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5 tamanho da terra

Ocupação é a solução!!!!

Escrito em 09 dezembro 2011 por admin

Apesar de todas as propagandas do governo, continua a existir miséria, pobreza, desemprego…

O Brasil foi eleito o país com maior concentração de terras no mundo. Aproximadamente 1% dos proprietários de terra possui 48% das terras cultiváveis do país. Milhões de hectares de terras públicas são invadidos por grandes empresas do agronegócio e o governo nada faz. Ao contrário, expulsa com violência as famílias sem terra quando tentam denunciar esses crimes e reivindicar seus direitos. Essas grandes empresas plantam produtos para exportação usando agrotóxicos e sementes transgênicas*, que prejudicam o meio ambiente e a saúde de quem consome estes alimentos.

Nas cidades, o povo sofre com desemprego e baixos salários. Uma das maiores dificuldades dos trabalhadores é ter que pagar aluguel e garantir um lugar decente para viver com sua família. Enquanto isso, proprietários de casas, apartamentos e prédios inteiros abandonam seus imóveis que valorizam cada vez mais sem pagar um real de imposto às prefeituras. Isso se chama especulação imobiliária. Na cidade de São Paulo, segundo matéria publicada na Folha, existem cerca de 400 mil imóveis vazios, moradia suficiente para todos os sem-teto da cidade. Com a copa do mundo, as olimpíadas, o PAC e os projetos de “limpeza” urbana, milhares de famílias já estão sendo expulsas de suas casas sem qualquer solução decente para a moradia. Em geral as prefeituras dão um cheque de cerca de 10 000 reais pra cada família e esperam que se virem para achar um novo local para morar com este valor ridículo.

Esse é o jeito que o poder público lida com a pobreza e as dificuldades do povo: migalhas, indiferença, violência!

Por isso movimentos sociais como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) surgem para que o povo possa lutar por seus direitos. Os direitos à terra e à moradia estão previstos na lei. Porém a lei só é cumprida nesse país com muita pressão social. A forma que esses movimentos sociais encontraram para fazer essa pressão e serem ouvidos pelas autoridades é a OCUPAÇÃO de terras no campo e de terrenos nas cidades.

Apenas com a união dos trabalhadores do campo e da cidade e com as ocupações combativas iremos garantir uma vida digna aos trabalhadores e trabalhadoras desse país.

Viva a luta dos trabalhadores e trabalhadoras!

Quando o campo e a

cidade se unir, a burguesia não vai resistir!

O que é grilagem de terras?

A grilagem de terras é um crime grave muito praticado no Brasil. Os grileiros, nome dado a esses criminosos, são grandes fazendeiros que pegam ilegalmente terras PÚBLICAS, através da falsificação de documentos.

Os fazendeiros corruptos grilam terras de várias formas: expulsam com violência os pequenos produtores (chamados posseiros) de suas terras; simplesmente invadem e cercam uma terra abandonada; ou utilizam nomes falsos, conhecidos como “laranjas”, para se apossar da terra. Por trás disso tudo existe também uma grande corrupção de funcionários públicos e políticos interessados na grilagem.

Existem hoje no Brasil cerca de 100 milhões de hectares de terras griladas*. As grandes empresas do AGRONEGÓCIO** são hoje as maiores grileiras de terras em nosso país. A Usina Esther é uma delas. Essa empresa é uma das mais ricas produtoras de cana de açúcar e grila terras por todo o Brasil. Os governos em geral sabem que essas empresas grilam terras públicas e fazem vista grossa, protegendo os ricos e reprimindo o povo sem terra.

Enquanto milhares de trabalhadores e trabalhadoras sem-terra lutam por um pedacinho de terra para sustentar a família e produzir alimentos saudáveis, essas empresas se beneficiam de terras PÚBLICAS, com a ajuda dos políticos. Elas controlam a nossa riqueza e tiram o pão da boca do trabalhador.

*1 hectare de terra é igual a 10.000 m2. Essa medida equivale aproximadamente a 1 campo de futebol.

**Agronegócio é o conjunto das grandes empresas da agricultura e da pecuária. Essas empresas dominam o campo com a monocultura de cana-de-açúcar, laranja, eucalipto e soja para exportação. O Agronegócio não está interessado em produzir alimentos para a população.

Reforma Agrária não aconteceu no governo Dilma

A presidente Dilma não desapropriou nenhuma fazenda até agora desde que começou seu mandato. Já rejeitou 90 processos de desapropriação. Apenas o governo de Fernando Collor tinha ficado tanto tempo sem desapropriar uma área para assentamento rural.

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Se o campo não planta, a cidade não janta

Se o campo não planta, a cidade não janta

Escrito em 09 dezembro 2011 por admin

Segundo levantamentos realizados pelo professor da USP Ariovaldo Umbelino, cerca de 58% das terras do Brasil são devolutas, ou seja, públicas. Isto dá um total de quase 500 milhões de hectares. No caso de São Paulo são mais de 5 milhões de hectares (21% da área total do Estado).

Em Americana, são quase 11 mil hectares de terras públicas (82 % da área total do município). Estes dados foram apresentados em Brasília em 16 de junho de 2010 à Comissão de Defesa dos Direitos Sociais.

Na mesma ocasião, o professor fez uma estimativa, baseada em dados do último Censo Agropecuário de 2006, para avaliar o reflexo de uma reforma agrária ampla e massiva no Brasil e chegou a seguinte conclusão: existem cerca de 47 mil estabelecimentos de 1.000 hectares cada que ocupam uma área de mais de 146 milhões de hectares. Temos assim uma média de 3.125 hectares por propriedade. Se esta terra, que está na mão de apenas 47 mil grandes proprietários, fosse distribuída em lotes com tamanho médio de 50 hectares por família, seriam criados 2 milhões e 920 mil novos estabelecimentos agrícolas. Contando que a agricultura camponesa ocupa 15 pessoas a cada 100 hectares, esta reforma agrária criaria trabalho para 21 milhões de pessoas, quase dez vezes mais que os 2 milhões e 400 mil criados hoje através do agronegócio. Contando que na agricultura camponesa cada hectare gera uma renda média de R$ 677,00, a renda gerada nas áreas distribuídas chegaria a mais de R$ 99 bilhões por ano e não só os R$ 53 bilhões gerados hoje.

Transferindo isto para o caso de Americana: se fossem distribuídos os quase 11 mil hectares , poderiam ser assentadas 1092 família em lotes de 10 hectares (10 vezes o tamanho do lote das famílias do Assentamento Milton Santos). A renda gerada seria de R$ 739.856,00, que seriam gastos no município e não fora dele.

A Usina Ester planta cana em cerca de 17.000 hectares de terra. Gera apenas 1470 empregos. Produz álcool para ser utilizado na indústria de cosméticos (Avon e Natura) e açúcar cristal para exportação. A família Nogueira, proprietária da Usina, que também é acionista da Parmalat e da EPTV, sequer reside no município de Cosmópolis, onde fica a sede da empresa e, portanto, toda a arrecadação de tributos. Em compensação, as 72 famílias assentadas no Assentameto Milton Santos, em Americana, entregam cerca de 10 toneladas de alimentos por semana para entidades assistenciais da região pelo projeto Doação Simultânea e para alimentação escolar de Cosmópolis e Nova Odessa, ou seja, são cerca de 400 toneladas de alimentos por ano!!!

Quem somos e o que pensamos?

Nós, militantes do MST – Regional Campinas, lutamos com os trabalhadores do campo e da cidade em busca da construção de uma nova sociedade. Acreditamos que somente a luta pode modificar a situação de miséria em que vivem milhões de famílias neste país. Lutamos pela Reforma Agrária, pois não é razoável que mais da metade das terras do Brasil estejam nas mãos de grandes fazendeiros e de empresas poderosas. Ainda mais quando essas terras são PÚBLICAS e não cumprem sua função social.

O governo federal nunca defendeu um plano de reforma agrária no Brasil. Infelizmente os governos Lula e Dilma também abandonaram esse projeto. Inclusive tem defendido os interesses dos grandes fazendeiros do agronegócio. Aqui só se faz justiça em nome dos ricos e são eles que a polícia protege.

Para combater essa situação indecente, OCUPAMOS os latifúndios para denunciar esta situação e reivindicar a Reforma Agrária. É apenas com o enfrentamento e com a luta política radicalizada que os diferentes setores da sociedade passam a discutir a reforma agrária e necessitam se posicionar, mostrando de qual lado estão: dos patrões ou dos trabalhadores. Acreditamos que a OCUPAÇÃO segue sendo a principal forma dos trabalhadores conquistarem direitos.

Somos aliados de movimentos sociais rurais e urbanos, sindicatos combativos, intelectuais e estudantes que acreditam na luta da classe trabalhadora. Somente com a união dos trabalhadores do campo e da cidade avançaremos em nossas conquistas. Por isso participamos das greves, ocupações e mobilizações dos trabalhadores nas cidades.

Enquanto existirem trabalhadores sem moradia, sem trabalho, sem terra para plantar e sem um mínimo de dignidade para viver, seguiremos lutando!

Na greve, na rua e na ocupação.
Construindo alianças pra fazer Revolução!

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Jornal Atenção | Entrevista – Élzio, produtor rural da Comuna da Terra Elizabeth, em Limeira

Jornal Atenção | Entrevista – Élzio, produtor rural da Comuna da Terra Elizabeth, em Limeira

Escrito em 24 novembro 2011 por admin

O Jornal Atenção entrevistou Élzio, de 69 anos, carpinteiro, produtor rural e assentado da Comuna da Terra Elizabeth Teixeira, em Limeira – SP.

Atenção – Seu Élzio, há quanto tempo você está no MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra)?

Élzio – Desde 2005.

Atenção – Por que você entrou no movimento?

Élzio – Eu entrei no movimento foi por opção, por uma ideologia. Foi pra fazer um trabalho. Um trabalho de base com as crianças. Fazer um viveiro pedagógico, fazer uma carpintaria, né? Fazer junto com os outros companheiros, pra ver se a gente consegue formar as pessoas, o que é muito importante. Pra poder ensinar as crianças e os demais. Pra ver se a gente consegue retorno, lá na frente, das pessoas. Não retorno financeiro, mas retorno das pessoas.

Atenção – Então você já entrou no movimento pensando na formação das crianças?

Élzio – Isso. Tamo conseguindo já dar os primeiros passos sobre o viveiro, a estufa e a carpintaria. A carpintaria tamo até com um barracãozinho feito já.

Atenção – Quantas pessoas estão envolvidas nesse projeto?

Élzio – Umas 10 pessoas envolvidas, o pessoal da Unicamp tá junto com a gente. Tá difícil envolver a criançada, mas vamo conseguir, eu gostaria muito de fazer essa formação, tamo tentando há um tempo e agora vamo conseguir. Comprei as lona, fui juntar madeira pra levantar as estruturas…

Atenção – E como é que você tá enxergando o Brasil, a política, a luta pela terra…?

Élzio – Muito difícil, né? As pessoa fica tão distante, né? Porque no tempo do Fernando Henrique tinha uma coisa pra nóis conversar, né? Hoje tá mais difícil, o povo tá desinteressado.

Atenção – E como você pensa a formação?

Élzio – Tem a história de um russo, um ministro russo, que tinha um filho de cinco ano de idade mais ou menos. Daí o filho perguntava pro pai: “Pai, vamo jogá bola na praça?”. E o pai respondia “Não!”. “Papai, vamo andar de bicicleta?”, “Não!”. Daí um dia o pai se aborreceu com o filho, pegou um mapa do mundo, rasgou o mapa inteirinho, e disse pro filho: “O dia que cê conseguir montar esse mapa eu vou sair com você, vou na praça com você” . Uma hora depois volta o menino com o mapa pronto, montadinho. O pai dele disse assim: “Meu filho, foi seus irmão que te ajudou?” “Não, pai” “Foi a mamãe que te ajudou?”, “Não, pai. É que do outro lado do mapa tinha a figura de um homem e eu reconstitui o homem. Eu sei onde tá a cabeça dele, as perna os braço e reconstitui o homem. Quando virei tava o mapa pronto”. Daí tem aquela mensagem: “Só vamo conseguir melhorar esse mundo quando nóis conseguir reformar o homem, mudar o homem”.

Atenção – E como anda a vida, o dia a dia?

Élzio – É um desafio pra gente. A gente tem um pique que é de astutar. Eu me assustou com meu pique. Eu levanto todo dia as 5 e meia da manhã. Agora as 4 e meia, né? Nesse horário de verão, famigerado horário de verão queu não gosto não… Aí eu levanto, vou cuidar da minha vida, trabalho duas horas mais ou menos até três horas por dia na horta social…

Atenção – Essa horta social é em uma área coletiva?

Élzio – Isso uma área coletiva em que nóis tamo fazendo uma barragem pra fazer uma horta coletiva… depois eu trabalho no meu lote…

Atenção – E o que você acha da juventude do movimento?

Élzio – A juventude precisa de formação. Eu luto muito pela formação das pessoas. As pessoas vim pro movimento e ter uma formação. Quando eu cheguei no movimento eu já tinha uma formação política, uma formação de vida. A luta nossa é pra formar a mulecada.

Atenção – Quer falar mais alguma coisa que você acha importante?

Élzio – De importante… gostaria que as pessoas se engajassem mesmo na luta e deixasse um pouco de hipocrisia. Fosse engajado mesmo na luta com os companheiros, afinal de contas o MST foi formado pra fazer a formação das pessoas e pra ajudar as pessoas mais necessitadas. O que eu acho da vida é isso: a gente partir pra formar as pessoas e ajudar os mais necessitados.

Foto: Natasha Mota

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MST ocupa terra grilada pela Usina Ester em Americana

MST ocupa terra grilada pela Usina Ester em Americana

Escrito em 24 novembro 2011 por admin

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupou no dia 6 de agosto uma terra usada irregularmente pela Usina Ester em Americana. A área pertence ao INSS e deveria ser destinada para reforma agrária. As famílias que ocuparam a área querem produzir alimentos nesta terra.

A resistência das famílias

Na terça-feria, dia 23 de agosto, 17 dias após a ocupação, houve uma tentativa de despejo por parte da polícia. Nem o INCRA nem o ITESP haviam se manifestado sobre a terra. As 600 famílias que estavam lá no momento contaram com a solidariedade de estudantes, sindicatos e outros movimentos – fábricas ocupadas e sem-teto. Conseguiram resistir. O despejo foi adiado.

No dia 26 de agosto, após uma audiência pública realizada em Bauru – SP em que estiveram presentes a coordenação do MST, parlamentares, apoiadores da reforma agrária e representantes do INCRA nacional, o Desembargador Gercino José da Silva Filho, ouvidor agrário nacional e presidente da Comissão Nacional de Combate à violência no campo, emitiu um documento no qual pediu ao judiciário para que adiasse a reintegração de posse da área ocupada. O desembargador também indicou a necessidade da área ser investigada pelo INCRA. O INCRA se comprometeu a fazer uma investigação da situação da área.

Juiza ignorou pedido do ouvidor agrário

Mesmo assim, a juiza ignorou o pedido de ouvidor agrário e mandou despejar as famílias. Foi uma noite aterrorizante para todos. As famílias ficaram assustadas. O despejo ocorreu na manhã do dia 1 de setembro, sem resistência.

A Luta continua!

No sábado, dia 10 de setembro, 700 famílias reocuparam a área do sítio Boa Vista, onde permanecem até hoje. Exigem do governo que se cumpra a lei, a terra deve cumprir sua função social. A reforma agrária deve ser feita imediatamente. A terra não deve servir aos usineiros, que lucram invadindo irregularmente a terra, e sim às famílias, que querem plantar alimentos.

Porque ocupar?

O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo. Apesar de todas as propagandas do governo, continua a existir miséria, pobreza, desemprego.

No campo, o Brasil foi eleito o país com maior concentração de terras no mundo. 1% dos proprietários de terra possuem 48% das terras agricultáveis do país. Milhões de hectares de terras públicas são invadidas por grandes empresas do agronegócio e o governo nada faz. Ao contrário, expulsa com violência as famílias sem terra quando tentam denunciar esses crimes. Essas grandes empresas plantam produtos para exportação, usando agrotóxicos que prejudicam o meio ambiente e a saúde de quem consome estes alimentos.

Nas cidades, o povo sofre com desemprego e baixos salários. Uma das maiores dificuldades dos trabalhadores é ter que pagar aluguel e garantir um lugar decente para viver com sua família. Enquanto isso, proprietários de casas, apartamentos e prédios inteiros abandonam seus imóveis que valorizam cada vez mais sem pagar um real de imposto às prefeituras. Isso se chama especulação imobiliária. Na cidade de São Paulo, segundo matéria publicada na Folha, existem cerca de 400 mil imóveis vazios, moradia suficiente para todos os sem-teto da cidade. Com a copa do mundo, as olimpíadas, o PAC e os projetos de “limpeza” urbana, milhares de famílias já estão sendo expulsas de suas casas sem qualquer solução decente para a moradia. Em geral as prefeituras dão um cheque de cerca de 10 000 reais pra cada família e esperam que se virem para achar um novo local para morar com este valor ridículo.

Esse é o jeito que o poder público lida com a pobreza e as dificuldades do povo: migalhas, indiferença, violência!

Por isso movimentos sociais como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) surgem para que o povo possa lutar por seus direitos. Os direitos à terra e à moradia estão previstos na lei. Porém a lei só é cumprida nesse país com muita pressão social. A forma que esses movimentos sociais encontraram para fazer essa pressão e serem ouvidos pelas autoridades é a OCUPAÇÃO de terras no campo e de terrenos nas cidades.

Apenas com a união dos trabalhadores do campo e da cidade e com as ocupações combativas iremos garantir uma vida digna aos trabalhadores e trabalhadoras desse país.

O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo. Apesar de todas as propagandas do governo, continua a existir miséria, pobreza, desemprego.
No campo, o Brasil foi eleito o país com maior concentração de terras no mundo. 1% dos proprietários de terra possuem 48% das terras agricultáveis do país. Milhões de hectares de terras públicas são invadidas por grandes empresas do agronegócio e o governo nada faz. Ao contrário, expulsa com violência as famílias sem terra quando tentam denunciar esses crimes. Essas grandes empresas plantam produtos para exportação, usando agrotóxicos que prejudicam o meio ambiente e a saúde de quem consome estes alimentos.
Nas cidades, o povo sofre com desemprego e baixos salários. Uma das maiores dificuldades dos trabalhadores é ter que pagar aluguel e garantir um lugar decente para viver com sua família. Enquanto isso, proprietários de casas, apartamentos e prédios inteiros abandonam seus imóveis que valorizam cada vez mais sem pagar um real de imposto às prefeituras. Isso se chama especulação imobiliária. Na cidade de São Paulo, segundo matéria publicada na Folha, existem cerca de 400 mil imóveis vazios, moradia suficiente para todos os sem-teto da cidade. Com a copa do mundo, as olimpíadas, o PAC e os projetos de “limpeza” urbana, milhares de famílias já estão sendo expulsas de suas casas sem qualquer solução decente para a moradia. Em geral as prefeituras dão um cheque de cerca de 10 000 reais pra cada família e esperam que se virem para achar um novo local para morar com este valor ridículo.
Esse é o jeito que o poder público lida com a pobreza e as dificuldades do povo: migalhas, indiferença, violência!
Por isso movimentos sociais como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) surgem para que o povo possa lutar por seus direitos. Os direitos à terra e à moradia estão previstos na lei. Porém a lei só é cumprida nesse país com muita pressão social. A forma que esses movimentos sociais encontraram para fazer essa pressão e serem ouvidos pelas autoridades é a OCUPAÇÃO de terras no campo e de terrenos nas cidades.
Apenas com a união dos trabalhadores do campo e da cidade e com as ocupações combativas iremos garantir uma vida digna aos trabalhadores e trabalhadoras desse país.

O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo. Apesar de todas as propagandas do governo, continua a existir miséria, pobreza, desemprego.No campo, o Brasil foi eleito o país com maior concentração de terras no mundo. 1% dos proprietários de terra possuem 48% das terras agricultáveis do país. Milhões de hectares de terras públicas são invadidas por grandes empresas do agronegócio e o governo nada faz. Ao contrário, expulsa com violência as famílias sem terra quando tentam denunciar esses crimes. Essas grandes empresas plantam produtos para exportação, usando agrotóxicos que prejudicam o meio ambiente e a saúde de quem consome estes alimentos.Nas cidades, o povo sofre com desemprego e baixos salários. Uma das maiores dificuldades dos trabalhadores é ter que pagar aluguel e garantir um lugar decente para viver com sua família. Enquanto isso, proprietários de casas, apartamentos e prédios inteiros abandonam seus imóveis que valorizam cada vez mais sem pagar um real de imposto às prefeituras. Isso se chama especulação imobiliária. Na cidade de São Paulo, segundo matéria publicada na Folha, existem cerca de 400 mil imóveis vazios, moradia suficiente para todos os sem-teto da cidade. Com a copa do mundo, as olimpíadas, o PAC e os projetos de “limpeza” urbana, milhares de famílias já estão sendo expulsas de suas casas sem qualquer solução decente para a moradia. Em geral as prefeituras dão um cheque de cerca de 10 000 reais pra cada família e esperam que se virem para achar um novo local para morar com este valor ridículo. Esse é o jeito que o poder público lida com a pobreza e as dificuldades do povo: migalhas, indiferença, violência!Por isso movimentos sociais como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) surgem para que o povo possa lutar por seus direitos. Os direitos à terra e à moradia estão previstos na lei. Porém a lei só é cumprida nesse país com muita pressão social. A forma que esses movimentos sociais encontraram para fazer essa pressão e serem ouvidos pelas autoridades é a OCUPAÇÃO de terras no campo e de terrenos nas cidades. Apenas com a união dos trabalhadores do campo e da cidade e com as ocupações combativas iremos garantir uma vida digna aos trabalhadores e trabalhadoras desse país.

O QUE É GRILAGEM DE TERRAS?

A grilagem de terras é um crime grave muito praticado no Brasil. Os grileiros, nome dado a esses criminosos, são grandes fazendeiros que pegam ilegalmente terras PÚBLICAS, através da falsificação de documentos.

Os fazendeiros corruptos grilam terras de várias formas: expulsam com violência os pequenos produtores (chamados posseiros) de suas terras; simplesmente invadem e cercam uma terra abandonada; ou utilizam nomes falsos, conhecidos como “laranjas”, para se apossar da terra. Por trás disso tudo existe também uma grande corrupção de funcionários públicos e políticos interessados na grilagem.

Existem hoje no Brasil cerca de 100 milhões de hectares de terras griladas*. As grandes empresas do AGRONEGÓCIO** são hoje as maiores grileiras de terras em nosso país. A Usina Esther é uma delas. Essa empresa é uma das mais ricas produtoras de cana de açúcar e grila terras por todo o Brasil. Os governos em geral sabem que essas empresas grilam terras públicas e fazem vista grossa, protegendo os ricos e reprimindo o povo sem terra.

Enquanto milhares de trabalhadores e trabalhadoras sem-terra lutam por um pedacinho de terra para sustentar a família e produzir alimentos saudáveis, essas empresas se beneficiam de terras PÚBLICAS, com a ajuda dos políticos. Elas controlam a nossa riqueza e tiram o pão da boca do trabalhador.

*1 hectare de terra é igual a 10.000 m2. Essa medida equivale aproximadamente a 1 campo de futebol.

**Agronegócio é o conjunto das grandes empresas da agricultura e da pecuária. Essas empresas dominam o campo com a monocultura de cana-de-açúcar, laranja, eucalipto e soja para exportação. O Agronegócio não está interessado em produzir alimentos para a população.

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Militante do MTST sofre atentado no DF

Escrito em 24 novembro 2011 por admin

Durante a noite do dia 6 de setembro, dois homens armados invadiram a casa de Edson Francisco, membro da coordenação nacional do MTST em Brazilândia – DF.

Os homens arrombaram o portão, entraram na casa e dispararam vários tiros contra Edson que conseguiu fugir sem ferimentos graves.

Desconhecemos a origem desse atentado, mas temos clareza de que isso é parte da intensa criminalização sofrida pelos Movimentos Populares em todo o Brasil.

Edson já havia sido ameaçado por algumas vezes, após o desfecho da ocupação Gildo Rocha, que resultou numa grande vitória do MTST contra o governo distrital.

Além disso, militantes do MTST em outras partes do país estão sendo ameaçados de morte constantemente. Os casos de Minas Gerais e Amazonas são os mais recentes.

No último dia 26 de agosto, uma comissão do Movimento foi recebida pelo Ministério dos Direitos Humanos que se comprometeu a analisar os casos, mas até agora nenhuma medida concreta foi tomada.

Essa nota é uma denúncia contra a criminalização que agora passou das ameaças e foi à realidade. Serve como um apelo aos companheiros de luta e aos diversos meios de comunicação para que divulguem a grave situação dos lutadores populares no Brasil.

Mas antes de tudo essa nota é um Grito. É o início de uma resposta. Pois, se acham que o MTST irá recuar diante disso, enganaram-se redondamente. Sabemos contra quem lutamos e o que queremos. Nossa luta continua e irá se intensificar por todo o Brasil. Não é por acaso que nossa bandeira é vermelha!

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falta agua – materia mst

Acampamento reivindica água em Limeira

Escrito em 04 agosto 2011 por admin

No dia 31 de maio, cerca de 40 pessoas do acampamento Elizabeth Teixeira reuniram-se na frente da prefeitura de Limeira para denunciar a falta de abastecimento de água na área em que vivem. O acampamento sofria há um mês sem distribuição de água.

O abastecimento de água é um direito que deve ser garantido pelo poder público. Em março já havia sido feita a denúncia da falta de água pelas mulheres do MST. O secretário da prefeitura Pejon se comprometeu a resolver o problema, mas não cumpriu o acordado.

Os acampados permaneceram no gramado em frente ao prédio da prefeitura desde 7h30 até conseguirem ser recebidos às 13 hs pelo mesmo secretário chefe do gabinete da prefeitura José Luiz Pejon que se comprometeu novamente a resolver o problema.

Os acampados cobraram também providências a respeito da apropriação indevida e contaminação de uma mina de água próxima ao horto florestal, feita por uma empresa que produz blocos de concreto. O Secretário do Meio Ambiente, Domingos Furgione Filho, responsável pelo caso, ainda não respondeu à denúncia de dano ambiental.

Os Trabalhadores Rurais do Movimento Sem-Terra aguardam a resposta concreta diante do comprometimento das autoridades de Limeira.

  • O acampamento Elizabeth Teixeira tem sofrido com o descaso da prefeitura de Limeira não só pela falta de água, mas pelas diversas reivindicações abaixo:

- RETIRADA DOS PROCESSOS QUE IMPEDEM O ASSENTAMENTO:

A retirada dos processos abertos pelo prefeito Silvio Felix que impedem a efetivação do assentamento Elizabeth Teixeira.

- RETIRADA DO LIXÃO:

A retirada do lixão da área localizada próximo ao ribeirão Tatu. Pois este não apresenta as condições sanitárias e ambientais adequadas.

- SAÚDE:

O atendimento médico público é direito de toda a população. Porém, quando as famílias do assentamento Elizabeth Teixeira vão ao posto médico e tentam acessar o serviço público de saúde (SUS) são discriminadas pelos funcionários públicos.

- EDUCAÇÃO:

As crianças, devidamente matriculadas nas escolas publicas de Limeira, muitas vezes não conseguem chegar até a escola, pois o transporte não

atende a todas as crianças, cando comprometido principalmente nos dias de chuva. É necessário transporte adequado a todas as crianças do assentamento Elizabeth Teixeira.

- ENERGIA:

Há quatro anos as famílias vivem sem energia, mesmo existindo o programa nacional Luz para Todos, que garante o direito das famílias de terem acesso a energia elétrica. É fundamental a garantia desse direito a todas as famílias.

- ESTRADAS:

A prefeitura se comprometeu em concertar as estradas que dão aceso ao assentamento. No entanto, não cumpriram com o compromisso assumido em audiência judicial. O atendimento dessa demanda pode resolver a questão do transporte da água para todas as famílias e o transporte para todas as crianças todos os dias da semana.”

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Novo Código Florestal brasileiro terá impacto devastador

Escrito em 04 agosto 2011 por admin

Um novo Código Florestal está em debate na câmara dos deputados. A ideia do novo Código é modificar a lei para facilitar a vida dos grandes fazendeiros , abrindo brechas para a maior devastação das florestas e para a diminuição das áreas de preservação próximas aos rios, topos de morros e encostas íngremes.
Dentre outras medidas, o novo Código Florestal deverá:
1) diminuir a área de preservação obrigatória nas beiras de rios (de 30m para 15m);
2) diminuir a área de reserva florestal obrigatória nas propriedades .
3) perdoar as penas dos criminosos que desmataram as florestas;
4) liberar o desmatamento e ocupação de áreas frágeis como as encostas e morros.

Um novo Código Florestal está em debate na câmara dos deputados. A ideia do novo Código é modificar a lei para facilitar a vida dos grandes fazendeiros , abrindo brechas para a maior devastação das florestas e para a diminuição das áreas de preservação próximas aos rios, topos de morros e encostas íngremes.Dentre outras medidas, o novo Código Florestal deverá:

1) diminuir a área de preservação obrigatória nas beiras de rios (de 30m para 15m);

2) diminuir a área de reserva florestal obrigatória nas propriedades .

3) perdoar as penas dos criminosos que desmataram as florestas;

4) liberar o desmatamento e ocupação de áreas frágeis como as encostas e morros.

Tamanho do problema:

Só com o desmatamento das margens dos rios vamos perder uma área florestal igual a 2 milhões de campos de futebol. A liberação de gases do efeito estufa poderá aumentar em 13 vezes. Milhares de espécies de animais desaparecerão.

Os desastres com inundações e deslizamentos de terra deverão ser cada vez mais freqüentes. E assim o Brasil entra na contramão da história. Enquanto isso, os fazendeiros e empresários aplaudirão o governo e comemorarão o engrandecimento dos seus bolsos às custas da população.

27 deputados que são a favor do Novo Código são fazendeiros latifundiários que buscam ser absolvidos de diversas multas que sofreram por desmatamento e outros crimes ambeintais. Concluímos que estão apenas defendendo seus interesses pessoais ao invés de pensar no bem-estar da população.

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ocupacao_itapetininga

MST ocupa área pública utilizada por grandes empresas

Escrito em 04 agosto 2011 por admin

No dia 16 de abril, cerca de 250 integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) ocuparam uma fazenda de 12.000 hectares do governo do Estado de São Paulo, vinculada à Secretaria do Meio Ambiente, no município de Itapetininga, região de Sorocaba.

A área está sendo utilizada irregularmente por empresas, como Eucatex, Duratex, Suzano e Votorantim Celulose e Papel (VCP), para a extração de celulose e madeira. As famílias acampadas na área denunciam a exploração de terras públicas estaduais por grandes empresas privadas e exigem a retomada para a Reforma Agrária.

Há mais de 5.000 litros de agrotóxicos em um dos galpões da área, utilizados no plantio de eucalipto e pinus.

Os trabalhadores da fazenda são obrigados a extrair a resina durante mais de 10 horas por dia, recebendo por produção. Muitas delas não recebem nem um salario mínimo por mês. Muitos trabalhadores possuem doenças respiratórias e de pele por causa do uso de produtos tóxicos na plantação de eucalipto e na retirada da resina.

As famílias acampadas reivindicam que a área seja transformada num assentamento que produza alimentos saudáveis, sem veneno para todos os trabalhadores do campo e da cidade.

A reintegração de posse saiu no dia 20 de abril, no final da tarde. As famílias deixaram o local no dia 21.

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Aniversário do Pré Assentamento Elisabete Teixeira

Aniversário do Pré Assentamento Elisabete Teixeira

Escrito em 18 abril 2011 por admin

No dia 21 de abril, o pré-assentamento Elisabete Teixeira, em Limeira, completa 4 anos de existência. Para essa comemoração, haverá uma festa no barracão da área, no dia 30 de abril, com a presença da escola de samba Unidos da Lona Preta. A área de 602,867 hectares foi ocupada por cerca de 250 famílias em 21 de abril de 2007 e está localizada numa área denominada Horto Florestal Tatu.

Os acampados do Elisabete Teixeira permaneceram na área até o dia 29 de novembro de 2007, quando foram expulsos de forma violenta pela PM, que cumpria uma ordem de reintegração de posse da área requerida pelo prefeito de Limeira. Na época, a posse da área foi solicitada com base em um “Instrumento Prévio Regulamentador de Intenção de Venda e Compra”, de 22 de março de 2005, entre a Prefeitura Municipal de Limeira e a Rede Ferroviária Federal S. A. (RFFSA).

Durante a ação de despejo várias pessoas foram feridas. Muitas famílias perderam todos os móveis, roupas e documentos, soterrados pelas máquinas da prefeitura e que também foram responsáveis pela destruição dos barracos. As famílias abrigaram-se em um barracão da Igreja Católica, em Limeira.

No dia 11 de dezembro do mesmo ano, após estudos sobre o caso e confirmação da não concretização do acordo entre a Prefeitura de Limeira e a RFFSA, as famílias puderam voltar ao Horto Tatu, comprovando que área era realmente da União.

No dia 21 de agosto de 2008, foi aprovada a proposta de destinação da área do Horto Tatu para o assentamento de agricultores, prevendo a criação de 150 propriedades familiares.

Hoje, o pré-assentamento conta com aproximadamente 80 famílias e é organizado em setores (saúde, educação e alimentação), criados de acordo com a necessidade dos acampados. Tem sua representação dividida em núcleos, que se reúnem semanalmente para discutir convivência, produção e necessidades coletivas.

O Elisabete Teixeira não foi ainda regularizado como assentamento porque o prefeito de Limeira, Sílvio Felix, abriu vários processos contra a permanência das famílias no Horto.

Apesar das dificuldades com a falta de luz, água, transporte, acesso à saúde e educação, as famílias do Elisabete Teixeira tem comemorado ano após ano suas conquistas, produzindo alimentos de qualidade para a região e participando sempre das lutas pela reforma agrária e contra o agronegócio.

Quem foi Elisabete Teixeira…

O pré-assentamento ganhou o nome de uma líder camponesa brasileira nascida em Sapé, Estado da Paraíba, fundadora da Liga Camponesa de Sapé (1958), em companhia de seu marido, João Pedro. As Ligas Camponesas vinham sendo criadas desde meados dos anos 50 com o objetivo de conscientizar e mobilizar o trabalhador rural na defesa da reforma agrária. João Pedro foi assassinado em 1962 por dois policiais disfarçados, a mando de usineiros paraibanos e Elisabete assumiu, então, a liderança da organização. Passou também a sofrer ameaças e tornou-se um símbolo da resistência dos trabalhadores rurais nos anos 60 no Nordeste do Brasil. Com o golpe militar, entrou na clandestinidade fugindo das forças repressivas do regime militar, trocado o seu nome para Marta, enquanto os demais líderes da luta camponesa eram assassinados (1964). Chegou a ser dada como morta pela repressão política, mas reapareceu após a anistia decretada em 1981, pelo governo Figueiredo, quando Eduardo Coutinho partiu em busca dos camponeses para atuarem em um filme documentário, Cabra Marcado para Morrer (1981-1984). Ela reassumiu seu verdadeiro nome, e com ajuda de Coutinho conseguiu localizar seus filhos espalhados dentro e fora do país.

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Manifestações contra o Agronegócio e os Agrotóxicos

Manifestações contra o Agronegócio e os Agrotóxicos

Escrito em 30 março 2011 por admin

Em todo o Brasil, as mulheres da Via Campesina lançaram uma Jornada de Lutas para denunciar a utilização excessiva de agrotóxicos nas lavouras brasileiras pelas empresas do agronegócio.

Ocorreram manifestações em nove estados para denunciar os efeitos nocivos para a saúde e meio ambiente da utilização anual de mais de um bilhão de litros de venenos, de acordo com dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Agrícola. O Brasil ocupa o primeiro lugar na lista de países consumidores de agrotóxicos desde 2009.

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