Arquivo | Fábrica de Esportes e Cultura

MALACABEZA 013

Música boa e ao vivo no Parque Bandeirantes, em Sumaré

Escrito em 24 novembro 2011 por admin

Foto: Lena

No domingo dia 24 de julho foi realizado o 1º Sonora Festival da Flaskô, com muito som de qualidade. O 1º Sonora – que começou a uma da tarde e foi até dez da noite – parou a rua Jaime Cintra, no Parque Bandeirantes. Mais de 300 pessoas passaram pelo festival. Muitas bandas de Sumaré, Hortolândia e Campinas participaram do 1º Sonora. A banda Porque?, com composições de Thiago, Malacabeza, com ska rústico, Fusão Norte, grupo de rap do bairro Padre Anchieta, o MPB do Minhoca, e Márcio Rap, do Bandeirantes.

Os camaradas Piu, Vacon e Ceará mandaram uns Grafittis e fizeram apresentação de Break.

Artistas de outras cidades, como os camaradas do Veneno H2, grupo de rap de Ribeirão Preto de assentados do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), também participaram do festival, tocando um som com a banda Somo Black.

O grupo Invasão Rasta fechou o 1º Sonora com reggae raiz de qualidade.

Em breve a Fábrica Ocupada Flaskô irá realizar o 2º Sonora Festival, com outras bandas.

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Peça ‘Este lado para cima’ e atração na Vila Operária

Peça ‘Este lado para cima’ e atração na Vila Operária

Escrito em 18 abril 2011 por admin

O grupo de São Paulo Brava Companhia veio apresentar-se gratuitamente na Vila Operária, ocupação de moradias no terreno da fábrica ocupada Flaskô, em Sumaré.

A peça fala sobre as cidades e sobre a relação das pessoas com o trabalho. A maioria acredita que “o trabalho enobrece”, que com o trabalho atingiremos a felicidade. Nesta narrativa os representantes do poder criam uma situação de crise e, ao mesmo tempo, uma bolha onde ficarão confinados para resolver e vigiar os problemas da população. Esta bolha paira por cima das cabeças dos moradores e são eles próprios que a mantêm no alto por meio do trabalho realizado em estações de bombeamento, criadas para conduzir o combustível que alimenta a bolha.

Os integrantes da Brava Companhia fizeram questão de chegar bem antes da apresentação para conhecer melhor a história da Flaskô. Ouviram como a fábrica foi ocupada, de que forma ela funciona atualmente sem um patrão, como estão as atividades de teatro dentro do espaço cultural. E o grupo também contou bastante de seu histórico, de seus novos projetos e de seu espaço de apresentações, o Sacolão das Artes, que também foi ocupado.

“Este é um grupo da periferia da zona sul de São Paulo. Eles querem provocar uma reflexão crítica sobre a sociedade de hoje – tentam mostrar que muitos problemas não são pessoais, mas sim sociais. É muito bacana como eles conseguem tratar de um tema complexo de uma forma bem simples e didática.” disse uma das participantes do grupo de teatro Cassandra.

A peça terminou, mas deixou sua marca. Tanto na memória de todos os que a assistiram como no muro que fica ao lado da fábrica ACR: nele há um cartaz com os dizerem “Trabalhadores, é hora de perder a paciência”.

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Programação: Fábrica de Cultura e Esporte

Programação: Fábrica de Cultura e Esporte

Escrito em 30 março 2011 por admin

ATIVIDADES DE ESPORTES

17 de abril às 18h – Apresentação de capoeira – na praça Bom Retiro

DEBATES

02/04 (sab) das 9h às 13h – “Direito das mulheres” e “Direito e o movimento GLBT”
Atualmente ganha importância o debate sobre os direitos das mulheres, por isso organizamos este bate papo para aprofundarmos a questão com advogados e militantes do movimento. Também ganha importância o movimento GLBT e a discussão sobre o homossexualismo.

07/04 (qui) às 10h – “A importância da luta internacional das fábricas sob controle operário”
Diante da crise mundial que ainda atravessa o mundo, com importantes repercussões nos países árabes e na Europa, Alan Wodds discutirá a questão da luta das fábricas ocupadas dentro de um perspectiva internacional e internacionalista.

09/04 (sab) das 9h às 13h – “Debate sobre a reforma agrária”
Em um país continental como o Brasil a questão da reforma agrária e o latifúndio é sempre uma questão bastante importante para a discussão dos movimentos sociais. Para apresentar a real situação da reforma agrária após oito anos de governo Lula e as perspectivas diante do Governo Dilma ocorrerá este debate.

VISITE A FLASKÔ

Venha fazer uma visita monitorada à fábrica ocupada pelo trabalhadores desde 2003.
Conheça a as dependências da fábrica e sua história de 8 anos lutando pelos empregos na perspectiva da estatização sob o controle dos trabalhadores.
EM ABRIL: dias 23 e 27 (agendamos também em outras datas)


10 de abril: FESTIVAL RÁDIO LUTA
Inscreva-se! Podem participar bandas, orquestras, solistas, MC´s entre outros.
Contato: radioluta@yahoo.com.br

SESSÕES DE CINEMA
TODA QUINTA ÀS 18H30 – GRATUITO
ABRIL – Especial Venezuela
07/04 – A revolução não será televisionada
14/04 – No volverán
28/04 – Ao sul da fronteira

VEJA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA EM:
WWW.FABRICASOCUPADAS.ORG.BR
OU RETIRE SUA AGENDA CULTURAL NA PORTARIA DA FÁBRICA FLASKÔ
MAIS INFORMAÇÕES:
CULTURA@FABRICASOCUPADAS.ORG.BR

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encontro

Encontro em defesa da classe trabalhadora

Escrito em 01 fevereiro 2011 por admin

Nos dias 11 e 12 de dezembro aconteceu o “Encontro em defesa da classe trabalhadora” na fábrica ocupada Flaskô. Sábado houve a apresentação da peça “A Exceção e a Regra” (veja a matéria) e da banda “Somo Black”. Diversão e sucesso total!

E no domingo foi discutida a importância dos grupos que pensam comunicação, educação e cultura e dos movimentos sociais caminharem juntos para que possamos crescer em termos de discussão e atividades de melhor qualidade. A partir do ano que vem serão marcadas reuniões mensais de um comitê de mobilização permanente para que possamos estar juntos de uma forma mais contínua.

Além disso foi discutida a desapropriação do espaço da Fábrica de Esportes e Cultura, para que ele tenha autonomia e receba mais ajuda da Secretaria de Esportes e Cultura. Os presentes no encontro manifestaram apoio a esta posição.

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Inauguração Exposição “Arte na Fábrica”

Escrito em 14 dezembro 2010 por admin

Dia 26/11 foi inaugurada na Flaskô a exposição “Arte na Fábrica” de fotos do Festival Flaskô Fábrica de Cultura, que aconteceu em agosto. Na abertura teve apresentação das meninas que fazem ballet na Fábrica de Cultura com a professora Fernanda – dançando desde músicas clássicas até Justin Bieber. Em seguida a festa continuou com muito samba!

A exposição conta com 32 fotos de 4 fotógrafos diferentes: Augusto Câmara Neiva, Leonardo Ré Jorge, Neander Heringer e Fernando Gomes Martins. O último é um trabalhador da fábrica ocupada.

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Peça “Homens de Papel” na Fábrica de Cultura

Peça “Homens de Papel” na Fábrica de Cultura

Escrito em 14 dezembro 2010 por admin

Após a ida dos trabalhadores da Flaskô a São Paulo para assistir à peça “Homens de Papel”, o grupo teatral veio se apresentar dia 28/11 em Sumaré na Fábrica de Cultura. Escrita em 1968 por Plínio Marcos, a peça mostra a rotina de um grupo de catadores de papel que, revoltados com a exploração do comprador de papel, querem paralisar a coleta. Mas chega à comunidade um jovem casal com uma filha doente. Os novatos, ainda alheios à realidade do grupo, querem trabalhar duro para juntar dinheiro e levar a filha ao médico.

Foram mais de 80 pessoas assistir à peça. “Ouvi lá fora algumas pessoas dizendo que nunca tinham visto teatro. É muito importante a iniciativa da Flaskô de trazer atividades culturais a esta região. Ainda mais uma peça que tem tudo a ver com uma fábrica ocupada.” – disse uma mulher do público durante o debate depois da peça. Um levantamento importante que surgiu no debate é que só coletivamente e por razões coletivas é que será possível alguma mudança real na sociedade.

FRASE

“Não faço teatro para o povo, mas faço teatro em favor do povo. Faço teatro para incomodar os que estão sossegados. Só para isso faço teatro.” Plínio Marcos

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O que é a Fábrica de Esportes e Cultura

O que é a Fábrica de Esportes e Cultura

Escrito em 25 novembro 2010 por admin

A fábrica ocupada Flaskô criou a Fábrica de Esportes e Cultura como protesto contra a falta de atividades culturais e esportivas na região de Sumaré, principalmente em sua periferia. Junto com a Associação Dib e alguns pais de alunos, transformaram um galpão abandonado da fábrica neste espaço de lazer aberto à comunidade.

Alguns coletivos foram se juntando à Fábrica de Esportes e Cultura, como é o caso do grupo de capoeira Raízes Baianas, o grupo de teatro Cassandra e Coletivo Miséria de história em quadrinhos. Atualmente a Secretaria de Esportes e Cultura mantém ali atividades como judô e o projeto 2º Tempo.

Há o desejo de que a prefeitura transforme o projeto em curso em um projeto público com recursos e com a transformação da Fábrica de Cultura e Esporte em um centro cultural e esportivo municipal controlado democraticamente por seus professores, seus alunos e pela comunidade.

A Fábrica de Esportes e Cultura está aberta para sugestões, críticas e novas oficinas. Venha você também fazer parte da construção deste espaço coletivo!

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Entrevista: Cleber Dib fala sobre a Fábrica de Esportes e Cultura

Escrito em 25 novembro 2010 por admin

Jornal Atenção: Quais as atividades que acontecem na parte de esportes?

Cleber Dib: Aqui há alguns projetos da Secretaria de Esportes e Cultura, como o vôlei e o Projeto Cidadania com o judô e o tênis de mesa. Tínhamos também o Projeto 2º Tempo, do governo federal, mas este está em fase de renovação devido às eleições. No 2º Tempo são trabalhados esportes coletivos, o esporte do ponto de vista social. Dentro deste projeto temos futebol, vôlei e iniciação de xadrez e dama. Pela Associação Dib trabalhamos o xadrez e a dama para competição. Tivemos uma equipe mista de damas e uma de tênis de mesa feminina vice-campeãs dos jogos regionais de 2010 e ganhamos medalha de bronze com o xadrez. Todos estes representando a cidade de Sumaré.

J. Atenção: Quantas crianças e jovens frequentam o espaço semanalmente?

Dib: Entre 150 e 200 crianças e jovens diferentes e 25 adultos e idosos. Alguns vêm até mesmo em horário que não tem aula. Jogam futebol, pingue-pongue…

J. Atenção: Qual é a luta aqui da parte de esportes?

Dib: Temos uma luta diária para que as crianças tenham uma vivência de esporte, uma oportunidade de mudança de vida. Muitas delas tinham problemas na escola e, depois de começar a praticar esportes, melhoraram muito seu desempenho. Queremos tirar as crianças da rua, das drogas. Além disso temos uma grande dificuldade de manutenção do espaço. A prefeitura não paga por ela porque estamos em uma propriedade particular.

J. Atenção: Você é à favor da desapropriação deste espaço?

Dib: Sim. Se a prefeitura desapropriasse este espaço ela teria que se responsabilizar pela estrutura, pela limpeza, pela manutenção. Poderíamos ir além da iniciação ao esporte e nos tornar um centro de treinamentos.

Ao final da entrevista Cleber Dib agradeceu à Secretaria de Esportes e Cultura pela parceria.

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