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Operação tenta calar a voz das rádios

Operação tenta calar a voz das rádios

Escrito em 24 novembro 2011 por admin

As rádios comunitárias e as rádios livres são meios de comunicação feitos por pessoas comuns, que veiculam suas mensagens, suas músicas, sua arte, suas informações. Serve para a galera das comunidades se comunicar, se ouvir, se identificar e poder receber algo diferente da manipulação das grandes emissoras, que mal conhecem os lugares de que falam.

Mas, infelizmente, os Governos não acham isso importante. Segundo Jerry Oliveira, coordenador da ABRAÇO (Associação Brasileira de Rádios Comunitárias), a ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações), junto com a Policia Federal, realiza uma grande operação de fechamento das rádios no Brasil. Só na região de Campinas, os agentes tentaram fechar nove emissoras, mas só conseguiram fazer isso com uma. Como já estavam sabendo das operações, os radialistas organizados conseguiram resistir e impedir mais fechamentos.

No dia 15/09 a Rádio Muda (rádio livre localizada na Unicamp) recebeu a visita de dois agentes da Policia Federal à paisana. Segundo uma das participantes do coletivo, eles chegaram pedindo para conhecer o lugar, mas deixaram cair uma carteira e foram descobertos. Mesmo com as autoridades dentro da rádio, os programadores conseguiram retirar o transmissor. Outros agentes tentaram seguir o automóvel que levava o transmissor mas os programadores, no mesmo instante, fizeram uma corrente e não permitiram a passagem deles. Houve uma entrevista filmada com esses agentes que estavam dentro do carro, cobrando a necessidade de permissão da Reitoria para entrar no campus. Vendo que não tinham outra opção, os policiais foram embora. A Rádio Muda, logo depois, continuou sua transmissão (88,5 FM) e continua na luta.

Para saber mais sobre as rádios comunitárias, acesse abracosp.blogspot.com, para saber mais sobre as rádios livres acesse radiolivre.org. Veja também o vídeo no You Tube – “3 X 1 Rádio Muda”, feito na hora da chegada dos agentes à Rádio Muda.

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tomas_cresceu_demais colorido

Suplemento Infantil – 14ª Edição

Escrito em 24 novembro 2011 por admin

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vantuir

Quadrinho – 14ª Edição

Escrito em 24 novembro 2011 por admin

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eduardo2

Serigrafia

Escrito em 24 novembro 2011 por admin

Trabalhos de serigrafia do artista carioca Eduardo Marinho.

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Mostra Luta exibe o que não passa na TV

Mostra Luta exibe o que não passa na TV

Escrito em 24 novembro 2011 por admin

A “Mostra Luta” é um evento organizado pelo Coletivo de Comunicadores Populares, na cidade de Campinas. Na sua quarta edição, exibirá vídeos, fotografias, quadrinhos, poesias e teatro, além de mesas de debate e sarau.

A Mostra vem para mostrar que a luta continua. Mas, na maioria das vezes não é noticiada na TV ou é distorcida, rotulada como “baderna”. Mas, os trabalhadores lutam e querem ser ouvidos. Com este objetivo que surge a Mostra Luta, para amplificar as vozes dessas diversas lutas sociais, mostrando o que a TV não mostra: vídeos com o ponto de vista dos lutadores, suas causas e reivindicações, e a realidade dos trabalhadores.

Nos últimos anos, foram centenas de pessoas que participaram do evento, em contato com diversas produções de luta. A Mostra passou por significativos avanços, propiciando o acesso e o debate acerca de diversas lutas: pela terra, por moradia, pela diversidade sexual, dos estudantes, operários e das mulheres, contra as opressões e desigualdades sociais, contra a perda de direitos e a criminalização dos que buscam lutar por esses direitos.

Pretende-se que esta experiência seja multiplicada, que estes vídeos sejam assistidos pelo maior número possível de pessoas. A idéia é que a Mostra sirva como estímulo à produção audiovisual e artística que retrate a realidade e as lutas sociais e que estas produções sejam subsídios de apoio à luta dos trabalhadores e movimentos populares.

A 4ª Mostra Luta ocorrerá de 05 a 13 de novembro, no Museu da Imagem e do Som, em Campinas.

Vamos fugir do monópolio na comunicação de Campinas

Os jornais impressos até pouco tempo eram monopolizados por uma única empresa, a RAC (Rede Anhanguera de Comunicação), que escreve, com uma única linha editorial, os três principais jornais da região metropolitana, com diferentes públicos-alvos: Correio Popular, Diário do Povo e Notícia Já. Há alguns anos, o jornal “Todo Dia” passou a abranger Campinas na distribuição, mas ainda é pouco conhecido. Como alternativa popular sobram algumas iniciativas de menor abrangência das rádios livres, uma rede de rádios comunitárias ligadas à ABRAÇO (Associação Brasileira de Rádios Comunitárias), uma rádio educativa vinculada à Prefeitura, e os canais Câmara e TV Fênix (TV Comunitária), transmitidos na TV a Cabo, além do Jornal Atenção.

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unicórnio1

Suplemento Infantil – 13ª Edição

Escrito em 24 novembro 2011 por admin

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vadia

Quadrinhos – 13ª Edição

Escrito em 24 novembro 2011 por admin

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Gravata Colorida

Escrito em 24 novembro 2011 por admin

Solano Trindade

quando eu tiver bastante pão

para meus filhos

para minha amada

pros meus amigos

e pros meus vizinhos

quando eu tiver

livros para ler

então eu comprarei

uma gravata colorida

larga

bonita

e darei um laço perfeito

e ficarei mostrando

a minha gravata colorida

a todos os que gostam

de gente engravatada

Poema de Solano Trindade (1908-1974) retirado do Boletim do Acampamento Dandara do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) – Jardim Minda, em Hortolândia.

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Conheça mais o  grupo Fusão Norte

Conheça mais o grupo Fusão Norte

Escrito em 24 novembro 2011 por admin

Fusão Norte é um grupo de Hip Hop da periferia de Campinas e lutam pela Cultura na Comunidade. Foi um dos grupos que se apresentaram no Espaço Cultural Fábrica de Cultura no 1º Sonora Musical.

Vale a pena conhecer o trabalho desses brothers, veja o canal TV WEB do grupo, com vídeos de shows e clipes produzidos por eles mesmos.

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Centro Cultural do Matão: Ponto de Cultura em Sumaré

Centro Cultural do Matão: Ponto de Cultura em Sumaré

Escrito em 24 novembro 2011 por admin

Pra quem pensa que não existe cultura em Sumaré, o Centro Cultural do Matão vem provando que não é bem por ai a história. Desde maio as atividades não param de crescer nesse espaço, que conta hoje com uma filarmônica com mais de 100 músicos, balé com cerca de 200 crianças e artesanato, com 80 pessoas inscritas. Para dar conta do recado os horários de funcionamento do Centro Cultural foram revistos e novas oficinas estão sendo planejadas com o objetivo de atingir cada vez mais a população que quer fazer as coisas acontecerem de verdade. O espaço ainda conta com uma biblioteca ajeitada, espaço multimídia e exposições. O Centro Cultural do Matão fica na Avenida Emílio Bosco, 1.604, Jd. Sta. Clara no Matão, e tem o blog atualizado quase diariamente:

Acesse: centroculturalmatao.blogspot.com Vale muito a pena conferir!!!

Com a Palavra: Centro Cultural Matão

“Aproveitar espaços fora da região central e possibilitar programas acessíveis à comunidade, esta é a missão do Centro Cultural Matão.

“SOMOS MATÃO, SOMOS CULTURA, SOMOS MAIS SUMARÉ”

O Centro Cultural do Matão sempre foi um ponto de referencia para as atividades da Secretaria Municipal de Cultura Esporte e Lazer de Sumaré, Com varias atividades culturais proporciona a comunidade do Matão acesso aos aparelhos culturais tais como: Oficinas de dança, música, literatura, cursos, projetos, concertos e peças teatrais, estas são algumas das modalidades em desenvolvimento no centro cultural.

“Avançar e inovar trazer a frente às manifestações culturais produzidas pelas pessoas e confrontá-las para que elas se percebam e percebam em si o efeito catalisador de suas ações quando expostas ao coletivo”.

A comunidade tem o poder de transformar os espaços culturais, é um poder que pouco se percebe. Muitas vezes as pessoas migram no fim de semana para certo lado da cidade ou mesmo para outras cidades e esquecem o seu bairro ou região, a maior parte da agenda cultural de nossa cidade ainda acontece na região central, à descentralização é um grande desafio, mas é necessária porque a cidade tem passado por problemas consideráveis de deslocamento, o trajeto centro-bairro é caro e com limite de horário.

Pensando em termos de descentralização, o Centro Cultural do Matão se tornou um bom experimento, com uma política de ocupação diferenciada tendo a missão de revitalizar espaços culturais alternativos, possibilitou que a sua Biblioteca por exemplo, pudesse agregar novos serviços atrativos e dinâmicas para estimular a visitação e o retorno de potenciais leitores. Quando um pai convidar o filho nas férias para dar uma caminhada e passar pela biblioteca é porque algo está mudando. Ou então, quando de uma apresentação de cinema ou teatro, onde todos possam se divertir assistindo a uma boa atração.

“Para matar um espaço cultural é fácil, basta manter fechado. Para dar vida, a saída é a ocupação intensa e diversificada dos espaços.”

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