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Moção de solidariedade aos camaradas Hakam e Agus, dirigentes sindicais e militantes da seção da CMI na Indonésia

Nós, trabalhadores da Fábrica Ocupada Flaskô, na luta pela estatização sob controle operário há quase 13 anos, vimos por meio desta moção prestar nossa profunda e irrestrita solidariedade de classe aos camaradas Abdul Hakam, membro da Militan Indonesia, Seção da CMI na Indonésia, que foi condenado e enviado para a prisão com a pena de três meses por sua atividade sindical.

Reconhecemos o brilhante combate de Hakam, que é um importante dirigente sindical do FSPBI-Kasbi Gresik, um dos poucos sindicatos radicais na Indonésia, atuando junto com o também dirigente sindical Agus Budiono.

Absurdamente eles foram acusados criminalmente sob a "lei do ato desagradável", uma espécie de "incitação ao crime", por organizarem e convocarem uma importante mobilização da classe trabalhadora. Inadmissível! É uma prática de criminalização dos movimentos sociais, prendendo e reprimindo os que não se curvam diante dos capitalistas. Seus únicos crimes é estar ao lado dos trabalhadores.

FSPBI-Kasbi Gresik é um sindicato muito conhecido entre as massas mais amplas em Gresik - uma importante área industrial do país – reconhecido como um sindicato radical que luta pelos direitos dos trabalhadores e sempre também está ativo na luta pelos interesses das massas mais amplas através da mobilização contra o aumento do preço dos produtos alimentares básicos, mobilizando para a educação livre e outras importantes questões, apontando claramente uma perspectiva de classe e as contradições do capitalismo.

É por isso que, em dezembro de 2013, mostrando como os capitalistas não aceitariam as resistências dos trabalhadores, Hakam e Agus foram condenados a uma pena de prisão de 3 meses por "provocar os trabalhadores a resistirem".

Saudamos a resistência feita, politicamente e juridicamente, compreendendo, todavia, que a manutenção absurda da sentença condenatória nos ensina claramente o caráter de classe do judiciário - um tribunal que serve para defender os interesses de classe dos capitalistas.

Hakam e Agus são corajosos lutadores da classe que têm questionado a ordem vigente. Ao contrário de muitos outros líderes sindicais, eles nunca capitularam perante os patrões. Em um país como a Indonésia, onde a corrupção é ainda mais desenfreada, eles mantêm profunda coerência e seguem defendendo as bandeiras socialistas de forma limpa e sem qualquer arranho. Justamente por isso é que a burguesia não pode perdoá-los.

Hakam é um marxista em um país onde o marxismo é ilegal. Entrando na prisão, ele levou em suas mãos, orgulhosamente, a livro de Leon Trotsky, "Revolução Permanente". Ele também pediu para ser enviarem outros livros marxistas para que ele possa usar seu tempo na prisão para aprimorar seu arsenal ideológico.

Por tudo isso, nossa sincera solidariedade aos camaradas, mostrando que seus combates não são em vão, não somente para a classe trabalhadora na Indonésia, para o conjunto dos trabalhadores em todo o mundo.

Trabalhadores do mundo, uni-vos!
Contra a criminalização das lutas sociais!
Abaixo ao capitalismo e os ataques à classe trabalhadora!
Liberdade para Hakam e Agu!
Solidariedade Internacional à Hakam e Agu!
#FreeHakamAndAgus

Sumaré, 16 de maio de 2016

Assembleia Geral dos Trabalhadores da Flaskô

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