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Bombas não vão ajudar a revolução na Líbia!

Escrito em 18 abril 2011 por admin

Nos países árabes, o povo saiu às ruas para fazer a mudança acontecer. Na Líbia, não foi diferente: já faz um mês que uma crescente revolução popular tenta derrubar o ditador Gaddafi. Exigem democracia, o direito de escolherem o seu futuro, e melhores condições de vida.

O ditador não gostou e reagiu violentamente: a repressão do exército e mercenários foi violenta. Agora, uma guerra civil está acontecendo. O povo rebelde, concentrado na área leste do país, luta contra Gaddafi, mas as forcas do governo ganharam terreno e se aproximaram de Benghazi, a principal cidade dos revolucionários. Se Benghazi caísse, o que seria do povo nas mãos de Gaddafi?

As potências ocidentais, lideradas pelos E.U.A., Franca e Reino Unido, resolveram intervir: convenceram a ONU a permitir o bombardeio aéreo “humanitário” para “proteger civis” contra Gaddafi, no dia 19 de Marco. Disseram que não vão invadir a Líbia, mas como acreditar nos imperialistas? Não é coincidência que o leste do país seja a área mais rica em petróleo ou que já surgissem ex-ministros de Gaddafi querendo liderar a revolução. Querem roubar a revolta do povo e fazer com que ela não mexa nos interesses capitalistas das grandes potências.

Perguntas sobre a ajuda hipócrita!

Por que os imperialistas querem “ajudar” com bombas a revolta na Líbia? Por que não ajudar, então, a revolta no Iêmen? Lá, o povo na rua também está sendo assassinado por um presidente que está 30 anos no poder! Ou então a revolução no Bahrain, um pequeno país com muito petróleo e um governo repressivo? Ah, mas esses dois países são “importantes aliados ocidentais”, vendem petróleo e permitem bases americanas em seu território. Por que não mexer também na luta popular na Síria? Ou na dos palestinos contra Israel? A ajuda imperialista não dá nó sem ponto: “ajuda humanitária” serve pra garantir seus interesses, mais nada.

O ouro negro no norte da África

O Oriente Médio e o norte da África são duas regiões com muito petróleo. A Líbia e a Arábia Saudita, por exemplo, têm enormes reservas, que alimentam a economia global. A Europa depende desse combustível para tudo, e os E.U.A. também. Sem petróleo, a máquina capitalista pára, crises surgem, países quebram! Os imperialistas querem manter a parte do mundo que produz petróleo em rédeas bem curtas. Se tiver democracia, o povo desses países pode decidir aumentar o preço do óleo ou o nacionalizar, para melhorar suas vidas! Imagina o prejuízo! Melhor garantir algum amigo, ditador ou presidente vitalício, por lá, não?

Conheça mais a Líbia!

A Líbia é um país com um quinto da área do Brasil e seis milhões e meio de habitantes. Fica no norte da África e está entre os dez países com mais petróleo do mundo. Foi colônia turca e italiana, e é independente desde 1951. Em 1969, o jovem oficial do exército Muammar Gaddafi tomou o poder e está lá desde então. Durante seu governo, a Líbia virou o país da África com menos analfabetos e fez grandes projetos de irrigação para se poder plantar no deserto, a maior parte do país. Mas Gaddafi cada vez mais se aliou a interesses imperialistas, comprando armas em troca de petróleo, reprimindo o povo e se cercando de luxos, como um rei…

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