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Vila Operária vence batalha e prefeitura instala rede de água

Escrito em 18 abril 2011 por admin

Moradores da Vila Operária, da área Cura de Sumaré, observaram no dia 5 desse mês, após um longo período de enfrentamento com o poder público, o início dos primeiros trabalhos referentes à instalação da rede de água no local. “Foi preciso se doar a esta ação para que as coisas acontecessem”, desabafou Alessandro Rodrigues, vice-presidente da Associação de Moradores, depois de quase dois anos de reivindicações.

Quem desconhece a história desses moradores, que em 2003 passaram a residir em um terreno pertencente à fábrica de embalagens plásticas Flaskô Ltda, com o aval dos trabalhadores, nem imagina o tamanho da conquista. Isso porque, apesar de ser abundante no planeta, a água ainda tem grande dificuldade para chegar às populações menos privilegiadas.

Alessandro explica que a chegada de água até a Vila Operária é fruto de uma parceria entre os moradores e os trabalhadores da Flaskô, obrigados a negociar durante meses esse direito fundamental com o prefeito petista, José Antonio Bacchim, secretários e vereadores. O pedido de água no bairro também teve o apoio de militantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores sem Teto) e do MST (Movimento dos Sem Terra). Até o final das obras, a Flaskô deverá continuar a fornecer água a cerca de 350 famílias.

    Companhia de luz espera autorização da prefeitura para iniciar instalações

    A conquista da rede de água atenua, mas não resolve os problemas de infraestrutura urbana da Vila Operária. Além de ruas sem asfalto, buracos e ausência de esgotos, os moradores sofrem com a falta de iluminação pública. “Só uma canetada [sic] do prefeito com a CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz) resolveria o problema”, criticou Alessandro. Segundo ele, a iluminação pública influencia diretamente a questão de segurança no bairro, já que muitas pessoas evitam sair de casa à noite, por insegurança.
    Procurada pelo Jornal Atenção, a CPFL disse por meio de sua assessoria, que os técnicos da empresa já visitaram o local para avaliar a infraestrutura necessária, mas que aguarda autorização da prefeitura para iniciar as instalações, considerando o fato de a área ser privada e não pública.

    A conquista da rede de água atenua, mas não resolve os problemas de infraestrutura urbana da Vila Operária. Além de ruas sem asfalto, buracos e ausência de esgotos, os moradores sofrem com a falta de iluminação pública. “Só uma canetada [sic] do prefeito com a CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz) resolveria o problema”, criticou Alessandro. Segundo ele, a iluminação pública influencia diretamente a questão de segurança no bairro, já que muitas pessoas evitam sair de casa à noite, por insegurança.Procurada pelo Jornal Atenção, a CPFL disse por meio de sua assessoria, que os técnicos da empresa já visitaram o local para avaliar a infraestrutura necessária, mas que aguarda autorização da prefeitura para iniciar as instalações, considerando o fato de a área ser privada e não pública.

      Novos desafios

      O Rio Tijuco Preto representa outra ameaça aos moradores das imediações. As fortes chuvas no mês de janeiro, sem ter por onde escoar, abriram uma cratera de quase 3 metros de diâmetro bem próxima das casas.

      Agora, além de lutarem contra um esgoto a céu aberto, a Vila Operária deve correr contra o relógio para evitar descer rio abaixo. As lutas devem recomeçar nesse sentindo, afinal, no mesmo dia em que a água chegava à Vila Operária o prefeito Bacchim assumia em Brasília, a vice-presidência da comissão de meio ambiente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP).

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