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Greve

Entre as primeiras medidas anunciadas pelo governo ilegítimo de Michel Temer destacam – se as propostas de ataque a direitos sociais e trabalhistas que, caso sejam bem sucedidos, significarão uma regressão histórica das condições de vida da classe trabalhadora brasileira. O anúncio destas medidas logo na primeira semana do governo interino evidenciam os interesses capitalistas que motivaram o forte apoio empresarial e midiático para o golpe que afastou a presidenta Dilma Rousseff.
O governo de Temer pretende realizar uma reforma previdenciária aumentando a idade mínima para a aposentadoria, flexibilizar direitos trabalhistas inscritos na CLT, fazer que prevaleça o negociado sobre o legislado nas relações de trabalho, em síntese um poderoso pacote de regressão social.
A vida dos trabalhadores também será afetada pelos ataques que virão contra os serviços públicos e com a privatização de empresas estatais, incluindo o esforço que o governo fará para privatizar a Petrobras, entregado a fabulosa riqueza do Pre Sal para multinacionais norte - americanas.
Através da reforma da previdência o governo pretende alterar a forma de concessão de aposentadorias e pensões de trabalhadores urbanos e rurais, do setor público e privado. O principal objetivo do governo interino é a imposição imediata de uma idade mínima para aposentadoria que seria de 65 anos para os homens e 63 para as mulheres. Para piorar o governo ainda demonstra que não pretende respeitar o direito adquirido pelos trabalhadores que já estão ativos no mercado de trabalho, dizendo que o conceito de "direito adquirido" é impreciso. Isso significa que o governo de Temer se esforçará para que a partir da aprovação da reforma nenhum trabalhador brasileiro, mesmo já estando no mercado de trabalho, possa se aposentar antes de completar 65 anos.
A proposta de que o negociado prevaleça sobre o legislado, significa na prática que patrões poderão coagir seus funcionários a aceitarem acordos que suspendam direitos como férias, hora extra, décimo terceiro – salário etc.
Todas essas medidas demonstram que o governo interino pretende atacar todos os direitos trabalhistas, o seu propósito é não deixar nenhum direito de pé, trata-se de um ataque violento e frontal contra a classe trabalhadora brasileira.

Preparar a greve geral:

Este violento ataque à classe trabalhadora é feito através de uma poderosa frente única entre governo e empresários com o apoio dos oligopólios de comunicação. Somente será derrotado através da mais firme unidade e disposição de luta da classe trabalhadora. Não é possível resistir aos ataques à previdência, aos aposentados, com a iniciativa do governo de desvincular as aposentadorias do salário mínimo e a todos os demais ataques anunciados com greves por categoria. Esse ataque ao conjunto dos trabalhadores só pode ser derrotado por uma reação do conjunto dos trabalhadores. É urgente preparar uma greve geral!
A greve deve ter o objetivo de barrar os ataques e de derrotar o governo usurpador nascido de um golpe. Um governo que não possui nenhuma legitimidade para golpear a classe trabalhadora tão fortemente.
A resistência ao governo de Temer é crescente nas ruas. A juventude, intelectuais, artistas realizam ocupações de prédios públicos para questionar a legitimidade do governo.
A classe trabalhadora ainda não entrou em ação, observa os acontecimentos. As Centrais Sindicais independentes, que fazem oposição ao governo devem esclarecer a classe sobre a gravidade da situação que se intensifica com a posse de Temer. É preciso fazer assembleias nas fábricas, plenárias, panfletagens etc. A classe trabalhadora precisa ser despertada para a luta e para a necessidade de assumir o seu destino. A ação dos trabalhadores terá peso decisivo para no desenrolar dos acontecimentos. Somente os trabalhadores podem parar a produção e atingir o principal interesse capitalista, o lucro. É urgente preparar a greve geral e derrotar os ataques de Temer.

 

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