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Desapropriação já!

Escrito em 09 dezembro 2011 por admin

É HORA DE DESAPROPRIAR POR TERRA, TRABALHO E MORADIA!
É HORA DE OCUPAR AS TERRAS, CAMPO E TERRENOS
NAS CIDADES, AS FÁBRICAS FECHADAS E FALIDAS.

É HORA DE DESAPROPRIAR POR TERRA, TRABALHO E MORADIA!É HORA DE OCUPAR AS TERRAS, CAMPO E TERRENOS NAS CIDADES, AS FÁBRICAS FECHADAS E FALIDAS.

Nós, do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), da fábrica sob o controle dos trabalhadores Flaskô e militantes sem terra de Campinas, realizamos no dia 12 de novembro um encontro no qual discutimos a necessidade de nos articularmos e organizarmos nossa luta conjunta dirigida ao governo federal no sentido de apontar as desapropriações como medidas urgentes de nossa pauta de luta.

A fábrica ocupada Flaskô está ocupada há 8 anos e os trabalhadores lutam para manter seus empregos. Têm sofrido diversos ataques por parte do Governo e da Justiça em função das dívidas deixadas pelos antigos patrões. Os trabalhadores têm mantido a fábrica aberta e em funcionamento, mas sob ataques cada dia maiores. Por isso é necessário que o Governo desaproprie a fábrica e a coloque sob o controle dos trabalhadores. É necessário que o governo desaproprie o terreno onde se construiu a Vila Operária regularizando as moradias. É necessário que o governo desaproprie os galpões da Fábrica de Cultura e Esporte consolidando um verdadeiro centro cultural público e sob o controle dos trabalhadores da arte e cultura. A desapropriação é a forma de reaver o que os patrões não pagaram, garantido os empregos, as moradias e a cultura.

Nas cidades, as ocupações Zumbi e Dandara do MTST mostram a disposição de luta dos trabalhadores por suas moradias, mas esbarram na falta de terrenos. É hora de acabar com a especulação imobiliária desapropriando terrenos para construção das moradias para as famílias. No campo é necessário desapropriar as terras para a Reforma Agrária popular e sob o controle dos trabalhadores.

Tarefas urgentes estão colocadas para os trabalhadores da cidade e do campo:

• No campo o governo não deu nenhum passo para a mínima aplicação da constituição, desapropriando as terras para a Reforma Agrária, e entrará para a história como não tendo realizado nenhum assentamento no primeiro ano de governo.

• Nas cidades as famílias não têm onde morar e pouco se fez no sentido de aplicar as leis, como o estatuto da cidade, que prevê a desapropriação de terras para a moradia de interesse social.

• Na fábrica ocupada Flaskô os ataques se ampliam por parte do governo e nenhuma medida concreta é adota no sentido de salvar os empregos.

• Nas fábricas prossegue o processo de ataques aos direitos dos trabalhadores, com terceirizações e fechamento de unidades produtivas, como resultado a internacionalização das empresas para os patrões ganharem bilhões, tudo com dinheiro público do BNDES.

• A criminalização dos trabalhadores na cidade e no campo a cada dia é maior. Não podemos aceitar as ameaças aos militantes, os processos criminais e mais do que isso os assassinatos que prosseguem.

Por isso, e sabendo que é necessário construir a unidade na luta, decidimos organizar um ato unitário no dia 08 de dezembro no MASP em São Paulo para apresentarmos nossa pauta de reivindicações.

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