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O preço da passagem de ônibus é um roubo!

Escrito em 18 abril 2011 por admin

No mês de janeiro, como em vários outros anos, a Prefeitura de Campinas, anunciou um aumento da tarifa do transporte coletivo da cidade. A passagem subiu de R$ 2,60 para R$ 2,85. O aumento das passagens de ônibus aconteceu em mais de 17 grandes cidades do país, chegando ao valor de R$ 3,00 na cidade de São Paulo. Esses reajustes chegam a ser de quase 10%, enquanto o do salário mínimo não chegou a 7%. Atitude abusiva se pensarmos que o transporte está entre os três maiores gastos da família brasileira, segundo o IBGE.

Os vários aumentos das passagens, a falta de ônibus para atender a população, a qualidade da frota, dentre outros problemas, são resultados da privatização do transporte. Muitas vezes utilizamos a expressão “transporte público”, mas essa não é a realidade, já que de público o transporte não tem nada. As empresas de ônibus estão nas mãos de poucos empresários, cujo objetivo central é garantir seus lucros e não o transporte de qualidade.

No Brasil inteiro, todo o transporte coletivo está nas mãos de não mais do que 7 empresários, que determinam o valor das tarifas de acordo com suas próprias vontades. Essas mesmas empresas e seus donos são os financiadores das grandes campanhas eleitorais dos políticos da cidade, inclusive do prefeito, que depois de eleitos pagarão sua dívida autorizando esse tipo de aumento absurdo que vemos hoje.

Na cidade de Campinas, tanto a gratuidade dos idosos, a escassa gratuidade para desempregados (por tempo limitado) e o desconto de 60% para estudantes até o ensino médio, não são uma “bondade” do empresário do transporte, a prefeitura paga esses benefícios, ou seja, no bolso do empresário a passagem entra com o valor integral, de R$ 2,85.

Pense bem! Se o transporte não fosse utilizado com o único objectivo de gerar lucro pra meia dúzia de famílias, você não acha que a passagem seria mais baixa? Que os cobradores e motoristas receberiam salários justos? Que teríamos passe-livre para estudantes e desempregados?

Pois é isso que vários estudos já mostraram. Por isso, o movimento contra o aumento da passagem defendem a estatização do transporte coletivo, ou seja, que ele deixe de servir ao interesse dos empresários, e passe de fato a atender a população.

Também defendem o passe-livre para estudantes e desempregados, para garantir o acesso à cultura, saúde e lazer, e também permitir que pessoas desempregadas tenham a possibilidade de procurar empregos e estudantes tenham garantido acesso à educação, sem que precisem pagar por isso – direito esse que é garantido por constituição.

Neste ano, o movimento contra o aumento da passagem já realizou dois atos na cidade de campinas. O primeiro do dia 03 de março, onde mais de 500 estudantes saíram nas ruas mostrando a indignação com a atual situação do transporte coletivo e o segundo, uma panfletagem no terminal central, para dialogar com a população sobre as pautas do movimento.

Venha participar da luta por um transporte realmente público para todos!

Mais informações:

contraoaumentocps.blogspot.com/

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