Categorizado | Fábrica Ocupada

Classe trabalhadora brasileira não está sozinha, diz teórico britânico

Escrito em 18 abril 2011 por admin

No último dia 7, Alan Woods, editor do site britânico Marxist.org, visitou os trabalhadores da fábrica ocupada Flaskô, em Sumaré. Na ocasião, o intelectual da esquerda mundial falou da sensação de isolamento, que às vezes parece tomar conta de todos aqueles que integram movimentos sociais e que lutam por melhores condições de vida, de trabalho, moradia e outros direitos humanos básicos.

Para desmistificar esta sensação de isolamento, Allan Woods, que também é escritor renomado e teórico marxista, citou as recentes revoluções árabes, que têm ceifado a vida de milhares de trabalhadores que se levantaram contra ditaduras seculares. “Quando digo que não estão sozinhos, não utilizo um discurso vazio, pois estamos vivendo um momento fundamental de mudança na história mundial”, disse.

Hosni Mubarak, Zine el Abidine Ben Ali e, mais recentemente, Muamar Kadafi, foram surpreendidos pela força das revoluções em massa, que ganharam repercussão mundial via ceular, internet e redes sociais, como facebook e twitter. A dificuldade desses líderes ditadores em lidar com os recentes protestos acontecidos no Egito, Tunísia e Líbia, de acordo com Woods, pôde ser evidenciada, sobretudo, pelas tentativas brutais e frustradas de frear os manifestos populares.

“Eles simplesmente não conseguem compreender o que acontece com a classe trabalhadora”, disse Alan, explicando que uma “revolução nunca é um raio que cai de um céu azul”. Na verdade, esses protestos seriam a conseqüência última de uma série de pequenas injustiças, pequenos atropelos acumulados durante um longo período de tempo. Assim como um copo que, de gota em gota, atinge o limite máximo e transborda. “Existe um poder na sociedade maior que qualquer polícia, qualquer exército: a classe trabalhadora, uma vez organizada, não há quem possa pará-la”, finalizou.

Deixe uma resposta