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Folha-golpista

Em editorial de hoje, 19/05/2016, intitulado emergência venezuelana a Folha de São Paulo fortalece o cerco midiático internacional contra o governo da República Bolivariana da Venezuela.
A situação política venezuelana está marcada pela agudização da luta de classes. A direita e seus representantes vândalos, que estimulam a guerra econômica de desabastecimento e protestos violentos que redundam em centenas de mortes, através das "guarimbas", desenvolve uma ofensiva para derrubar o governo de Nícolas Maduro com apoio explícito dos EUA. Esta ofensiva é apoiada pelos meios de imprensa tradicionais da Venezuela, os jornais El País, Tal Cual, El Universal e por meios de imprensa da Espanha e EUA, como o jornal Washington Post.
Assim como no Brasil o impeachment da presidente Dilma Rousseff foi precedido por intenso bombardeio midiático, na Venezuela os meios de comunicação atuam em uníssono para a derrubada de Maduro.
O avanço da direita na região Latino - americana faz parte de uma dinâmica geopolítica de recolonização da região. A derrota dos governos progressistas cumpre o propósito de restabelecer a aliança submissa dos países da região com o império norte americano. Dentro dessa dinâmica, os principais meios de comunicação dos diversos países se articulam para o êxito deste empreendimento reacionário.
O Editorial "Emergência venezuelana" da Folha de São Paulo desenvolve um ataque à decretação do estado de emergência econômica pelo governo de Maduro com a finalidade de combater a guerra econômica desenvolvida pelos empresários, através da paralisação da produção, "cerros de fabrica", desvio de mercadorias para o mercado negro etc. Estas ações produzem a escassez de produtos de primeira necessidade, penalizando a população.
O editorial da Folha de São Paulo demonstra preocupação com a decretação do estado de sítio, reclamando do "perigo" que representa a concessão de maiores poderes aos militares durante o período de 60 dias, e ao fato de que os Conselhos Comunais passarão a ter poder de polícia. Também condena a possibilidade de intervenção nas empresas privadas que a decretação do Estado de Exceção concede a Maduro. O Estado de exceção fornece maiores poderes para o governo venezuelano combater a guerra econômica desenvolvida pela burguesia, e para reprimir as ações de violência desfechadas pela direita principalmente contra a população civil.
Nesta quarta feira durante uma marcha opositora no município de Libertador foram realizados atentados contra a sede da residência estudantil Livia Gouverneur. Os opositores "destroçaram o segundo e o terceiro andar da residência" segundo o próprio jornal opositor Tal Cual e jogaram gasolina em dois soldados da Guarda Nacional Bolivariana ameaçando incendiá-los. O prefeito de Libertador acusa Henrique Caprilles e Henry Ramos Allup, atual presidente do parlamento nacional venezuelano como incentivadores da marcha. Esse tipo de ação da direita se tornou rotina na Venezuela, principalmente desde 2014 com as "guarimbas" que produziram 43 mortes.
O decreto de emergência econômica e o estado de exceção visam garantir a segurança da população contra os métodos de terrorismo da direita, que objetiva derrubar o governo e derrotar a Revolução Bolivariana.
O editorial da Folha de São Paulo, instrumento de desinformação, obviamente mistifica a situação venezuelana. Não descreve as ações desestabilizadoras da direita. Apenas ataca o governo, apresentando-o como ditatorial e responsável pleno pelo colapso econômico, que em grande medida é resultado das estratégias de guerra econômica desenvolvidas pela burguesia venezuelana. Um libelo de mentiras à serviço da reação e da derrota da Revolução Bolivariana.

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