma importante área industrial do país – reconhecido como um sindicato radical que luta pelos direitos dos trabalhadores e sempre também está ativo na luta pelos interesses das massas mais amplas através da mobilização contra o aumento do preço dos produtos alimentares básicos, mobilizando para a educação livre e outras importantes questões, apontando claramente uma perspectiva de classe e as contradições do capitalismo.

É por isso que, em dezembro de 2013, mostrando como os capitalistas não aceitariam as resistências dos trabalhadores, Hakam e Agus foram condenados a uma pena de prisão de 3 meses por "provocar os trabalhadores a resistirem".

Saudamos a resistência feita, politicamente e juridicamente, compreendendo, todavia, que a manutenção absurda da sentença condenatória nos ensina claramente o caráter de classe do judiciário - um tribunal que serve para defender os interesses de classe dos capitalistas.

Hakam e Agus são corajosos lutadores da classe que têm questionado a ordem vigente. Ao contrário de muitos outros líderes sindicais, eles nunca capitularam perante os patrões. Em um país como a Indonésia, onde a corrupção é ainda mais desenfreada, eles mantêm profunda coerência e seguem defendendo as bandeiras socialistas de forma limpa e sem qualquer arranho. Justamente por isso é que a burguesia não pode perdoá-los.

Hakam é um marxista em um país onde o marxismo é ilegal. Entrando na prisão, ele levou em suas mãos, orgulhosamente, a livro de Leon Trotsky, "Revolução Permanente". Ele também pediu para ser enviarem outros livros marxistas para que ele possa usar seu tempo na prisão para aprimorar seu arsenal ideológico.

Por tudo isso, nossa sincera solidariedade aos camaradas, mostrando que seus combates não são em vão, não somente para a classe trabalhadora na Indonésia, para o conjunto dos trabalhadores em todo o mundo.

Trabalhadores do mundo, uni-vos!
Contra a criminalização das lutas sociais!
Abaixo ao capitalismo e os ataques à classe trabalhadora!
Liberdade para Hakam e Agu!
Solidariedade Internacional à Hakam e Agu!
#FreeHakamAndAgus

Sumaré, 16 de maio de 2016

Assembleia Geral dos Trabalhadores da Flaskô

Greve

Entre as primeiras medidas anunciadas pelo governo ilegítimo de Michel Temer destacam – se as propostas de ataque a direitos sociais e trabalhistas que, caso sejam bem sucedidos, significarão uma regressão histórica das condições de vida da classe trabalhadora brasileira. O anúncio destas medidas logo na primeira semana do governo interino evidenciam os interesses capitalistas que motivaram o forte apoio empresarial e midiático para o golpe que afastou a presidenta Dilma Rousseff.
O governo de Temer pretende realizar uma reforma previdenciária aumentando a idade mínima para a aposentadoria, flexibilizar direitos trabalhistas inscritos na CLT, fazer que prevaleça o negociado sobre o legislado nas relações de trabalho, em síntese um poderoso pacote de regressão social.
A vida dos trabalhadores também será afetada pelos ataques que virão contra os serviços públicos e com a privatização de empresas estatais, incluindo o esforço que o governo fará para privatizar a Petrobras, entregado a fabulosa riqueza do Pre Sal para multinacionais norte - americanas.
Através da reforma da previdência o governo pretende alterar a forma de concessão de aposentadorias e pensões de trabalhadores urbanos e rurais, do setor público e privado. O principal objetivo do governo interino é a imposição imediata de uma idade mínima para aposentadoria que seria de 65 anos para os homens e 63 para as mulheres. Para piorar o governo ainda demonstra que não pretende respeitar o direito adquirido pelos trabalhadores que já estão ativos no mercado de trabalho, dizendo que o conceito de "direito adquirido" é impreciso. Isso significa que o governo de Temer se esforçará para que a partir da aprovação da reforma nenhum trabalhador brasileiro, mesmo já estando no mercado de trabalho, possa se aposentar antes de completar 65 anos.
A proposta de que o negociado prevaleça sobre o legislado, significa na prática que patrões poderão coagir seus funcionários a aceitarem acordos que suspendam direitos como férias, hora extra, décimo terceiro – salário etc.
Todas essas medidas demonstram que o governo interino pretende atacar todos os direitos trabalhistas, o seu propósito é não deixar nenhum direito de pé, trata-se de um ataque violento e frontal contra a classe trabalhadora brasileira.

Preparar a greve geral:

Este violento ataque à classe trabalhadora é feito através de uma poderosa frente única entre governo e empresários com o apoio dos oligopólios de comunicação. Somente será derrotado através da mais firme unidade e disposição de luta da classe trabalhadora. Não é possível resistir aos ataques à previdência, aos aposentados, com a iniciativa do governo de desvincular as aposentadorias do salário mínimo e a todos os demais ataques anunciados com greves por categoria. Esse ataque ao conjunto dos trabalhadores só pode ser derrotado por uma reação do conjunto dos trabalhadores. É urgente preparar uma greve geral!
A greve deve ter o objetivo de barrar os ataques e de derrotar o governo usurpador nascido de um golpe. Um governo que não possui nenhuma legitimidade para golpear a classe trabalhadora tão fortemente.
A resistência ao governo de Temer é crescente nas ruas. A juventude, intelectuais, artistas realizam ocupações de prédios públicos para questionar a legitimidade do governo.
A classe trabalhadora ainda não entrou em ação, observa os acontecimentos. As Centrais Sindicais independentes, que fazem oposição ao governo devem esclarecer a classe sobre a gravidade da situação que se intensifica com a posse de Temer. É preciso fazer assembleias nas fábricas, plenárias, panfletagens etc. A classe trabalhadora precisa ser despertada para a luta e para a necessidade de assumir o seu destino. A ação dos trabalhadores terá peso decisivo para no desenrolar dos acontecimentos. Somente os trabalhadores podem parar a produção e atingir o principal interesse capitalista, o lucro. É urgente preparar a greve geral e derrotar os ataques de Temer.

 

No-al-Fascismo

Após obter a vitória nas eleições parlamentares de dezembro de 2016, a direita venezuelana partiu para uma ofensiva com o objetivo de derrotar a Revolução Bolivariana no curto prazo. Esta estratégia é desenvolvida com a retomada de métodos de terror no plano econômico, "guerra econômica" de desabastecimento, e nas ruas, através de marchas e dos protestos violentos nos bairros e cidades de classe média, conhecidos como "guarimbas".
Neste texto procuramos fazer uma breve descrição dos métodos de terror e fascismo adotados pela direita radical venezuelana e utilizados crescentemente com o objetivo de alcançar a deposição de Nícolas Maduro.

As "guarimbas" em 2014:

Para compreender a dinâmica dos protestos de rua organizados pela direita em 2016 é preciso considerar a conflagração que ocorreu no país no primeiro semestre de 2014. Em janeiro deste ano lideranças extremistas da direita venezuelana convocaram uma rebelião popular contra o governo de Maduro usando a palavra de ordem "La Salida".
As marchas e protestos da direita foram acompanhados de atos de terror, com ataques armados a prédios públicos, lojas da rede Mercal, (destinada a venda de alimentos para as classes populares). Também ocorreram ataques armados contra militares da Guarda Nacional Bolivariana, durante as marchas da direita e nas "guarimbas" dos bairros de classe média.
Em fevereiro de 2014, centenas de estudantes encapuzados organizaram um ataque à residência do governado de Táchira, que feriu mais de 10 policiais. Em 12 de fevereiro de 2014, estudantes de universidades privadas organizados em grupos de choque atacaram a sede do Ministério público, gerando um conflito que produziu três mortes e centenas de feridos.
As manifestações tiveram caráter reacionário, caracterizando – se não apenas como ataque ao poder central, mas também às classes populares. Caracterizaram-se como ações de guerra civil, desenvolvidas com métodos de terror contra organizações populares, prefeituras dirigidas pelo PSUV etc.
Houve reação das organizações e coletivos chavistas e a rebelião perdeu força restringindo-se às "guarimbas" organizadas em bairros de classe média alta. Para impedir a circulação de militantes chavistas que utilizavam motos, "guarimbeiros" estenderam fios de arame farpado entre postes dos dois lados da rua, tática que causou três degolamentos de militantes chavistas. Em alguns bairros existiam franco – atiradores que fuzilaram ao menos duas pessoas. Ao final da onda de protestos e terror fascista 43 pessoas morreram e mais de 800 foram feridas. A guarda Nacional Bolivariana fez a detenção de cerca de 4300 agitadores e líderes da direita dos quais 43 permanecem presos ainda hoje. Também foram presos militares acusados de excessos, assassinatos etc, assim como militantes chavistas.

Direita retoma métodos de terror fascista em 2016:

Após ser eleito presidente da Assembleia Nacional venezuelana Henry Ramos Allup da Ação Democrática (AD), anunciou a estratégia de depor Nícolas Maduro em seis meses. O encerramento do governo, segundo Allup, pode se dar através de um referendo revogatório ou da declaração de uma Assembleia Nacional Constituinte. Nesse momento a estratégia da oposição venezuelana passa por concentrar esforços na exigência da aceleração dos procedimentos do Conselho Nacional Eleitoral para a validação das assinaturas coletadas para que ocorra um referendo revogatório. Este caminho legal é fortalecido pela retomada de métodos de terror que parecem indicar que a direita venezuelana procura derrubar o governo independentemente dos resultados alcançados pela via legal. Esta semana, na quarta – feira dia 18, ocorreu uma grande marcha opositora em Caracas, convocada como reação ao pronunciamento de Maduro feito no dia anterior, quando acusou os EUA de estarem por trás da tentativa de desestabilização da Venezuela. Maduro afirmou durante o pronunciamento que após o golpe de estado no Brasil a Venezuela é o próximo alvo e que a direita venezuelana procura criar conflitos violentos para poder reivindicar uma intervenção internacional. A marcha opositora foi novamente caracterizada pela violência, com destaque para a atuação de grupos armados com bastões de madeira, que feriram cinco membros da Guarda Bolivariana.
Em 19/05/2016 grupos estudantis radicais formaram "guarimbas" na Avenida Las Americas em Mérida. Junto com os estudantes atuaram homens armados portando escopetas cerradas, que entraram em choque com a guarda anti – motins de Mérida. Esta semana também ocorreram atentados terroristas contra a faculdade de medicina da Universidad de los Andes
Tudo indica que a direita pretende impulsionar uma nova rebelião como em 2014, com uso crescente de métodos de terror.
A direita venezuelana, os partidos agrupados no MUD, contam com apoio norte – americano. O presidente Barack Obama declarou em 2015 "estado de emergência", a partir da consideração de que a Venezuela constitui uma ameaça à segurança nacional norte – americana.
A Revolução Bolivariana se encontra fortemente ameaçada. Diante do terror fascista da direita venezuelana, cabe aprofundar a organização da classe trabalhadora venezuelana para que ela possa exercer a autodefesa. A derrota da direita fascista passa pelo aprofundamento da revolução, com medidas como o controle operário da produção nas empresas que promovem a sabotagem econômica, estatização do sistema financeiro e monopólio do comércio exterior. Frente ao avanço do terror da direita, torna-se ainda mais urgente, completar a transição para o socialismo.

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Em editorial de hoje, 19/05/2016, intitulado emergência venezuelana a Folha deSão Paulo fortalece o cerco midiático internacional contra o governo da RepúblicaBolivariana da Venezuela. A situação política venezuelana está marcada pela agudização da luta de classes.A direita e seus representantes vândalos, que estimulam a guerra econômica dedesabastecimento e protestos violentos que redundam em centenas de mortes, atravésdas "guarimbas", desenvolve uma ofensiva para derrubar o governo de Nícolas Madurocom apoio explícito dos EUA. Esta ofensiva é apoiada pelos meios de imprensatradicionais da Venezuela, os jornais El País, Tal Cual, El Universal e por meios deimprensa da Espanha e EUA, como o jornal Washington Post. Assim como no Brasil o impeachment da presidente Dilma Rousseff foiprecedido por intenso bombardeio midiático, na Venezuela os meios de comunicaçãoatuam em uníssono para a derrubada de Maduro. O avanço da direita na região Latino - americana faz parte de uma dinâmicageopolítica de recolonização da região. A derrota dos governos progressistas cumpre opropósito de restabelecer a aliança submissa dos países da região com o império norteamericano. Dentro dessa dinâmica, os principais meios de comunicação dos diversospaíses se articulam para o êxito deste empreendimento reacionário.O Editorial "Emergência venezuelana" da Folha de São Paulo desenvolve umataque à decretação do estado de emergência econômica pelo governo de Maduro com afinalidade de combater a guerra econômica desenvolvida pelos empresários, através daparalisação da produção, "cerros de fabrica", desvio de mercadorias para o mercadonegro etc. Estas ações produzem a escassez de produtos de primeira necessidade,penalizando a população.O editorial da Folha de São Paulo demonstra preocupação com a decretação doestado de sítio, reclamando do "perigo" que representa a concessão de maiores poderesaos militares durante o período de 60 dias, e ao fato de que os Conselhos Comunaispassarão a ter poder de polícia. Também condena a possibilidade de intervenção nasempresas privadas que a decretação do Estado de Exceção concede a Maduro. O Estadode exceção fornece maiores poderes para o governo venezuelano combater a guerra
econômica desenvolvida pela burguesia, e para reprimir as ações de violênciadesfechadas pela direita principalmente contra a população civil.Nesta quarta feira durante uma marcha opositora no município de Libertadorforam realizados atentados contra a sede da residência estudantil Livia Gouverneur. Osopositores "destroçaram o segundo e o terceiro andar da residência" segundo o própriojornal opositor Tal Cual e jogaram gasolina em dois soldados da Guarda NacionalBolivariana ameaçando incendiá-los. O prefeito de Libertador acusa Henrique Caprillese Henry Ramos Allup, atual presidente do parlamento nacional venezuelano comoincentivadores da marcha. Esse tipo de ação da direita se tornou rotina na Venezuela,principalmente desde 2014 com as "guarimbas" que produziram 43 mortes.O decreto de emergência econômica e o estado de exceção visam garantir asegurança da população contra os métodos de terrorismo da direita, que objetivaderrubar o governo e derrotar a Revolução Bolivariana. O editorial da Folha de São Paulo, instrumento de desinformação, obviamentemistifica a situação venezuelana. Não descreve as ações desestabilizadoras da direita.Apenas ataca o governo, apresentando-o como ditatorial e responsável pleno pelocolapso econômico, que em grande medida é resultado das estratégias de guerraeconômica desenvolvidas pela burguesia venezuelana. Um libelo de mentiras à serviçoda reação e da derrota da Revolução Bolivariana.

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Em editorial de hoje, 19/05/2016, intitulado emergência venezuelana a Folha de São Paulo fortalece o cerco midiático internacional contra o governo da República Bolivariana da Venezuela.
A situação política venezuelana está marcada pela agudização da luta de classes. A direita e seus representantes vândalos, que estimulam a guerra econômica de desabastecimento e protestos violentos que redundam em centenas de mortes, através das "guarimbas", desenvolve uma ofensiva para derrubar o governo de Nícolas Maduro com apoio explícito dos EUA. Esta ofensiva é apoiada pelos meios de imprensa tradicionais da Venezuela, os jornais El País, Tal Cual, El Universal e por meios de imprensa da Espanha e EUA, como o jornal Washington Post.
Assim como no Brasil o impeachment da presidente Dilma Rousseff foi precedido por intenso bombardeio midiático, na Venezuela os meios de comunicação atuam em uníssono para a derrubada de Maduro.
O avanço da direita na região Latino - americana faz parte de uma dinâmica geopolítica de recolonização da região. A derrota dos governos progressistas cumpre o propósito de restabelecer a aliança submissa dos países da região com o império norte americano. Dentro dessa dinâmica, os principais meios de comunicação dos diversos países se articulam para o êxito deste empreendimento reacionário.
O Editorial "Emergência venezuelana" da Folha de São Paulo desenvolve um ataque à decretação do estado de emergência econômica pelo governo de Maduro com a finalidade de combater a guerra econômica desenvolvida pelos empresários, através da paralisação da produção, "cerros de fabrica", desvio de mercadorias para o mercado negro etc. Estas ações produzem a escassez de produtos de primeira necessidade, penalizando a população.
O editorial da Folha de São Paulo demonstra preocupação com a decretação do estado de sítio, reclamando do "perigo" que representa a concessão de maiores poderes aos militares durante o período de 60 dias, e ao fato de que os Conselhos Comunais passarão a ter poder de polícia. Também condena a possibilidade de intervenção nas empresas privadas que a decretação do Estado de Exceção concede a Maduro. O Estado de exceção fornece maiores poderes para o governo venezuelano combater a guerra econômica desenvolvida pela burguesia, e para reprimir as ações de violência desfechadas pela direita principalmente contra a população civil.
Nesta quarta feira durante uma marcha opositora no município de Libertador foram realizados atentados contra a sede da residência estudantil Livia Gouverneur. Os opositores "destroçaram o segundo e o terceiro andar da residência" segundo o próprio jornal opositor Tal Cual e jogaram gasolina em dois soldados da Guarda Nacional Bolivariana ameaçando incendiá-los. O prefeito de Libertador acusa Henrique Caprilles e Henry Ramos Allup, atual presidente do parlamento nacional venezuelano como incentivadores da marcha. Esse tipo de ação da direita se tornou rotina na Venezuela, principalmente desde 2014 com as "guarimbas" que produziram 43 mortes.
O decreto de emergência econômica e o estado de exceção visam garantir a segurança da população contra os métodos de terrorismo da direita, que objetiva derrubar o governo e derrotar a Revolução Bolivariana.
O editorial da Folha de São Paulo, instrumento de desinformação, obviamente mistifica a situação venezuelana. Não descreve as ações desestabilizadoras da direita. Apenas ataca o governo, apresentando-o como ditatorial e responsável pleno pelo colapso econômico, que em grande medida é resultado das estratégias de guerra econômica desenvolvidas pela burguesia venezuelana. Um libelo de mentiras à serviço da reação e da derrota da Revolução Bolivariana.

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Desde 2013, com a eleição de Nícolas Maduro por pequena margem de votos sobre Henrique Caprilles, a direita venezuelana se sente fortalecida e aprofunda a ofensiva política e econômica para derrotar a Revolução Bolivariana. O leque de ações dos partidos de direita e dos setores empresariais envolve a guerra econômica com o desabastecimento, desvio de produtos para o mercado negro, criando as condições para manifestações de rua violentas, ataques midiáticos etc.
Estas ações aprofundam a crise da economia venezuelana, duramente afetada pela crise econômica global e pela baixa dos preços do petróleo, cuja exportação é a principal fonte de divisas do país. Hoje a Venezuela vive um processo inflacionário descontrolado e a extrema escassez de produtos de primeira necessidade, fatos que penalizam fortemente a maioria da população.
A degradação das condições de vida, o intenso sofrimento causado pelo desabastecimento e pela hiperinflação gera desgaste na classe trabalhadora, levando grandes contingentes à desmoralização e ao afastamento político em relação ao Chavismo e ao PSUV.
Uma das formas que se reveste a guerra econômica são os "cerros de fabrica", quando os patrões param a produção. Essas "greves" patronais são comuns na Venezuela. Os industriais usam esse método de sabotagem econômica há quase duas décadas, desde o Paro Petrolero, quando a burocracia que há época detinha o controle da PDVSA, parou a produção da empresa petrolífera com o propósito de derrubar Hugo Chaves. Esta paralisação produziu prejuízo de bilhões de dólares para o país, até ser derrotada pela forte reação da classe trabalhadora. A finalidade dessa guerra econômica sistemática é a derrubada o regime e derrota definitiva da Revolução Bolivariana. Recentemente, por exemplo, a indústria de cerveja Polar resolveu parar a produção para enfraquecer o governo de Nícolas Maduro.
No contexto atual de aguda crise econômica e enfraquecimento da liderança Chavista, a direita procura articular a guerra econômica com o estímulo e desenvolvimento "guarimbas". As "guarimbas" são grandes manifestações de rua, compostas majoritariamente pela classe média e por setores estudantis que fazem oposição à Revolução Bolivariana. A direita procura propagandear que são manifestações espontâneas e majoritariamente estudantis. Na verdade os setores estudantis, embora tenham importância significativa, são minoritários nas "guarimbas" e as manifestações não são espontâneas. São estimuladas por políticos da direita reacionária venezoelana como Henrique Caprilles e Leopoldo López e financiadas por meio do imperialismo norte americano. São manifestações violentas com fechamento de ruas, queima de lixo, agressões com objetos contundes e disparos de arma de fogo, com o objetivo de intimidar a população a sair de casa.
Em 2014 o contexto de crise econômica criou condições favoráveis para que ocorressem poderosas "guarimbas" em centenas de cidades. O confronto das forças públicas e de coletivos Chavistas com os manifestantes das "guarimbas", resultou em cerca de 43 mortos, entre civis e membros da força pública.
A guerra econômica através dos lockouts patronais, juntamente com as "guarimbas" e a cobertura midiática destes eventos, através de campanhas de mentiras, são ações conjugadas que configuram os métodos para a realização de um "golpe suave" na Venezuela.
Estas ações enfraquecem a Revolução Bolivariana e favorecem o crescimento da direita. Este conjunto de fatores favoreceu a vitória eleitoral da Mesa de União Democrática (MUD) nas eleições parlamentares de 6 de dezembro de 2015.
Com o novo quadro aberto com a eleição do neoliberal Macri na Argentina e com a queda do governo de Dilma Roussef no Brasil, a direita venezuelana com o apoio do imperialismo investirá com todas suas forças para derrotar a Revolução Bolivariana; seja através de um golpe suave ou através de uma vitória eleitoral em um referendo revogatório. Contudo, mesmo a vitória eleitoral no referendo seria possibilitada pela conjugação da luta eleitoral e da utilização de ações típicas do golpe suave.
A única forma de reverter esta dinâmica desfavorável, que coloca em extremo risco o governo de Nícolas Maduro e a própria sorte da Revolução seria o aprofundamento da Revolução Bolivariana na direção da expropriação das fábricas, da estatização do capital financeiro e da socialização dos meios de produção. Somente dessa forma será possível retirar a economia venezuelana da rota do colapso em que ela se encontra e derrotar as classes dominantes.
Os efeitos da crise econômica global na região latino-americana levaram ao esgotamento dos governos de esquerda com orientação social – liberal na Argentina e no Brasil. O esgotamento deste modelo de conciliação de classes criou as condições para que a direita retornasse ao poder através do voto na Argentina e de um golpe parlamentar no Brasil.
A Revolução Bolivariana pode estar chegando ao momento derradeiro que significará a vitória ou a derrota definitiva da revolução. A política desenvolvida pela direção Chavista jogará papel decisivo.

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A chancelaria da República Bolivariana da Venezuela emitiu um contundente comunicado denunciando o golpe parlamentar em curso no Brasil, no dia 12 de maio de 2016. Além disso, retirou seu embaixador do Brasil, para consultas, deixando claro não reconhecer o governo usurpador de Michel Temer.
A Venezuela, conjuntamente com Cuba, Nicarágua, El Salvador, Bolívia, Chile, Uruguai, são os primeiros países a manifestarem o não reconhecimento da legitimidade do governo de Temer e a denunciarem o golpe de estado parlamentar no Brasil.
O comunicado da chancelaria venezuelana apresenta um perfeito diagnóstico da dinâmica política que envolve a consumação do golpe de estado no Brasil. Caracteriza o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff como um "golpe de estado parlamentar", desenvolvido através de "farsas jurídicas das cúpulas oligárquicas" em conluio com interesses imperialistas.
A nota também traz a afirmação de que o impeachment é uma "vingança" dos setores de direita que perderam as últimas eleições e jamais chegariam ao poder através do voto, "são incapazes de chegar ao poder por outra via que não a força".
A Venezuela denuncia ainda que o Golpe em curso teve início logo após a vitória eleitoral da presidenta Dilma. Afirma que o golpe de estado no Brasil exemplifica o método utilizado pelas classes empresariais da região nos últimos anos; a estratégia do "golpe suave", através de campanhas midiáticas, sabotagens, desinformação, mentiras.
A nota ainda salienta que o golpe parlamentar no Brasil ocorre dentro do contexto de investida das classes dominantes da região latino-americana, associadas ao imperialismo, com o propósito de derrubar os governos progressistas da região. O comunicado da chancelaria venezuelana ao final conclama os povos de todo mundo para a solidariedade contra o golpe no Brasil e ao mandato da presidente Dilma.

O Golpe no Brasil e o avanço da Reação na AL: A Venezuela na mira do Império.

O golpe no Brasil se dá em seguida ao êxito da estratégia do "golpe suave" em dois países da região, Honduras, em 2009 e Paraguai em 2012. Em Honduras o presidente Manuel Zelaya foi sequestrado pelo exército no dia 28 de junho de 2009. No dia 29 de junho uma carta de renúncia fraudulenta foi lida no congresso de Honduras e o presidente do congresso imediatamente empossado como presidente da república. Nesse caso, o golpe teve o apoio do exército, mas foi consolidado pelo parlamento. Após o golpe ocorreram poderosas mobilizações populares que foram derrotadas com violenta repressão estatal.
O golpe parlamentar do Paraguai se configurou como uma espécie de impeachment relâmpago. Todo processo entre a acusação do presidente Lugo e a cassação do mandato teve duração de 30 horas. O presidente foi afastado através da acusação de "mau desempenho das funções".
O golpe no Brasil em seguida a vitória do neoliberal Macri na Argentina fortalece a classe dominante venezuelana, que desde a chegada de Hugo Chaves ao governo em 1998, sistematicamente tenta derrubar os governos bolivarianos, legitimados pela vitória eleitoral em mais de sete eleições.
Ainda em 2002, Hugo Chaves sofreu um golpe de estado, nos moldes clássicos com a participação de setores das forças armadas atuando conjuntamente com a elite empresarial, dando posse a um civil. A mobilização popular espontânea derrotou o golpe e recolocou Chaves em seu posto. Desde então o presidente da Venezuela e seu sucessor Nicolas Maduro, sofreram diversas tentativas de "golpe suave", através de campanhas midiáticas, sabotagens de diversos tipos, como frequentemente ocorre com o desabastecimento de alimentos produzido propositalmente pelos empresários venezuelanos.
Após a vitória eleitoral de Macri na Argentina e o desenvolvimento do golpe parlamentar no Brasil, o próximo alvo da reação na região é a Venezuela. Hoje 17/05, em pronunciamento na Telesur, Nícolas Maduro afirmou que o "O golpe de estado no Brasil é um golpe contra a América Latina e Caribe e contra os BRICS".
Nas últimas semanas as classes empresariais venezuelanas, animadas pelo avanço da direita no Brasil e na Argentina, desenvolvem mais uma campanha de desestabilização visando derrubar o governo venezuelano. Crescem as ações de sabotagem econômica visando o desabastecimento, como se exemplifica com o lockout patronal na fábrica de cervejas Polar, que paralisou a produção.
Também cresce o cerco midiático, feito pela imprensa tradicional, diários El País e El Universal, com uma profusão de notícias contrárias ao governo bolivariano. O ataque midiático é feito pela imprensa local, mas também pela imprensa dos EUA e da Espanha, como o tradicional El País espanhol. Nícolas Maduro compreende que após o golpe no Brasil, a reação partirá com tudo para derrotar a revolução bolivariana. É certo que no próximo período o desenvolvimento da luta de classes no Brasil refletirá na Venezuela e vice – versa. Essa é dinâmica da revolução e da contrarrevolução na região latino-americana.

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Ocupações e reorganização da esquerda nesta nova conjuntura!

11 DE JUNHO DE 2016: das 14h às 23h.

Um dia de muitos debates e atividades culturais!

Estamos diante de uma das maiores farsas da história brasileira. O golpe contra Dilma, sob a forma de impeachment, ataca frontalmente liberdades democráticas historicamente conquistadas. Longe de defender este governo e suas políticas contra os trabalhadores, e nós aqui na Flaskô sabemos bem disso, com a intervenção na Cipla e negligenciando nossos pedidos, sabemos que diferentemente do que dizia o Tiririca: "Pior que está pode e vai ficar". Os setores mais reacionários da burguesia decidiram romper as próprias instituições que defendem para impor seus ataques aos trabalhadores.
Diante da maior crise econômica desde 1929, o capitalismo mundial precisa, para sobreviver, que os trabalhadores paguem a conta. A lógica de conciliação, de suposta paz entre capital e trabalho, não se torna mais possível, e o Brasil é atingido profundamente. A "marolinha" se mostra como um tsunami e que quer varrer nossos direitos e empregos. O desemprego ultrapassa 11% apesar de todas as medidas de desoneração e facilidades dadas aos patrões. Não aceitam reduzir suas taxas de lucros e passam a demitir, retirar direitos e aumentar fortemente a repressão às lutas sociais, atacando frontalmente os sindicatos e quem está disposto a lutar. No entanto, a farsa da política institucional ficou clara com a trágica comédia dos pronunciamentos dos deputados em Brasília, votando por "Deus, pela minha família, pela minha neta, etc.". Longe de se preocuparem com a população, com o Brasil, com os direitos sociais e como superar a crise, o cenário escancarou o baixíssimo nível destes deputados eleitos pelas grandes empresas e construtoras. Os picaretas do Congresso expuseram suas caras. O mesmo se passou no Senado. O Poder Judiciário que sempre "aparece" como neutro, e com o combate à corrupção, escancara sua seletividade e papel central na criminalização dos movimentos sociais.
O povo não é tonto. Olha tudo isso e vê a manipulação. As respostas serão nas ruas. E a Flaskô estará, ao lado dos movimentos, em defesa dos direitos sociais, das liberdades democráticas, contra o impeachment e a manipulação da burguesia.
É neste cenário que estamos prestes a completar 13 anos de luta pela estatização sob controle operário. Com todas as dificuldades, nos colocamos em movimento, resistindo e mantendo erguida uma perspectiva clara de defesa dos postos de trabalho, dos direitos dos trabalhadores, mostrando que não se faz necessário termos patrões nas fábricas e na sociedade. Somos duramente reprimidos para que a "moda não pegue". No entanto, a pauta das ocupações se mostra cada vez mais necessária e possível, e se combina com a luta pelas ocupações de moradia, de terra, por educação e cultura. O combate é profundamente dialético e nos ensina a capacidade de luta quando se organiza, quando cotidianamente nos colocamos em movimento.
Por tudo isso, entendemos que os 13 anos da Flaskô pode contribuir para este importante processo de reorganização dos movimentos sociais, repautando a expropriação dos meios de produção de forma direta pela defesa da classe trabalhadora e da juventude.
Toda defesa da Fábrica Ocupada Flaskô!
Convidamos a todo(a)s para um dia de luta e comemoração!

Veja a programação que segue:

11/06/2016 – Sábado

Conjuntura e os 13 anos da Flaskô (14h às 16h)
14h00 às 14h40 - Flaskô 13 anos: histórico e perspectivas – Pedro Santinho e Alexandre Mandl
14h40 às 15h20 – As fábricas ocupadas na América Latina: Venezuela e Argentina (Yennie/Gotcha e Murua/IMPA)
15h20 às 16h00 – Debates e encaminhamentos/campanhas

Ocupações: terra, trabalho, moradia, educação e cultura (16h às 18h)
16h às 18h - Por que ocupar, produzir e resistir? Vários convidados para uma ampla mesa de debates

18h00 às 19h00 – A Apresentação da Maquete do Complexo Autogestionário da Flaskô, Vila Operária e Fábrica de Cultura e Esportes (Vinícius Camargo), com Visita Guiada na Fábrica, reinauguração da Biblioteca e da sede do Centro de Memória Operária e Popular (CEMOP) – Josiane Lombardi

19h – lanche

ATIVIDADES CULTURAIS

19h30 – teatro: "Trotsky – Peça para Televisores e não Televisores", do Núcleozonaautônoma de São Paulo

21h – show: "O Satânico Dr. Mao e os Espiões Secretos" (Ex - Garotos Podres)

Informações: (19)3864-2624 – https://www.facebook.com/events/889159651207407/
Endereço: Rua Marcos Dutra Pereira, nº 300, Pq. Bandeirantes, Sumaré/SP
(Saída Km 107 da Anhanguera – pegar marginal antes)

pariz

Em nota, movimentos e sindicatos afirmam que a população deve construir a partir do dia 28 deste mês uma "comuna permanente" na Praça da República, em Paris, contra a nova lei trabalhista do governo francês.
"Uma greve renovável, uma ocupação renovável, é disso que precisamos", começa a nota escrita por diversas organizações e movimentos estudantis da França, divulgada nas redes sociais e publicada no site de esquerda lundimatin.
Desde a metade do mês passado, a sociedade francesa se mobiliza com ocupações espontâneas e manifestações contra a nova lei trabalhista do governo. Uma greve geral eclodiu a partir do dia 28 de abril, e ainda afeta alguns setores públicos da França com paralisações que se mantém até hoje. Universidades também seguem ocupadas, em uma mobilização que já ganhou até nome: NuitDeBout (Noite em Pé).
"É hora de transformar a Praça da República em um lugar fortificado em defesa dos trabalhadores", convoca os movimentos. "Traga pregos, parafusos, martelo, serra, tudo o que puder para construir um verdadeiro forte". A nota convoca uma ocupação permanente na Praça da República em Paris, onde já ocorre semanalmente manifestações contra a medida do governo. A proposta de "Comuna" foi alinhada de forma coletiva, entre sindicatos, movimentos estudantis e autônomos ligados ao movimento anarquista francês.
"Se você tem um caminhão, pegue um sofá, móveis, o que você encontrar para tornar a praça a sua casa. É hora de vasculhar sótãos e garagens, e aos poucos vamos construindo na Praça da República a nossa Comuna, como alguns já estão chamando."
O chamado ainda pede que os manifestantes levem equipamentos para defesa contra uma possível repressão policial: capacetes, joelheiras, cotoveleiras, e até mesmo máscaras de esqui e limões por conta do gás lacrimogêneo.
"É hora de chamar todos e acreditar. Diremos para a polícia que não iremos desocupar. Diga a todos que ainda não vieram [para a Praça da República] que é a última oportunidade de mudar o país. Ficaremos juntos. Beberemos juntos. Dividiremos as camas juntos. Iremos respirar o gás lacrimogêneo juntos. Resistiremos juntos", finaliza a nota.

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Área de 143,5 mil metros quadrados contará com laboratório digital, quadra, vestiários, horta comunitária, playground, espaços de convivência, salão de festa, pistas de caminhada e skate
por Redação RBA publicado 22/04/2016                          FERNANDO PEREIRA/SECOM

São Paulo – Após ser desapropriada pelo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), por uma dívida de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de cerca de R$ 60 milhões, a Chácara do Jockey será entregue como parque municipal no próximo dia 30. A área verde tem 143,5 mil metros quadrados e reunirá centro cultural, pista de skate, quadra poliesportiva, creche e pré-escola. “Foi feita uma recuperação para abrir, para as pessoas utilizarem. Ao longo do tempo, novos equipamentos serão entregues. Temos ainda uma reforma para a reocupação global, porque nós queremos preservar a memória do local”, afirmou Haddad.

A elaboração do projeto contou com a participação dos moradores do Butantã, região oeste da cidade. Foram 30 anos de parque privado, sem acesso da população. A mata local foi preservada, não havendo necessidade de investimentos para recuperação da área verde.

No processo de desapropriação, a prefeitura ofereceu R$ 63,9 milhões pela área. O valor da indenização será compensado pela dívida de IPTU que o Jockey tem com a administração municipal. Com isso, não haverá investimento direto na desapropriação da chácara. Essa negociação foi formalizada pela gestão Haddad e o Jockey em um acordo, o que permitiu a emissão de posse da área em favor da Prefeitura. O valor, no entanto, ainda está sob análise judicial e a transferência de titularidade do imóvel será feita posteriormente.

Na primeira etapa serão entregues equipamentos de ginástica para idosos, uma base da Guarda Civil Metropolitana (GCM), Laboratório de Fabricação Digital (FabLab), quadra, vestiários, horta comunitária, playground, espaços de convivência com churrasqueiras e salão de festas, além de pista de caminhada. Os praticantes de skate terão à disposição duas pistas oficiais, do tipo bowl e street, em construção de acordo com os parâmetros da federação paulista da modalidade.

“Estamos com as obras muito adiantadas dos equipamentos iniciais da Prefeitura, que são a parte educacional, com CEI e EMEI, a esportiva, com uma das maiores pistas de skate do Brasil, quadra poliesportiva e os campos de futebol recuperados, e cultural, que terá um centro de economia criativa. Nós vamos abrir a praça, a área de contemplação e as primeiras baias”, afirmou Haddad.

A creche e a pré-escola atenderão juntas cerca de 800 crianças de zero a 5 anos. Os equipamentos de educação receberam R$ 8,9 milhões em investimentos. A Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Chácara do Jockey já foi aberta e atende 175 crianças. Os muros que cercavam a antiga chácara também foram derrubados e trocados por grades. A iluminação recebeu investimentos de R$ 750 mil para a instalação de 150 luminárias LED.

Na segunda etapa, o parque passará a contar com um polo cultural, que será implementado nas antigas cocheiras e no alojamentos de cavalariços, assim como nas edificações menores onde funcionavam a administração e a residência do gestor da chácara. Serão oferecidas oficinas, estúdio de gravação, salas de produção e sala multiuso para dança, música, reuniões e apresentações cênicas, além de um Laboratório de Experimentação e Inovação Audiovisual (LEA).