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MST ocupa área pública utilizada por grandes empresas

Escrito em 04 agosto 2011 por admin

No dia 16 de abril, cerca de 250 integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) ocuparam uma fazenda de 12.000 hectares do governo do Estado de São Paulo, vinculada à Secretaria do Meio Ambiente, no município de Itapetininga, região de Sorocaba.

A área está sendo utilizada irregularmente por empresas, como Eucatex, Duratex, Suzano e Votorantim Celulose e Papel (VCP), para a extração de celulose e madeira. As famílias acampadas na área denunciam a exploração de terras públicas estaduais por grandes empresas privadas e exigem a retomada para a Reforma Agrária.

Há mais de 5.000 litros de agrotóxicos em um dos galpões da área, utilizados no plantio de eucalipto e pinus.

Os trabalhadores da fazenda são obrigados a extrair a resina durante mais de 10 horas por dia, recebendo por produção. Muitas delas não recebem nem um salario mínimo por mês. Muitos trabalhadores possuem doenças respiratórias e de pele por causa do uso de produtos tóxicos na plantação de eucalipto e na retirada da resina.

As famílias acampadas reivindicam que a área seja transformada num assentamento que produza alimentos saudáveis, sem veneno para todos os trabalhadores do campo e da cidade.

A reintegração de posse saiu no dia 20 de abril, no final da tarde. As famílias deixaram o local no dia 21.

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