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Arquivo | Fábrica Ocupada

Trabalhador da Fábrica Ocupada Flaskô é barrado em Assembléia dos Químicos

Trabalhador da Fábrica Ocupada Flaskô é barrado em Assembléia dos Químicos

Escrito em 18 abril 2011 por admin

Neste último dia 09 de abril, os trabalhadores da Flaskô viram o que uma decisão política pode interferir na relação de trabalhadores e seu sindicato. Os trabalhadores da Flaskô foram participar da Assembléia Eleitoral do Sindicato dos Químicos e foram impedidos de participar

Por que, agora, o Sindicato barrou os trabalhadores?

A direção do sindicato barrou os trabalhadores da Flaskô no último dia 09, dizendo “se vocês quiserem participar do sindicato, vocês podem ir nas piscinas, usar o clube, mas participar da Assembléia vocês não podem.” Havia um acordo do Conselho de Fábrica com o Sindicato de que as sindicalizações dos trabalhadores entreriam como um contribuição do sindicato. Permitindo assim aos trabalhadores da Flaskô que enfretaram muitas dificuldades financeiras terem todos seus direitos enquanto sindicalizados.

E assim durante muito tempo foi feito. Sempre os trabalhadores participaram de assembléia e contribuindo com discussões importantes na categoria, mas desta vez foi diferente pois agora é a eleição.

E é preciso dizer que os trabalhadores da Flaskô se organizam num grupo político chamado “Corrente Sindical Química Esquerda Marxista CUT”, que possui críticas à atual diretoria do sindicato. Arlei, Coordenador Geral do sindicato, na portaria do CEFOL, disse: “Vocês fizeram uma opção política, e arquem com os custos!” Ou seja, até o momento eleitoral, podíamos participar, o acordo por ele realizado com os trabalhadores da Flaskô valia, e agora, justamente num momento onde se discute a questão eleitoral, o sindicato trata desta forma os trabalhadores sindicalizados de sua categoria. Talvez seja porque está com medo da força dos trabalhadores da base, medo de ouvir as opiniões dos trabalhadores que lutam diariamente por seus postos de trabalho.

As eleições sindicais e o recado da classe trabalhadora

A sindicato barrou os trabalhadores da Flaskô pois está com preocupada com a eleição. Depois de anos sem oposição organizada, hoje há o grupo da “Frente Química”, e outros, além de nosso grupo político. A atual diretoria não gosta muita de democracia e ouvir posições contrárias. Com isso, trata trabalhador com esmola, com “rabo preso”.

Eleição no sindicato

Neste processo eleitoral, pense bem na hora de votar. Queremos um sindicato que trate com respeito os trabalhadores, em especial trabalhadores como os da Flaskô, que lutam, humildemente, como tantos milhares, com todas suas forças, diariamente, por seus postos de trabalho. Somos trabalhadores que expulsamos o patrão e mostramos que é possível vivermos sem patrões. E se podemos fazer isso numa fábrica quebrada, podemos fazer isso em várias fábricas e por que não na própria sociedade. Esperamos que no sindicato estejam trabalhadores vinculados à classe operária.

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31/03 É DECISIVO: AUDIÊNCIA PÚBLICA DISCUTE SOLUÇÃO PARA A FLASKÔ

31/03 É DECISIVO: AUDIÊNCIA PÚBLICA DISCUTE SOLUÇÃO PARA A FLASKÔ

Escrito em 30 março 2011 por admin

A Flaskô é uma fábrica ocupada há quase oito anos. Os operários lutam para que a fábrica seja estatizada. Sendo pública e não propriedade privada, nos caminho de cumprir sua função social.

Hoje os trabalhadores mantêm a fábrica em funcionamento. Luta pela regularização da Vila Operária, bairro construído no terreno da fábrica, e também para que a Fábrica de Cultura seja um centro cultural municipal, com professores pagos e projetos permanentes.

Neste dia 31/03 a Câmara de Vereadores de Sumaré discutirá em audiência pública o projeto de desapropriação da fábrica e todos os seus bens, por meio da declaração de interesse social.

Mas o que é isto? E para que serve?

Hoje a Flaskô, mesmo ocupada, ainda têm oficialmente um dono. E por isso lutamos para que o governo exproprie seus bens. E passe o controle da fábrica para os trabalhadores. Que exproprie o terreno onde está a Vila e transfira a seus moradores, regularizando suas casas, e também que exproprie o antigo restaurante e um galpão onde hoje se desenvolvem as atividades culturais e esportivas para transformar este patrimônio em um verdadeiro Centro Cultural de Sumaré.

Os operários da Flaskô entendem que uma verdadeira política em defesa do povo trabalhador não pode se realizar com a passividade do governo.

Por isso a saída é um decreto do Prefeito Bacchim, Declarando de Interesse Social toda a área e seus bens, para em seguida desapropriar em favor dos operários, dos moradores e daqueles que se utilizam da cultura.

Está é uma saída concreta e real para estatizar a fábrica e manter-la sob o controle dos trabalhadores.

Está é uma saída concreta e real para regularizar as moradias.

Está é uma saída concreta e real para transformar a Fábrica de Cultura e Esporte num verdadeiro Centro Cultural municipal.

Os operários vão ficar esperando. Estão preparando para a tarde uma grande concentração às 15 horas, em frente à fábrica para irem em marchar participar da audiência.

Com esta conquista, podemos por na pauta a desapropriação da Tema Terra, da Granja Ito e de tantas área abandonadas pela cidade que poderia estar sendo úteis para o povo.

Está é a lei que permite ao prefeito desapropriar a fábrica

LEI Nº 4.132, DE 10 DE SETEMBRO DE 1962.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei:
“Art. 1º A desapropriação por interesse social será decretada para promover a justa distribuição da propriedade ou condicionar o seu uso ao bem estar social, na forma do art. 147 da Constituição Federal.
Art. 2º Considera-se de interesse social:
I – o aproveitamento de todo bem improdutivo ou explorado sem correspondênciaAcom as necessidades de habitação, trabalho e consumo dos centros de população a que deve ou possa suprir por seu destino econômico;”
(…)
Brasília, 10 de setembro de 1962; 141º da Independência e 74º da República.
JOÃO GOULART
Francisco Brochado da Rocha
Hermes Lima
Renato Costa Lima

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Movimento Fábricas Ocupadas realiza seminário na Flaskô

Escrito em 01 fevereiro 2011 por admin

Por iniciativa da Flaskô foi realizado um seminário em 15/01 para discutir a formação dos militantes e a construção da unidade das lutas dos movimentos sociais, do sindical ao estudantil, passando pelo MST e MTST, e outros movimento de moradia, além do Movimento dos Trabalhadores Desempregados.

A atividade decidiu uma séria de encaminhamentos. O primeiro deles foi a ampliação do comitê de mobilização da Flaskô com reuniões mensais.

O jornal atenção publicará no próximo jornal um encarte especial com as decisões.

Estatização da Flaskô através da desapropriação municipal

Foi também informado e discutido a necessidade de se amplicar a luta pela declaração de interesse social da Flaskô, da Vila Operária e da Fábrica de Esporte e Cultura. Principalmente porque o próprio prefeito de Sumaré Bachim afirmou que é viavél, mesmo que não tenha tido ”coragem” de adotar a medida. Por isso foi decidido amplificar a pressão.

A declaração de interesse social é a forma da prefeitura da o primeiro passo para salvar a Flasko e os empregos dos trabalhadores. E também iniciar o processso de regularização da Vila Operária e Popular, além é claro de transformar a Fábrica de Cultura num verdadeiro centro cultural municipal controlado pelos trabalhadores.

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As ameaças continuam contra a Flaskô

As ameaças continuam contra a Flaskô

Escrito em 01 fevereiro 2011 por admin

O inicio do ano foi marcado por um série de informações judiciais que colocam os trabalhadores da Flaskô em alerta. Há rumores de que os antigos patrões passam a pensar como retomar sua fábrica, inclusive aqueles ligados ao Grupo Tigre, além de medidas de criminaliação contra os dirigentes da Flaskô.

Assim foi discutida a organização de uma Caravana a Brasília para debater com a Presidente Dilma Rousset a luta do movimento das fábricas ocupadas. Este ano é necessário avançar em conquistas, Pedro Santinho, do conselho da Flaskô, afirmou: “Precisamos unificados os movimentos com uma pauta mais ativa. Neste ano precisamos impor a estatização da Flaskô. Precisamos impor uma lei de anistia a todos os trabalhadores e militantes dos movimentos que retirem todos os processos de criminalização.”

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Sete anos de luta e ataques

Escrito em 14 dezembro 2010 por admin

No Movimento das Fábricas Ocupadas, em especial na Flaskô, os ataques continuam cada vez mais fortes. Para se ter uma idéia, quando completamos em junho sete anos da gestão democrática dos trabalhadores, sofremos diversas tentativas de fechamento da fábrica, com pedido de falência, penhoras de faturamento, sem contar toda a criminalização. Estamos diante de um novo ataque contra a gestão operária. A burguesia não aceita que uma fábrica esteja sob o controle operário, organizando e unificando os trabalhadores.

A Flaskô conseguiu conquistas sociais históricas da classe trabalhadora, como a jornada de trabalho de 30 horas semanais sem redução de salários. Seus trabalhadores ensinam para outros trabalhadores que é possível administrar uma empresa sem a figura do patrão.

Com isso os patrões capitalistas se desesperam e exigem repressão. Como disse o Juiz ao decretar a intervenção na Cipla e Interfibra, (fábricas sob controle operário que sofreram intervenção) em Joinville/SC, “imagine se a moda pega?”. Da mesma forma o governo tem dado respostas negativas contra a declaração

de interesse social da Fábrica Ocupada Flaskô. Portanto, o Estado, em todas as suas esferas, se não bastasse não acatar as reivindicações dos trabalhadores da Flaskô, criminaliza o Conselho de Fábrica e as lideranças, diz que a reivindicação da estatização

sob controle operário “não está no cardápio, pois abriria precedentes”. Ora, é isso

justamente que queremos. Queremos que se abram precedentes e venha uma grande onda de ocupações de fábricas, que, somadas as ocupações de terra, de moradia, de estradas, de universidades, de prédios públicos, etc., mostrem que, somos nós, classe trabalhadora, que “fazemos movimentar a engrenagem” desta sociedade, e que

não aceitaremos mais as condições que estão postas, e contra-atacaremos. Esta deve ser a perspectiva de todos os movimentos sociais.

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A luta faz a lei!

Escrito em 14 dezembro 2010 por admin

O combate do MST é fundamental para denunciar o agronegócio. A luta do MTST e demais movimentos de moradia é essencial para combater a especulação imobiliária e os interesses das empreiteiras. As campanhas pela Petrobrás 100% estatal e pelo controle democrático popular do Pré-Sal são fundamentais neste próximo período. Da mesma forma, a luta pela reestatização da Embraer, da Vale e das Ferrovias serão importantíssimas para a discussão do papel do Estado e da planificação econômica.

Na luta sindical, deve ser feito um grande combate contra os interditos e a criminalização da greve, forma encontrada pelo capital para tentar barrar o movimento operário. Junto a isso, somemos a luta pela democratização dos meios de comunicação, fortalecendo instrumentos próprios de propaganda, formação e ação. Por tudo isso, temos que nos organizar contra os ataques que virão neste enfrentamento entre capital trabalho e, da mesma forma, impor novas conquistas em direção à construção de um governo socialista dos trabalhadores!

Para isso, é necessário o fortalecimento de nossos laços de unidade, de organização e solidariedade. É o que propomos com este encontro em defesa da classe trabalhadora.

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Flaskô realiza encontro em defesa da classe trabalhadora

Escrito em 14 dezembro 2010 por admin

Com a crise do capitalismo, os ataques contra os trabalhadores se intensificam. Redução de direitos, demissões em massa, enxugamento do Estado, cortes fiscais, entre outros. A burguesia contra os trabalhadores.
Isto é o que temos visto em todos os países da Europa, como França, Inglaterra, Espanha, Grécia, etc. É o que temos visto também nos países orientais, como China e Japão. E é o que temos visto, inclusive nos EUA, centro do capitalismo imperialista. Na América Latina, os enfrentamentos dos trabalhadores com os capitalistas continuam. É o que vemos na Venezuela, onde revolução e contra-revolução se enfrentam diariamente. O mesmo na Bolívia, Equador, Paraguai,  Argentina.
Por isso, a luta dos trabalhadores deverá se fortalecer no próximo período, seja para resistir contra estes ataques, seja para impor a derrota ao capital e construir o socialismo.
Mas, e no Brasil, como andam as lutas dos trabalhadores? A crise do  capitalismo chegou no Brasil. O governo está cortando os créditos dos trabalhadores. Estamos preparados para resistir contra esses novos ataques e organizar uma nova ofensiva?
Para qualificar nossa organização nos desafios que nos cercam, convocamos todas as entidades sindicais, movimentos sociais, partidos políticos, organizações de bairros, todos os companheiros e companheiras, comprometidos com a defesa da classe trabalhadora e popular para participar do “Encontro em defesa da classe  trabalhadora”, a ser realizado na fábrica ocupada Flaskô, nos dias 11 e 12 de dezembro de 2010, sábado e domingo, a partir das 9h00, para discutirmos o que fazer.
Em dezembro de 2009, nos reunimos e realizamos um grande encontro, com mais de 300 pessoas presentes. Este encontro é para dar continuidade aos encaminhamentos do ano passado e ir além, diante das tarefas que nos impõem.

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Ato na Prefeitura de Sumaré exige solução para a Flaskô

Ato na Prefeitura de Sumaré exige solução para a Flaskô

Escrito em 25 novembro 2010 por admin

Em 16 de novembro os trabalhadores da fábrica ocupada Flaskô realizaram um grande ato público na prefeitura de Sumaré. Com o apoio de diversas entidades a passeata tomou o centro da cidade e contou com a presença do MST, do MTST, de estudantes, do Sindicato dos Quimicos Unificados, do Sindicato dos Vidreiros de São Paulo, do Sindicato dos Metalurgicos de Jacarei e outras entidades.

O ato foi continuidade da campanha pela declaração de interesse social de toda a fábrica, incluindo o terreno onde está construída a Vila Operária e Popular (veja materia nesta edição) com o objetivo de avançar na estatização da fábrica e na regularização das moradias na Vila.

Depois de uma grande pressão o prefeito da cidade recebeu uma comissão de trabalhadores da fábrica e de representantes da Vila Operária. “O prefeito disse que não pode desapropriar pois teria que pagar uma indenização aos patrões, mas isto não é verdade pois os patrões devem mais de 120 milhões de reais”, disse Fernando Gomes, trabalhador da Flaskô, após o ato.

Como conclusão foi formada uma comissão para dar encaminhamentos no sentido da desapropriação da fábrica e da Vila Operária. Nesta comissão os trabalhadores, representantes da Vila Operária e a prefeitura pretendem avançar no entendimento até o mês de fevereiro de 2011 para poderem adotarar uma solução.

A prefeitura também se comprometeu a agendar uma reunião com a nova presidente, Dilma Roussef, no inicio do ano.

 

O que querem os trabalhadores da Flaskô

Há oito anos o Movimento das Fábricas Ocupadas luta pela bandeira de estatização sob o controle dos trabalhadores de toda fábrica fálida ocupada pelos operários. Eles entendem que as fábricas devem ser estatizadas para serem de propriedade social.

O movimento realizou oito Caravanas a Brasilia com esta reivindicação. Desde 10/02/2010 os trabalhadores apresentaram um projeto de Lei em Sumaré que preve a desapropriação da Flaskô dos antigos patrões pela prefeitura de Sumaré. A fábrica seria transferida para o estado sob o controle dos trabalhadores e o terreno onde está a Vila Operária seria regularizado para fins de Moradia, assim como o galpão da fábrica de esporte e cultura seria transformado em um grande centro cultural municipal controlado democraticamente pela juventude, pelos artistas e professores de esportes.

Esta medida pode ser feita por meio de um decreto municipal baseado no Interesse Social, como preve a lei 4.132 de 1962.

O que diz a lei:

Art. 1º A desapropriação por interesse social será decretada para promover a justa distribuição da propriedade ou condicionar o seu uso ao bem estar social, na forma do art. 147 da Constituição Federal.

Art. 2º Considera-se de interesse social: I – o aproveitamento de todo bem improdutivo ou explorado sem correspondência com as necessidades de habitação, trabalho e consumo dos centros de população a que deve ou possa suprir por seu destino econômico.

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