campanha

Folha-golpista

Em editorial de hoje, 19/05/2016, intitulado emergência venezuelana a Folha de São Paulo fortalece o cerco midiático internacional contra o governo da República Bolivariana da Venezuela.
A situação política venezuelana está marcada pela agudização da luta de classes. A direita e seus representantes vândalos, que estimulam a guerra econômica de desabastecimento e protestos violentos que redundam em centenas de mortes, através das "guarimbas", desenvolve uma ofensiva para derrubar o governo de Nícolas Maduro com apoio explícito dos EUA. Esta ofensiva é apoiada pelos meios de imprensa tradicionais da Venezuela, os jornais El País, Tal Cual, El Universal e por meios de imprensa da Espanha e EUA, como o jornal Washington Post.
Assim como no Brasil o impeachment da presidente Dilma Rousseff foi precedido por intenso bombardeio midiático, na Venezuela os meios de comunicação atuam em uníssono para a derrubada de Maduro.
O avanço da direita na região Latino - americana faz parte de uma dinâmica geopolítica de recolonização da região. A derrota dos governos progressistas cumpre o propósito de restabelecer a aliança submissa dos países da região com o império norte americano. Dentro dessa dinâmica, os principais meios de comunicação dos diversos países se articulam para o êxito deste empreendimento reacionário.
O Editorial "Emergência venezuelana" da Folha de São Paulo desenvolve um ataque à decretação do estado de emergência econômica pelo governo de Maduro com a finalidade de combater a guerra econômica desenvolvida pelos empresários, através da paralisação da produção, "cerros de fabrica", desvio de mercadorias para o mercado negro etc. Estas ações produzem a escassez de produtos de primeira necessidade, penalizando a população.
O editorial da Folha de São Paulo demonstra preocupação com a decretação do estado de sítio, reclamando do "perigo" que representa a concessão de maiores poderes aos militares durante o período de 60 dias, e ao fato de que os Conselhos Comunais passarão a ter poder de polícia. Também condena a possibilidade de intervenção nas empresas privadas que a decretação do Estado de Exceção concede a Maduro. O Estado de exceção fornece maiores poderes para o governo venezuelano combater a guerra econômica desenvolvida pela burguesia, e para reprimir as ações de violência desfechadas pela direita principalmente contra a população civil.
Nesta quarta feira durante uma marcha opositora no município de Libertador foram realizados atentados contra a sede da residência estudantil Livia Gouverneur. Os opositores "destroçaram o segundo e o terceiro andar da residência" segundo o próprio jornal opositor Tal Cual e jogaram gasolina em dois soldados da Guarda Nacional Bolivariana ameaçando incendiá-los. O prefeito de Libertador acusa Henrique Caprilles e Henry Ramos Allup, atual presidente do parlamento nacional venezuelano como incentivadores da marcha. Esse tipo de ação da direita se tornou rotina na Venezuela, principalmente desde 2014 com as "guarimbas" que produziram 43 mortes.
O decreto de emergência econômica e o estado de exceção visam garantir a segurança da população contra os métodos de terrorismo da direita, que objetiva derrubar o governo e derrotar a Revolução Bolivariana.
O editorial da Folha de São Paulo, instrumento de desinformação, obviamente mistifica a situação venezuelana. Não descreve as ações desestabilizadoras da direita. Apenas ataca o governo, apresentando-o como ditatorial e responsável pleno pelo colapso econômico, que em grande medida é resultado das estratégias de guerra econômica desenvolvidas pela burguesia venezuelana. Um libelo de mentiras à serviço da reação e da derrota da Revolução Bolivariana.

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Desde 2013, com a eleição de Nícolas Maduro por pequena margem de votos sobre Henrique Caprilles, a direita venezuelana se sente fortalecida e aprofunda a ofensiva política e econômica para derrotar a Revolução Bolivariana. O leque de ações dos partidos de direita e dos setores empresariais envolve a guerra econômica com o desabastecimento, desvio de produtos para o mercado negro, criando as condições para manifestações de rua violentas, ataques midiáticos etc.
Estas ações aprofundam a crise da economia venezuelana, duramente afetada pela crise econômica global e pela baixa dos preços do petróleo, cuja exportação é a principal fonte de divisas do país. Hoje a Venezuela vive um processo inflacionário descontrolado e a extrema escassez de produtos de primeira necessidade, fatos que penalizam fortemente a maioria da população.
A degradação das condições de vida, o intenso sofrimento causado pelo desabastecimento e pela hiperinflação gera desgaste na classe trabalhadora, levando grandes contingentes à desmoralização e ao afastamento político em relação ao Chavismo e ao PSUV.
Uma das formas que se reveste a guerra econômica são os "cerros de fabrica", quando os patrões param a produção. Essas "greves" patronais são comuns na Venezuela. Os industriais usam esse método de sabotagem econômica há quase duas décadas, desde o Paro Petrolero, quando a burocracia que há época detinha o controle da PDVSA, parou a produção da empresa petrolífera com o propósito de derrubar Hugo Chaves. Esta paralisação produziu prejuízo de bilhões de dólares para o país, até ser derrotada pela forte reação da classe trabalhadora. A finalidade dessa guerra econômica sistemática é a derrubada o regime e derrota definitiva da Revolução Bolivariana. Recentemente, por exemplo, a indústria de cerveja Polar resolveu parar a produção para enfraquecer o governo de Nícolas Maduro.
No contexto atual de aguda crise econômica e enfraquecimento da liderança Chavista, a direita procura articular a guerra econômica com o estímulo e desenvolvimento "guarimbas". As "guarimbas" são grandes manifestações de rua, compostas majoritariamente pela classe média e por setores estudantis que fazem oposição à Revolução Bolivariana. A direita procura propagandear que são manifestações espontâneas e majoritariamente estudantis. Na verdade os setores estudantis, embora tenham importância significativa, são minoritários nas "guarimbas" e as manifestações não são espontâneas. São estimuladas por políticos da direita reacionária venezoelana como Henrique Caprilles e Leopoldo López e financiadas por meio do imperialismo norte americano. São manifestações violentas com fechamento de ruas, queima de lixo, agressões com objetos contundes e disparos de arma de fogo, com o objetivo de intimidar a população a sair de casa.
Em 2014 o contexto de crise econômica criou condições favoráveis para que ocorressem poderosas "guarimbas" em centenas de cidades. O confronto das forças públicas e de coletivos Chavistas com os manifestantes das "guarimbas", resultou em cerca de 43 mortos, entre civis e membros da força pública.
A guerra econômica através dos lockouts patronais, juntamente com as "guarimbas" e a cobertura midiática destes eventos, através de campanhas de mentiras, são ações conjugadas que configuram os métodos para a realização de um "golpe suave" na Venezuela.
Estas ações enfraquecem a Revolução Bolivariana e favorecem o crescimento da direita. Este conjunto de fatores favoreceu a vitória eleitoral da Mesa de União Democrática (MUD) nas eleições parlamentares de 6 de dezembro de 2015.
Com o novo quadro aberto com a eleição do neoliberal Macri na Argentina e com a queda do governo de Dilma Roussef no Brasil, a direita venezuelana com o apoio do imperialismo investirá com todas suas forças para derrotar a Revolução Bolivariana; seja através de um golpe suave ou através de uma vitória eleitoral em um referendo revogatório. Contudo, mesmo a vitória eleitoral no referendo seria possibilitada pela conjugação da luta eleitoral e da utilização de ações típicas do golpe suave.
A única forma de reverter esta dinâmica desfavorável, que coloca em extremo risco o governo de Nícolas Maduro e a própria sorte da Revolução seria o aprofundamento da Revolução Bolivariana na direção da expropriação das fábricas, da estatização do capital financeiro e da socialização dos meios de produção. Somente dessa forma será possível retirar a economia venezuelana da rota do colapso em que ela se encontra e derrotar as classes dominantes.
Os efeitos da crise econômica global na região latino-americana levaram ao esgotamento dos governos de esquerda com orientação social – liberal na Argentina e no Brasil. O esgotamento deste modelo de conciliação de classes criou as condições para que a direita retornasse ao poder através do voto na Argentina e de um golpe parlamentar no Brasil.
A Revolução Bolivariana pode estar chegando ao momento derradeiro que significará a vitória ou a derrota definitiva da revolução. A política desenvolvida pela direção Chavista jogará papel decisivo.

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A chancelaria da República Bolivariana da Venezuela emitiu um contundente comunicado denunciando o golpe parlamentar em curso no Brasil, no dia 12 de maio de 2016. Além disso, retirou seu embaixador do Brasil, para consultas, deixando claro não reconhecer o governo usurpador de Michel Temer.
A Venezuela, conjuntamente com Cuba, Nicarágua, El Salvador, Bolívia, Chile, Uruguai, são os primeiros países a manifestarem o não reconhecimento da legitimidade do governo de Temer e a denunciarem o golpe de estado parlamentar no Brasil.
O comunicado da chancelaria venezuelana apresenta um perfeito diagnóstico da dinâmica política que envolve a consumação do golpe de estado no Brasil. Caracteriza o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff como um "golpe de estado parlamentar", desenvolvido através de "farsas jurídicas das cúpulas oligárquicas" em conluio com interesses imperialistas.
A nota também traz a afirmação de que o impeachment é uma "vingança" dos setores de direita que perderam as últimas eleições e jamais chegariam ao poder através do voto, "são incapazes de chegar ao poder por outra via que não a força".
A Venezuela denuncia ainda que o Golpe em curso teve início logo após a vitória eleitoral da presidenta Dilma. Afirma que o golpe de estado no Brasil exemplifica o método utilizado pelas classes empresariais da região nos últimos anos; a estratégia do "golpe suave", através de campanhas midiáticas, sabotagens, desinformação, mentiras.
A nota ainda salienta que o golpe parlamentar no Brasil ocorre dentro do contexto de investida das classes dominantes da região latino-americana, associadas ao imperialismo, com o propósito de derrubar os governos progressistas da região. O comunicado da chancelaria venezuelana ao final conclama os povos de todo mundo para a solidariedade contra o golpe no Brasil e ao mandato da presidente Dilma.

O Golpe no Brasil e o avanço da Reação na AL: A Venezuela na mira do Império.

O golpe no Brasil se dá em seguida ao êxito da estratégia do "golpe suave" em dois países da região, Honduras, em 2009 e Paraguai em 2012. Em Honduras o presidente Manuel Zelaya foi sequestrado pelo exército no dia 28 de junho de 2009. No dia 29 de junho uma carta de renúncia fraudulenta foi lida no congresso de Honduras e o presidente do congresso imediatamente empossado como presidente da república. Nesse caso, o golpe teve o apoio do exército, mas foi consolidado pelo parlamento. Após o golpe ocorreram poderosas mobilizações populares que foram derrotadas com violenta repressão estatal.
O golpe parlamentar do Paraguai se configurou como uma espécie de impeachment relâmpago. Todo processo entre a acusação do presidente Lugo e a cassação do mandato teve duração de 30 horas. O presidente foi afastado através da acusação de "mau desempenho das funções".
O golpe no Brasil em seguida a vitória do neoliberal Macri na Argentina fortalece a classe dominante venezuelana, que desde a chegada de Hugo Chaves ao governo em 1998, sistematicamente tenta derrubar os governos bolivarianos, legitimados pela vitória eleitoral em mais de sete eleições.
Ainda em 2002, Hugo Chaves sofreu um golpe de estado, nos moldes clássicos com a participação de setores das forças armadas atuando conjuntamente com a elite empresarial, dando posse a um civil. A mobilização popular espontânea derrotou o golpe e recolocou Chaves em seu posto. Desde então o presidente da Venezuela e seu sucessor Nicolas Maduro, sofreram diversas tentativas de "golpe suave", através de campanhas midiáticas, sabotagens de diversos tipos, como frequentemente ocorre com o desabastecimento de alimentos produzido propositalmente pelos empresários venezuelanos.
Após a vitória eleitoral de Macri na Argentina e o desenvolvimento do golpe parlamentar no Brasil, o próximo alvo da reação na região é a Venezuela. Hoje 17/05, em pronunciamento na Telesur, Nícolas Maduro afirmou que o "O golpe de estado no Brasil é um golpe contra a América Latina e Caribe e contra os BRICS".
Nas últimas semanas as classes empresariais venezuelanas, animadas pelo avanço da direita no Brasil e na Argentina, desenvolvem mais uma campanha de desestabilização visando derrubar o governo venezuelano. Crescem as ações de sabotagem econômica visando o desabastecimento, como se exemplifica com o lockout patronal na fábrica de cervejas Polar, que paralisou a produção.
Também cresce o cerco midiático, feito pela imprensa tradicional, diários El País e El Universal, com uma profusão de notícias contrárias ao governo bolivariano. O ataque midiático é feito pela imprensa local, mas também pela imprensa dos EUA e da Espanha, como o tradicional El País espanhol. Nícolas Maduro compreende que após o golpe no Brasil, a reação partirá com tudo para derrotar a revolução bolivariana. É certo que no próximo período o desenvolvimento da luta de classes no Brasil refletirá na Venezuela e vice – versa. Essa é dinâmica da revolução e da contrarrevolução na região latino-americana.

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Ocupações e reorganização da esquerda nesta nova conjuntura!

11 DE JUNHO DE 2016: das 14h às 23h.

Um dia de muitos debates e atividades culturais!

Estamos diante de uma das maiores farsas da história brasileira. O golpe contra Dilma, sob a forma de impeachment, ataca frontalmente liberdades democráticas historicamente conquistadas. Longe de defender este governo e suas políticas contra os trabalhadores, e nós aqui na Flaskô sabemos bem disso, com a intervenção na Cipla e negligenciando nossos pedidos, sabemos que diferentemente do que dizia o Tiririca: "Pior que está pode e vai ficar". Os setores mais reacionários da burguesia decidiram romper as próprias instituições que defendem para impor seus ataques aos trabalhadores.
Diante da maior crise econômica desde 1929, o capitalismo mundial precisa, para sobreviver, que os trabalhadores paguem a conta. A lógica de conciliação, de suposta paz entre capital e trabalho, não se torna mais possível, e o Brasil é atingido profundamente. A "marolinha" se mostra como um tsunami e que quer varrer nossos direitos e empregos. O desemprego ultrapassa 11% apesar de todas as medidas de desoneração e facilidades dadas aos patrões. Não aceitam reduzir suas taxas de lucros e passam a demitir, retirar direitos e aumentar fortemente a repressão às lutas sociais, atacando frontalmente os sindicatos e quem está disposto a lutar. No entanto, a farsa da política institucional ficou clara com a trágica comédia dos pronunciamentos dos deputados em Brasília, votando por "Deus, pela minha família, pela minha neta, etc.". Longe de se preocuparem com a população, com o Brasil, com os direitos sociais e como superar a crise, o cenário escancarou o baixíssimo nível destes deputados eleitos pelas grandes empresas e construtoras. Os picaretas do Congresso expuseram suas caras. O mesmo se passou no Senado. O Poder Judiciário que sempre "aparece" como neutro, e com o combate à corrupção, escancara sua seletividade e papel central na criminalização dos movimentos sociais.
O povo não é tonto. Olha tudo isso e vê a manipulação. As respostas serão nas ruas. E a Flaskô estará, ao lado dos movimentos, em defesa dos direitos sociais, das liberdades democráticas, contra o impeachment e a manipulação da burguesia.
É neste cenário que estamos prestes a completar 13 anos de luta pela estatização sob controle operário. Com todas as dificuldades, nos colocamos em movimento, resistindo e mantendo erguida uma perspectiva clara de defesa dos postos de trabalho, dos direitos dos trabalhadores, mostrando que não se faz necessário termos patrões nas fábricas e na sociedade. Somos duramente reprimidos para que a "moda não pegue". No entanto, a pauta das ocupações se mostra cada vez mais necessária e possível, e se combina com a luta pelas ocupações de moradia, de terra, por educação e cultura. O combate é profundamente dialético e nos ensina a capacidade de luta quando se organiza, quando cotidianamente nos colocamos em movimento.
Por tudo isso, entendemos que os 13 anos da Flaskô pode contribuir para este importante processo de reorganização dos movimentos sociais, repautando a expropriação dos meios de produção de forma direta pela defesa da classe trabalhadora e da juventude.
Toda defesa da Fábrica Ocupada Flaskô!
Convidamos a todo(a)s para um dia de luta e comemoração!

Veja a programação que segue:

11/06/2016 – Sábado

Conjuntura e os 13 anos da Flaskô (14h às 16h)
14h00 às 14h40 - Flaskô 13 anos: histórico e perspectivas – Pedro Santinho e Alexandre Mandl
14h40 às 15h20 – As fábricas ocupadas na América Latina: Venezuela e Argentina (Yennie/Gotcha e Murua/IMPA)
15h20 às 16h00 – Debates e encaminhamentos/campanhas

Ocupações: terra, trabalho, moradia, educação e cultura (16h às 18h)
16h às 18h - Por que ocupar, produzir e resistir? Vários convidados para uma ampla mesa de debates

18h00 às 19h00 – A Apresentação da Maquete do Complexo Autogestionário da Flaskô, Vila Operária e Fábrica de Cultura e Esportes (Vinícius Camargo), com Visita Guiada na Fábrica, reinauguração da Biblioteca e da sede do Centro de Memória Operária e Popular (CEMOP) – Josiane Lombardi

19h – lanche

ATIVIDADES CULTURAIS

19h30 – teatro: "Trotsky – Peça para Televisores e não Televisores", do Núcleozonaautônoma de São Paulo

21h – show: "O Satânico Dr. Mao e os Espiões Secretos" (Ex - Garotos Podres)

Informações: (19)3864-2624 – https://www.facebook.com/events/889159651207407/
Endereço: Rua Marcos Dutra Pereira, nº 300, Pq. Bandeirantes, Sumaré/SP
(Saída Km 107 da Anhanguera – pegar marginal antes)

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Em nota, movimentos e sindicatos afirmam que a população deve construir a partir do dia 28 deste mês uma "comuna permanente" na Praça da República, em Paris, contra a nova lei trabalhista do governo francês.
"Uma greve renovável, uma ocupação renovável, é disso que precisamos", começa a nota escrita por diversas organizações e movimentos estudantis da França, divulgada nas redes sociais e publicada no site de esquerda lundimatin.
Desde a metade do mês passado, a sociedade francesa se mobiliza com ocupações espontâneas e manifestações contra a nova lei trabalhista do governo. Uma greve geral eclodiu a partir do dia 28 de abril, e ainda afeta alguns setores públicos da França com paralisações que se mantém até hoje. Universidades também seguem ocupadas, em uma mobilização que já ganhou até nome: NuitDeBout (Noite em Pé).
"É hora de transformar a Praça da República em um lugar fortificado em defesa dos trabalhadores", convoca os movimentos. "Traga pregos, parafusos, martelo, serra, tudo o que puder para construir um verdadeiro forte". A nota convoca uma ocupação permanente na Praça da República em Paris, onde já ocorre semanalmente manifestações contra a medida do governo. A proposta de "Comuna" foi alinhada de forma coletiva, entre sindicatos, movimentos estudantis e autônomos ligados ao movimento anarquista francês.
"Se você tem um caminhão, pegue um sofá, móveis, o que você encontrar para tornar a praça a sua casa. É hora de vasculhar sótãos e garagens, e aos poucos vamos construindo na Praça da República a nossa Comuna, como alguns já estão chamando."
O chamado ainda pede que os manifestantes levem equipamentos para defesa contra uma possível repressão policial: capacetes, joelheiras, cotoveleiras, e até mesmo máscaras de esqui e limões por conta do gás lacrimogêneo.
"É hora de chamar todos e acreditar. Diremos para a polícia que não iremos desocupar. Diga a todos que ainda não vieram [para a Praça da República] que é a última oportunidade de mudar o país. Ficaremos juntos. Beberemos juntos. Dividiremos as camas juntos. Iremos respirar o gás lacrimogêneo juntos. Resistiremos juntos", finaliza a nota.

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Área de 143,5 mil metros quadrados contará com laboratório digital, quadra, vestiários, horta comunitária, playground, espaços de convivência, salão de festa, pistas de caminhada e skate
por Redação RBA publicado 22/04/2016                          FERNANDO PEREIRA/SECOM

São Paulo – Após ser desapropriada pelo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), por uma dívida de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de cerca de R$ 60 milhões, a Chácara do Jockey será entregue como parque municipal no próximo dia 30. A área verde tem 143,5 mil metros quadrados e reunirá centro cultural, pista de skate, quadra poliesportiva, creche e pré-escola. “Foi feita uma recuperação para abrir, para as pessoas utilizarem. Ao longo do tempo, novos equipamentos serão entregues. Temos ainda uma reforma para a reocupação global, porque nós queremos preservar a memória do local”, afirmou Haddad.

A elaboração do projeto contou com a participação dos moradores do Butantã, região oeste da cidade. Foram 30 anos de parque privado, sem acesso da população. A mata local foi preservada, não havendo necessidade de investimentos para recuperação da área verde.

No processo de desapropriação, a prefeitura ofereceu R$ 63,9 milhões pela área. O valor da indenização será compensado pela dívida de IPTU que o Jockey tem com a administração municipal. Com isso, não haverá investimento direto na desapropriação da chácara. Essa negociação foi formalizada pela gestão Haddad e o Jockey em um acordo, o que permitiu a emissão de posse da área em favor da Prefeitura. O valor, no entanto, ainda está sob análise judicial e a transferência de titularidade do imóvel será feita posteriormente.

Na primeira etapa serão entregues equipamentos de ginástica para idosos, uma base da Guarda Civil Metropolitana (GCM), Laboratório de Fabricação Digital (FabLab), quadra, vestiários, horta comunitária, playground, espaços de convivência com churrasqueiras e salão de festas, além de pista de caminhada. Os praticantes de skate terão à disposição duas pistas oficiais, do tipo bowl e street, em construção de acordo com os parâmetros da federação paulista da modalidade.

“Estamos com as obras muito adiantadas dos equipamentos iniciais da Prefeitura, que são a parte educacional, com CEI e EMEI, a esportiva, com uma das maiores pistas de skate do Brasil, quadra poliesportiva e os campos de futebol recuperados, e cultural, que terá um centro de economia criativa. Nós vamos abrir a praça, a área de contemplação e as primeiras baias”, afirmou Haddad.

A creche e a pré-escola atenderão juntas cerca de 800 crianças de zero a 5 anos. Os equipamentos de educação receberam R$ 8,9 milhões em investimentos. A Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Chácara do Jockey já foi aberta e atende 175 crianças. Os muros que cercavam a antiga chácara também foram derrubados e trocados por grades. A iluminação recebeu investimentos de R$ 750 mil para a instalação de 150 luminárias LED.

Na segunda etapa, o parque passará a contar com um polo cultural, que será implementado nas antigas cocheiras e no alojamentos de cavalariços, assim como nas edificações menores onde funcionavam a administração e a residência do gestor da chácara. Serão oferecidas oficinas, estúdio de gravação, salas de produção e sala multiuso para dança, música, reuniões e apresentações cênicas, além de um Laboratório de Experimentação e Inovação Audiovisual (LEA).

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Os golpistas alcançaram o objetivo de aprovar o impeachment da presidente Dilma em uma seção bizarra na Câmara, que deixou evidente o profundo reacionarismo do parlamento brasileiro. Os deputados quando chamados a votar falavam da situação da economia, de má administração e de corrupção de maneira genérica para justificar o voto favorável ao impeachment. Poucos falavam do crime de responsabilidade, que seria o motivo jurídico da admissão do impeachment, segundo o parecer da comissão que analisou e deu parecer favorável a abertura do processo. Isso somente prova que não há base jurídica para o impeachment. O impeachment é somente a forma da consumação do golpe de Estado através de uma sessão parlamentar.
O Líder do PP ao discursar defendendo o voto pelo impeachment falou que o partido tomou posição pelo impeachment por considerações políticas sobre a paralisia do país. Sobre o crime de responsabilidade tratou rapidamente, dizendo que a existência deste crime é 'controversa' mas que isso não é a questão principal. Então se apenas menciona de passagem que a existência do crime é controversa, se exime de tomar posição a respeito. Ele e seu partido votam pelo impeachment independentemente da existência de crime. Confessa com seu discurso que é um golpista!
Alguns parlamentares defenderam a prisão de Lula e Dilma, o fim da CUT, Bolsonaro defendeu a tortura feita pelo Coronel Brilhante Ustra contra a presidente Dilma Rousself. A sessão bizarra foi presidida pelo gangster Eduardo Cunha, corrupto notório, dono de contas na Suíça e acusado de receber propinas milionárias de empresas investigadas pela Lava Jato. Os deputados recorrentemente citavam o nome de deus e diziam votar em nome de suas famílias.
A partir de agora está aberto o caminho que levará o vice - presidente sem votos e conspirador a presidência da República. Basta que o Senado acate a denúncia feita pela Câmara Federal e a presidente Dilma será afastada do cargo. Michel Temer irá governar com o apoio do PSDB de Aécio Neves e da maioria reacionária do congresso. O objetivo já declarado do governo golpista é fazer um ataque sem precedentes aos direitos trabalhistas e a todas as conquistas que a classe trabalhadora construiu a custa de muita luta. Um governo neoliberal violento que tentará destruir a educação pública, privatizar as universidades públicas, fazer privatizações de empresas estatais, entregar o Pré Sal para as Multinacionais do petróleo, atacar os servidores públicos, destruir o SUS. Contudo, esse governo será ilegítimo. Não deve ser reconhecido pelos partidos de esquerda, pelos sindicatos e pelos movimentos sociais. Os trabalhadores devem resistir à posse de Temer. Nem Temer, nem o parlamento golpista possuem qualquer legitimidade. As instituições da república da Constituição de 88 estão apodrecidas. O parlamento é golpista, o judiciário foi o principal instrumento do golpe e o presidente que tomará posse é um dos principais articuladores do golpe. Diante desta situação que se abre os trabalhadores devem levantar a bandeira de uma Assembleia Constituinte que dê origem a novas instituições que correspondam às necessidades da maioria explorada da nação. Caso Temer tome posse, sua política neoliberal de ataque aos trabalhadores será fortemente confrontada pelos explorados. A sua ilegitimidade deve ser denunciada desde o primeiro dia, até que seu governo seja derrubado. O governo de Temer mesmo com maioria no congresso será um governo fraco que buscará se apoiar na mais forte repressão. Está em jogo o futuro da nação, da classe trabalhadora e de suas organizações que serão fortemente atacadas.

Nem um dia de trégua!
Não reconhecemos as decisões do parlamento golpista!
Fora Temer, Cunha e o parlamento golpista!

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Chamada aberta para artistas e grupos interessados em participar do 7º Festival Flaskô Fábrica de Cultura que neste ano ocorrerá em novembro, nos dias 04, 05 e 06.

O período de inscrições é de 22 de março até o dia 20 de maio. As modalidades são:

1) apresentação teatral

2) apresentação musical

3) apresentação de dança ou performance

4) apresentação de produção audiovisual

5apresentação circense

6) exposição de trabalho em artes plásticas (pintura, escultura, instalação, etc.)

7) exposição de trabalho fotográfico

8) realização de oficina relacionada a artes e cultura

9) apresentação em discotecagem para DJs

10) realização de atividades voltadas para público infantil (contação de histórias, brincadeiras de roda, oficinas de brinquedos, etc.) 

Vários artistas e grupos já estão se dispondo a participar, mas ainda cabe muita gente neste caldeirão e esperamos receber muitas propostas.

As inscrições devem ser enviadas para festivalflasko2016@gmail.com contendo (em uma página):

1) nome do artista/grupo e a respectiva modalidade de inscrição 

2) título, uma breve apresentação da proposta e o tempo de duração

3) a estrutura necessária para realização

4) orçamento para transporte caso necessário e a cidade de origem do artista/grupo.

 

Por que mais um Festival?

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Mais uma vez a Flaskô sob controle dos trabalhadores realizará o Festival Fábrica de Cultura.

Este ano como teremos muitas atividades em comemoração aos 13 anos de ocupação em junho, o festival que tradicionalmente realizamos em agosto, será em novembro.

Serão três dias em que a fábrica ocupada estará de portas abertas à comunidade com atividades em arte e cultura. Nesta sétima edição, como nas anteriores, o festival será autofinanciado, com todas as suas apresentações gratuitas.

Isto graças a contribuição de apoiadores da luta da Flaskô e também porque sempre contamos com a parceria e apresentação de grupos militantes da arte e cultura públicos, sem fins lucrativos.

E que portanto se apresentam em nossos festivais como forma de contribuir para nossa luta e por compartilharem dela de alguma forma.

O principal objetivo deste festival, como nas seis edições anteriores, é o de oferecer opções de lazer e cultura para Campinas e região mas sobretudo para as comunidades ao redor da fábrica e demais bairros de Sumaré que carecem de atividades deste tipo.

E ao mesmo tempo, criar novas e aprofundar as já existentes parcerias de luta com a população sumareense e grupos artístico-culturais e militantes de diversas cidades e regiões.

O coletivo de trabalhadores da Flaskô, nestes quase 13 anos de resistência e luta na defesa de seus postos de trabalho sempre esteve e segue aberto a troca de experiências e este 7º Festival Fábrica de Cultura será mais um importante momento de convivência e compartilhamento de ideias e emoções.

Esperamos por vocês em novembro !!!

Esperamos por suas propostas!

 

 

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Chamada aberta para artistas e grupos interessados em participar do 7º Festival Flaskô Fábrica de Cultura que neste ano ocorrerá em novembro, nos dias 04, 05 e 06.

O período de inscrições é de 22 de março até o dia 20 de maio. As modalidades são:

1) apresentação teatral

2) apresentação musical

3) apresentação de dança ou performance

4) apresentação de produção audiovisual

5) apresentação circense

6) exposição de trabalho em artes plásticas (pintura, escultura, instalação, etc.)

7) exposição de trabalho fotográfico

8) realização de oficina relacionada a artes e cultura

9) apresentação em discotecagem para DJs

10) realização de atividades voltadas para público infantil (contação de histórias, brincadeiras de roda, oficinas de brinquedos, etc.)

Vários artistas e grupos já estão se dispondo a participar, mas ainda cabe muita gente neste caldeirão e esperamos receber muitas propostas.

As inscrições devem ser enviadas para O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. contendo (em uma página):

1) nome do artista/grupo e a respectiva modalidade de inscrição

2) título, uma breve apresentação da proposta e o tempo de duração

3) a estrutura necessária para realização

4) orçamento para transporte caso necessário e a cidade de origem do artista/grupo.

Por que mais um Festival?

Mais uma vez a Flaskô sob controle dos trabalhadores realizará o Festival Fábrica de Cultura.

Este ano como teremos muitas atividades em comemoração aos 13 anos de ocupação em junho, o festival que tradicionalmente realizamos em agosto, será em novembro.

Serão três dias em que a fábrica ocupada estará de portas abertas à comunidade com atividades em arte e cultura. Nesta sétima edição, como nas anteriores, o festival será autofinanciado, com todas as suas apresentações gratuitas.

Isto graças a contribuição de apoiadores da luta da Flaskô e também porque sempre contamos com a parceria e apresentação de grupos militantes da arte e cultura públicos, sem fins lucrativos.

E que portanto se apresentam em nossos festivais como forma de contribuir para nossa luta e por compartilharem dela de alguma forma.

O principal objetivo deste festival, como nas seis edições anteriores, é o de oferecer opções de lazer e cultura para Campinas e região mas sobretudo para as comunidades ao redor da fábrica e demais bairros de Sumaré que carecem de atividades deste tipo.

E ao mesmo tempo, criar novas e aprofundar as já existentes parcerias de luta com a população sumareense e grupos artístico-culturais e militantes de diversas cidades e regiões.

O coletivo de trabalhadores da Flaskô, nestes quase 13 anos de resistência e luta na defesa de seus postos de trabalho sempre esteve e segue aberto a troca de experiências e este 7º Festival Fábrica de Cultura será mais um importante momento de convivência e compartilhamento de ideias e emoções.

Esperamos por vocês em novembro !!!

Esperamos por suas propostas!

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Nós da Flaskô nos solidarizamos as trabalhadoras e trabalhadores da MABE de Hortolândia ocupada e que sofreram reintegração de posse no ultimo domingo. Repudiamos a decisão e os métodos do judiciário e da PM pela ação espetaculosa e violenta com a qual sempre atuam de modo a dar o exemplo de como se trata trabalhadores e como se lida com os movimentos sociais e fábricas ocupadas. Em nosso movimento não foram poucas vezes em que o mesmo aconteceu: reintegração na Flakpet em Itapevi, na Cipla em Joinville, sempre a mesma truculência. Mas a luta continua! Segue abaixo artigo publicado no site do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas sobre o ocorrido.

Mabe Hortolândia: PM toca o terror em ação de reintegração

Em plena tarde de domingo (3), os trabalhadores acampados na Mabe, em Hortolândia, foram surpreendidos por uma mega operação da Polícia Militar para reintegração de posse da fábrica, acampada desde 22 de dezembro de 2015 e ocupada desde o último dia 15 de fevereiro.

Os policiais invadiram a fábrica pelos fundos, e a PM usou até helicópteros para que policiais descerem de rapel. A violenta ação da PM arrancou os trabalhadores da fábrica, que tiveram de deixar todos os seus pertences para trás.

Já a Oficial de Justiça, agindo de maneira autoritária e abusiva, impediu o Sindicato e seus advogados de acompanhar o ato de reintegração como forma de impedir abusos e violências contra os trabalhadores e o patrimônio da empresa por parte da Polícia. Outro abuso cometido pela Oficial de Justiça foi o de realizar o ato de reintegração em um domingo, às 14 horas, após o fim do expediente do judiciário, inviabilizando qualquer tentativa de os advogados do Sindicato conseguirem algum mandado judicial que impedisse a reintegração. Um advogado do Sindicato, ao tentar dialogar com a Oficial, foi atingido no rosto por um jato de gás de pimenta jogado pela PM.

Tal operação pegou de surpresa os trabalhadores porque a reintegração vinha sendo negociada com o Juiz de Hortolândia, que em conversa com o Sindicato se comprometeu em aumentar o prazo para saída dos trabalhadores e a não utilizar força policial para realizar a reintegração. Chegou, inclusive, em reuniões com o Sindicato e os trabalhadores, dizer-se "sensibilizado" com a situação daqueles que foram desligados da empresa sem nada receber.

Além da PM, a empresa colocou cerca de 50 seguranças privados dentro da fábrica. Inclusive, o guarda patrimonial que atirou contra os trabalhadores durante a ocupação foi quem conduziu a entrada dos ônibus cheios de bate-paus contratados pela Mabe.

Dentro da fábrica, além dos pertences dos trabalhadores, ficaram alimentos e leites recebidos de doações, que seriam entregues a gestantes de Hortolândia.

O Sindicato não vai admitir tamanha truculência e desrespeito aos direitos dos trabalhadores e vai permanecer, se não dentro, na portaria da fábrica para garantir o direito de todos os companheiros.

Não vamos permitir que o golpe da Mabe seja concretizado. Continuaremos acampados na portaria, impedindo a entrada e saída de caminhões e o funcionamento das fábricas conforme quer o administrador da massa falida, ou seja, mantendo a falência, mas operando com outro CNPJ.