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A ocupação da Flaskô completa 15 anos, motivo de muita comemoração! Em junho de 2003, frente à falência induzida pelos antigos proprietários e ao relativo abandono das instalações fabris, os operários da Flaskô decidiram ocupar a fábrica e retomar a produção através do “controle operário da produção”. No próximo dia 16 de junho se completam 15 anos de ocupação, de trabalho e de luta. Durante todos esses anos, lutamos e superamos obstáculos de diversas ordens (econômicos, judiciais, etc.). Conseguimos por todo esse tempo manter a produção da fábrica e o emprego de dezenas de trabalhadores. Durante esse período, a resistência dos operários, e a manutenção da produção, possibilitou o reerguimento das instalações da fábrica, e também a construção de um bairro popular dentro de parte do seu território (A Vila Operária e Popular), garantindo um teto para centenas de famílias carentes de moradia. A luta da Flaskô nesses 15 anos apresenta um importante saldo de vitórias e de estímulo às lutas populares em Sumaré. Nesses 15 anos, passamos pelo primeiro e pelo segundo mandato presidencial do companheiro Luiz Ignácio Lula da Silva, pelo primeiro mandato de Dilma e pelo golpe de Estado que ocorreu durante o segundo mandato, através do impeachment. Um golpe parlamentar, sustentado pelo judiciário que crescentemente adota medidas de exceção, e pelos grandes oligopólios midiáticos. Após o golpe de estado, Temer assumiu a presidência de forma ilegítima e adotou um modelo econômico que contempla os grandes rentistas, banqueiros, industriais e senhores do agronegócio que patrocinaram o golpe. As ações da Lava Jato levaram a paralização da construção civil, aos ataques à Petrobras, visando à entrega do Petróleo e da soberania nacional. Temer promoveu a contrarreforma trabalhista, entre outros ataques aos trabalhadores. Os golpistas retribuem, com a entrega da soberania nacional, a sustentação que obtiveram dos poderes imperiais (EUA à frente), que objetivam a reorientação política da América Latina (AL), com a derrubada de governos de esquerda. Apesar da grave crise econômica nacional, intensificada pelo golpe de Estado, que produz uma redução da atividade econômica e o desemprego de milhões de trabalhadores, a Flaskô segue resistindo, produzindo, e mantendo seus postos de trabalho. Seguimos a nossa luta, conscientes de que ela é parte da luta de toda a classe trabalhadora brasileira. Lutamos pela liberdade do companheiro Lula, preso em uma farsa judicial, cujo objetivo é retirá-lo da campanha presidencial, e dessa forma, facilitar a eleição de um candidato que prossiga com o programa político e econômico do golpe. Por isso levantamos a exigência da imediata libertação do companheiro Lula! Ao longo dos 15 anos da ocupação desenvolvemos a luta pela estatização da fábrica. Levantamos a reivindicação de adjudicação da fábrica pelo governo federal, devido às dívidas milionárias, deixadas pelos antigos proprietários com a fazenda pública federal. Também apresentamos a reivindicação de desapropriação de toda área da fábrica em função da sua utilidade pública, considerando-se a manutenção dos postos de trabalho, o direito à moradia de centenas de famílias da Vila Operária e Popular, e a Fábrica de Esportes e Cultura, que funciona na Flaskô e possibilita que centenas de crianças e adolescentes de Sumaré desenvolvam atividades esportivas e culturais gratuitas no interior da fábrica. Não consideramos outra hipótese, que a manutenção da produção e a estatização da fábrica com a preservação do controle operário da produção. Reafirmamos nosso compromisso com a luta dos movimentos de moradia, e com a luta pela terra, desenvolvida através das ocupações do MST. Assim como o MST, nosso lema, desde o Movimento das Fábricas Ocupadas, é “Ocupar, produzir e resistir”. Seguimos lutando e apoiando todas as ocupações, por terra, moradia e trabalho. Como explica o companheiro Guilherme Boulos do MTST, “o direito à propriedade no Brasil, é limitado pela determinação do cumprimento da função social da propriedade. Qualquer propriedade que não cumpra esta função se encontra em situação ilegal”. Por terra, moradia e trabalho: “Ocupar, Produzir e resistir”! Convidamos todos os companheiros a virem na Fábrica ocupada Flaskô em 16 de junho, para a comemoração 15 anos de ocupação e de luta pela estatização da fábrica!
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