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Quadrinhos – Edição 12

Escrito em 24 novembro 2011 por admin

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Suplemento Infantil – Edição 12

Escrito em 24 novembro 2011 por admin

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Cultura sendo feito na luta. Poesia escrita durante a 8ª Caravana dos trabalhadores da Flaskô à Brasília.

Escrito em 24 novembro 2011 por admin

Foi numa manhã de sol

No dia cinco de Julho

Que Brasília os recebeu

Com o maior orgulho

Eles são nossos irmãos

E vieram de São Paulo

Pra lutar pelos direitos

Da fábrica que ocuparam

Com garra e coragem

Há oito anos resistem

Unidos por moradia

E pela democracia

Trabalhadores do mundo inteiro

Agora, preste atenção

Se o patrão quer mandar embora

Mande embora o patrão

Déborah Gomes – Militante que escreve o Zine Papo Reto.

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MALACABEZA 013

Música boa e ao vivo no Parque Bandeirantes, em Sumaré

Escrito em 24 novembro 2011 por admin

Foto: Lena

No domingo dia 24 de julho foi realizado o 1º Sonora Festival da Flaskô, com muito som de qualidade. O 1º Sonora – que começou a uma da tarde e foi até dez da noite – parou a rua Jaime Cintra, no Parque Bandeirantes. Mais de 300 pessoas passaram pelo festival. Muitas bandas de Sumaré, Hortolândia e Campinas participaram do 1º Sonora. A banda Porque?, com composições de Thiago, Malacabeza, com ska rústico, Fusão Norte, grupo de rap do bairro Padre Anchieta, o MPB do Minhoca, e Márcio Rap, do Bandeirantes.

Os camaradas Piu, Vacon e Ceará mandaram uns Grafittis e fizeram apresentação de Break.

Artistas de outras cidades, como os camaradas do Veneno H2, grupo de rap de Ribeirão Preto de assentados do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), também participaram do festival, tocando um som com a banda Somo Black.

O grupo Invasão Rasta fechou o 1º Sonora com reggae raiz de qualidade.

Em breve a Fábrica Ocupada Flaskô irá realizar o 2º Sonora Festival, com outras bandas.

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Zé Castanha e Maria do Espírito Santo *

Escrito em 04 agosto 2011 por admin

Zé Castanha e Maria do Espírito Santo *

Foi assim

eles estavam no caminho de casa

na moto velha de guerra

talvez conversando sobre banalidades

dessas que a gente fala todo dia

o que fazer pra comer

o preço do leite

o filho doente

o futuro.

Então quase ninguém ouviu

vindos do escuro, escondidos,

os ruídos repetidos sem cessar

desde o descobrimento

da Nossa América.

A vida deve sempre

dar lugar ao progresso.

Não é o bagre bigodudo

presente só no afluente do afluente do grande rio,

não é só a castanheira, o açaizeiro,

é o homem, a mulher,

o casal que hoje não volta pra casa.

Vai ver prendem uns pistoleiros

depois de dois anos regime semi-aberto,

de mil dos poderosos prendem um,

aguarda os mil recursos em liberdade.

Antes fosse a lei da selva!

Agora quem vai tirar

da cabeça das pessoas

esse progresso-trator infinito,

vai arrastando tudo

mata-mata-mata

preto, branco, índio, mestiço

mata floresta

mata cerrado

mata água

mata terra

mata ar?

Zé Castanha não colhe mais,

o boi do desenvolvimento

quer pastar no seu quintal.

A Maria foi mesmo pro Espírito Santo,

deixou o caminho aberto

pra moto-serra zunir

e fazer do Brasil potência.

O futuro deles não veio,

o nosso está aí por fazer.

* Ambientalistas assassinados recentemente no Pará por denunciarem a ação ilegal de madeireiras

.

Poema de Geraldo Witeze (http://www.sobreaspalavras.blogspot.com/)

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ateno 11 – tirinha

Tirinhas da 11ª edição

Escrito em 04 agosto 2011 por admin


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woods 12

Suplemento infantil 10ª edição

Escrito em 04 agosto 2011 por admin

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Poemas de Nicolás Guillén

Escrito em 04 agosto 2011 por admin

Nicolás Guillén (Cuba, 1902-1989)

Guillén é conhecido como maior poeta cubano ao lado de José Martí. Foi um dos maiores defensores da revolução cubana assim que ela aconteceu em 1959. Suas poesias falam da revolução cubana, da luta dos negros e do amor.

A FOME

Esta é a fome. Um animal

todo canino e olho.

Ninguém o engana ou distrai.

Não se farta em uma mesa.

Não se contenta

com um almoço ou uma ceia.

Anuncia sempre sangue.

Ruge como leão, aperta como jibóia,

pensa como pessoa.

O exemplar que aqui se oferece

foi caçado na Índia (subúrbios de Bombaim),

mas existe em estado mais ou menos selvagem

em outras muitas partes.

Não se aproxime.

BURGUESES

Não me dão pena os burgueses vencidos.

E quando penso que vão me dar pena,

aperto bem os dentes e fecho bem os olhos.

Penso em meus longos dias sem sapatos nem rosas.

Penso em meus longos dias sem chapéus nem nuvens.

Penso em meus longos dias sem camisas nem sonhos.

Penso em meus longos dias com minha pele proibida.

Penso em meus longos dias.

Não passe, por favor. Isto é um clube.

A relação está cheia.

Não há vaga no hotel.

O senhor saiu.

Precisa-se de meninas.

Fraude nas eleições.

Grande baile para cegos.

Saiu o Prêmio Maior em Santa Clara.

Bingo para órfãos.

O cavalheiro está em Paris.

A senhora marquesa não recebe.

Enfim, e

que tudo recordo e como tudo recordo,

que porra me pede você pra fazer?

E, além do mais, pergunte-lhes.

Estou seguro que também

recordarão.

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Tirinhas da 10ª edição

Escrito em 04 agosto 2011 por admin

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Peça ‘Este lado para cima’ e atração na Vila Operária

Peça ‘Este lado para cima’ e atração na Vila Operária

Escrito em 18 abril 2011 por admin

O grupo de São Paulo Brava Companhia veio apresentar-se gratuitamente na Vila Operária, ocupação de moradias no terreno da fábrica ocupada Flaskô, em Sumaré.

A peça fala sobre as cidades e sobre a relação das pessoas com o trabalho. A maioria acredita que “o trabalho enobrece”, que com o trabalho atingiremos a felicidade. Nesta narrativa os representantes do poder criam uma situação de crise e, ao mesmo tempo, uma bolha onde ficarão confinados para resolver e vigiar os problemas da população. Esta bolha paira por cima das cabeças dos moradores e são eles próprios que a mantêm no alto por meio do trabalho realizado em estações de bombeamento, criadas para conduzir o combustível que alimenta a bolha.

Os integrantes da Brava Companhia fizeram questão de chegar bem antes da apresentação para conhecer melhor a história da Flaskô. Ouviram como a fábrica foi ocupada, de que forma ela funciona atualmente sem um patrão, como estão as atividades de teatro dentro do espaço cultural. E o grupo também contou bastante de seu histórico, de seus novos projetos e de seu espaço de apresentações, o Sacolão das Artes, que também foi ocupado.

“Este é um grupo da periferia da zona sul de São Paulo. Eles querem provocar uma reflexão crítica sobre a sociedade de hoje – tentam mostrar que muitos problemas não são pessoais, mas sim sociais. É muito bacana como eles conseguem tratar de um tema complexo de uma forma bem simples e didática.” disse uma das participantes do grupo de teatro Cassandra.

A peça terminou, mas deixou sua marca. Tanto na memória de todos os que a assistiram como no muro que fica ao lado da fábrica ACR: nele há um cartaz com os dizerem “Trabalhadores, é hora de perder a paciência”.

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