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Em nome de todos os trabalhadores no Iraque e no Curdistão,
Aos trabalhadores da Flaskô

O desenvolvimento revolucionário em muitos países, como o Egito, Brasil, Grécia, Tunísia e muitos outros países, estabeleceu a necessidade de formas organizacionais que são capazes de responder às demandas e aos interesses da classe trabalhadora, nesses países.
O movimento operário inventou várias organizações radicais nesses países. Estas formas de organizações ainda são separadas e distantes umas das outras, apesar da grande potência radical. Nós temos de percebê-las como componentes de uma luta de classes que é internacional. Para interligar, sustentar e perpetuar essas formas radicais e de nos colocarmos em estratégias comuns, exige esforços mútuos, lutas e políticas claras. Estas políticas devem refletir as tarefas práticas e urgentes, e os desafios que enfrentam a classe trabalhadora internacionalmente.
As organizações de trabalhadores são ferramentas políticas para a luta, que emanaram por fatores políticos e culturais, e que pertencem a determinadas condições estruturais ou gerais da sociedade. As formas predominantes dentro do sindicalismo são resultados da sucessão histórica do desenvolvimento das diferentes tendências políticas. Por isso dissemos que o movimento dos trabalhadores independentes inventou várias organizações radicais, durante a história, fora das formas predominantes.
Estas formas de organização são constantes, e identificados historicamente como representante dos interesses dos trabalhadores frente à burguesia, tendo tradições, caráter e características políticas. Esta experiência histórica poderia ser um guia de perceber as condições objetivas que as organizações têm surgido nos, para analisar a sua posição contemporânea, suas "interações" com as formas de organização viáveis. Os objetivos e metas das organizações de trabalhadores são determinados pelas formas de organização e os seus elementos.
Apesar dos aspectos culturais e do estágio do desenvolvimento do movimento sindical de cada país, as reivindicações e os interesses da classe trabalhadora são comuns, que cria a identidade de classe e a necessidade de unidade da luta.
Os métodos dos trabalhadores em luta na sociedade capitalista são os mesmos em todos os países, como a greve, paralisações, atos públicos e outros tipos de combate nas eras revolucionárias ou de transição, tais como a luta armada, ocupando as fábricas, métodos quase todos conhecidos internacionalmente.
O grau de desenvolvimento político entre os países reflete o efeito dos fatores históricos. Mas não devemos esquecer que a luta de classes é o motor principal fator, e, por isso, os trabalhadores, como uma classe, estão chamados a desempenhar seu papel protagonista da história.
O modelo de organização dos sindicatos e as outras diferentes modalidades são fruto deste processo, reproduzindo, muitas vezes o reformismo e o burocratismo. Por isso, novas formas de organização de trabalhadores surgem, justamente fruto da luta de classes e do avanço da consciência operária, objetivando melhor defender seus objetivos.
Estas novas experiências do movimento operário têm avançado intensamente no Brasil, como aspecto prático, repleto de ousadia revolucionária, de forma consistente, teimosa, sob uma perspectiva de luta e de construção de uma consciência socialista, estes elementos poderiam estabelecer um prefácio para um novo modelo de sindicalismo, ou organizações de trabalhadores, inclusive em nível internacional. Realmente, é realmente um núcleo de espírito radical do movimento dos trabalhadores, que fortalece a interligação com o movimento radicalizado em muitos países. Assim, o crescimento e fortalecimento deste movimento são, por sua expansão e interconexão, necessariamente, internacional.
Esse é o nosso desafio.
O desenvolvimento político e seu grau variam de acordo com as experiências políticas e as estruturas sociais nacionais, mas os seus elementos estão se integrando internacionalmente. Essa diversidade pode ser essencial para transmitir objetivamente a existência definitiva do movimento, e expressar todo o movimento internacionalmente devido ao seu grau de desenvolvimento, de potencialidades, de seus problemas, a capacidade de construir estratégias, etc.
A questão mais importante é a nossa compreensão de todas as dimensões do movimento, que nos permitiria descobrir os complexos essenciais e desafios que são enfrentados pelo movimento e as capacidades virtuais para enfrentar.
O movimento dos nossos sindicatos deve impactar toda a sociedade, porque não é um movimento limitado de apenas parte da população, como a burguesia sempre descreve para nós, minimizando e deslegitimando nosso processo de luta. Ao contrário. Precisamos fortalecer e estabilizar as realizações locais, nacionais, porque são necessárias para sobrevivência, mas o movimento se concretiza sua perspectiva internacional, e faz suas interconexões internacionais, ultrapassando as fronteiras da burguesia nacional. Isso mostra a plena consciência política e compreensão da tarefa da classe trabalhadora. E é isso que o Movimento das Fábricas Ocupadas, resistindo através da Flaskô, faz brilhantemente.
Vida longa ao movimento operário da Flaskô!
Viva a solidariedade internacional!

Atenciosamente,

Akram Nadir (União Organizer no Iraque e no Curdistão)

Representante Internacional da Federação de Conselhos e Sindicatos do Iraque Trabalhadores (FWCUI)
Iraque Tel: +9647721499717
Tel Internacional: + 1-778-318-6981
Skype: akram-nadir
E-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
www.fwcui.org

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