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De onde vem a violência na escola?

De onde vem a violência na escola?

Escrito em 04 agosto 2011 por admin

Já está se tornando comum ouvirmos falar de casos de agressão a professores. Também não é incomum sabemos que professores ofenderam ou trataram mal alunos. Para muitos alunos já parece normal que aquele cara ou aquela “dona” que está lá na frente só quer que ele fique quieto. Muitos professores por outro lado olham para os alunos com tristeza, dó, medo ou rebaixando o aluno.

Enquanto alguns se matam outros riem!

Ao mesmo tempo em que alunos e professores se desgastam no dia-a-dia da escola pública, alguns empresários donos de escolas particulares estão dando festas e comemorando ótimos resultados de seus negócios. Sabemos que muitos políticos (deputados e representantes de governos) estão comemorando junto com esses empresários. A educação no Brasil tornou-se, para alguns, um ótimo negócio.

E não é tão fácil compreender que aquela situação na sala de aula, em que alunos e professores estão “se matando”, tem relação com a alegria desses empresários da educação. Muitos professores poderiam jurar que seus principais inimigos são o Joãozinho ou a Mariazinha que não lhes respeitam. Por outro lado tanto os alunos, como uma boa parte da população, acham que o problema da educação é a incompetência dos professores.

“Quanto pior, melhor!”

O que muitos professores e alunos não percebem é que quanto pior a educação pública, melhores as oportunidades para alguns poucos ganharem cada vez mais dinheiro com a educação particular.

Os recursos que os trabalhadores entregam ao Estado (impostos) deveriam retornar à população na forma de direitos sociais (saúde, educação, moradia). O que acontece hoje é que grande parte desses recursos que os trabalhadores entregam ao Estado acabam sendo repassados a grandes empresários (geralmente banqueiros) através dos chamados “juros da dívida pública”, quando não são desviados pela corrupção. Gastamos 44,93% do orçamento com o pagamento dos juros e apenas 2,89% com educação!!! (fonte http://www.divida-auditoriacidada.org.br/)

Assim, os trabalhadores são explorados de diversas formas pela dupla Estado-patrões. O Estado fixa um salário mínimo ridículo para que os patrões possam pagar muito pouco aos trabalhadores e lucrarem mais. O dinheiro que os trabalhadores passam ao Estado, ao invés de ser investido em educação e outros direitos sociais, é passado aos banqueiros. E, por fim, uma boa parte dos trabalhadores ainda acaba colocando seus filhos em escolas particulares, o que faz com que muitos empresários da educação fiquem cada vez mais ricos.

A boa briga está fora da sala de aula!

Enquanto isso na sala de aula da escola pública, o professor vai dar aula preocupado com suas dívidas e exausto, pois para conseguir pagá-las tem que trabalhar em muitas escolas, com algumas centenas de alunos. Os alunos não querem parar de brincar e conversar para que a sala fique “mais tranqüila”. Grande parte dos alunos ou trabalham ou fazem parte de famílias que trabalham muito e ganham muito pouco. O clima em casa e no bairro é tenso. Na sala de aula, muitos alunos percebem o abatimento e desgaste dos professores e pensam que é má vontade. A sala está lotada, fica ainda mais difícil haver um entendimento. Começa a briga…

Mas a briga necessária de se fazer está fora das salas de aula: professores e alunos precisam lutar pela ampliação do sistema público de ensino e lutar para que se aumente a verba destinada à educação pública contra o lucro dos banqueiros e escolas particulares. Enquanto essa grande luta não avançar as brigas diárias na sala de aula continuarão…

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squat

Ocupação Squat Torém luta contra ameaças e promove abaixo assinado

Escrito em 04 agosto 2011 por admin

Nesse mês de junho de 2011 a ocupação Squat Torém em Fortaleza-CE completa um ano e três meses de existência. Assim como a ocupação Flor do Asfalto , o acampamento Dom Aloiso e várias outras ocupações urbanas e no campo, esta tem sofrido diversos ataques por parte dos ditos ‘proprietários’ de intimidação e acuamento. Mesmo com abuso físico através de capangas, ou terror psicológico, essas ocupações permanecem cumprindo uma função social do terreno.

Nos últimos dias, a ocupação sofreu mais algumas ofensivas: foi aberto um TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência) na delegacia da Polícia Civil onde acusam os ocupantes de “esbulho possessório e usurpação”, ou seja, nesse documento relatam que eles (antigos “proprietários”) estavam morando dentro do espaço e que o Coletivo Squat Torém os tirou de lá, para isso, derrubaram um muro para tal. Tal denúncia não é apenas inverídica e imoral, como também atesta o tipo de política e jurisdição que seguem. A esse fator se agrava mais ainda as ameaças psicológicas e “toques” que veem sendo dado por parte da Polícia Civil.

Segundo os ocupantes, alguns policiais civis disseram que a qualquer hora se poderia forjar um flagrante para tirá-los de lá.

O Coletivo precisa do apoio e você pode ajudar através do abaixo assinado. Contando com a sua assinatura para continuar a luta por um mundo onde os seres não sejam tratados como mercadorias, onde o dinheiro e as estruturas de concreto não tenham mais importância que as relações, o sentimento e a natureza.

Acesse o endereço e assine o abaixo assinado: http://bit.ly/kwXDHr

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A cada R$ 1 investido em transporte público, governo dá R$ 12 em incentivo para carro

Escrito em 04 agosto 2011 por admin

A cada R$ 12 gastos em incentivos ao transporte particular, o governo investe R$ 1 em transporte público. A constatação foi feita pelo Ipea no estudo sobre a mobilidade urbana no Brasil. A pesquisa considera esse desequilíbrio de valores gastos em incentivos como um dos fatores responsáveis pelo aumento do número de carros e motos no país e, por consequência, dos congestionamentos. “Muitas vezes, essas políticas não são percebidas claramente pela população por envolver omissão do poder público”, diz o texto.

O Ipea estima que o governo deixe de arrecadar entre R$ 1,5 bilhão e R$ 7,1 bilhões somente com a isenção do IPI por ano. Já os ônibus e trens recebem de R$ 980 milhões a até 1,2 bilhão em isenção de impostos.

Com a isenção do IPI somado aos estacionamentos nas vias públicas, os veículos individuais recebem aproximadamente 90% de todos os subsídios dados pelo governo para mobilidade urbana.

Além da questão do subsídio, o estudo apontou outras razões para a piora do transporte público do país. De 1995 até hoje, as tarifas de ônibus subiram cerca de 60% mais que a inflação. Para chegar à conclusão, o instituto considerou o Índice Nacional de Preços do Consumidor, que é calculado pelo IBGE todos os meses.

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DE OLHO NA MÍDIA

DE OLHO NA MÍDIA

Escrito em 04 agosto 2011 por admin

•Informações liberadas pelo Ministério da Comunicação mostram que 56 congressistas são sócios ou têm parentes em emissoras de TV. A lista está disponivel em www.mc.gov.br Pela legislação, o político pode ser sócio de rádio ou TV, mas não pode exercer cargo de diretor. O problema é que esses políticos acabam colocando parentes ou “laranjas” para ocupar a diretoria em seu lugar, assim continuam com o controle direto das emissoras para alavancar candidaturas e prejudicar adversários, é o “coronelismo midiático”

•O coronelismo foi um sistema de poder político vigente na época da República Velha , caracterizado pelo enorme poder concentrado em mãos de um poderoso chefe local, geralmente um grande latifundiário, um fazendeiro ou um senhor de engenho próspero. O “coronelismo midiático” é esse mesmo sistema de poder concentrado na posse de grandes meios de comunicação.

Experiências de Comunicação Popular

Em maio de 2006, foi lançado o Jornal dos Trabalhadores, um projeto da ABRAÇO (Associação Brasileira de Rádios Comunitárias), de transmissão de notícias dos trabalhadores e movimentos sociais em rádios comunitárias do estado de São Paulo. Hoje são mais de 100 rádios comunitárias que transmitem o jornal de meia hora, todos os dias, das 18h30 às 19h00. Para ouvir, acesse o site ou sintonize alguma rádio comunitária da região filiada à ABRAÇO. Já são 1.300 programas abordando a temática dos trabalhadores. Para enviar sugestões de pauta, divulgar um ato ou fazer alguma denúncia, entrar em contato com a produção do jornal.
Contatos Jornal dos Trabalhadores:
www.abracosaopaulo.org
Telefone: (19) 9731-7632 – Jerry de Oliveira – ABRAÇO São Paulo.

Em maio de 2006, foi lançado o Jornal dos Trabalhadores, um projeto da ABRAÇO (Associação Brasileira de Rádios Comunitárias), de transmissão de notícias dos trabalhadores e movimentos sociais em rádios comunitárias do estado de São Paulo. Hoje são mais de 100 rádios comunitárias que transmitem o jornal de meia hora, todos os dias, das 18h30 às 19h00. Para ouvir, acesse o site ou sintonize alguma rádio comunitária da região filiada à ABRAÇO. Já são 1.300 programas abordando a temática dos trabalhadores. Para enviar sugestões de pauta, divulgar um ato ou fazer alguma denúncia, entrar em contato com a produção do jornal.Contatos Jornal dos Trabalhadores: www.abracosaopaulo.org Telefone: (19) 9731-7632 – Jerry de Oliveira – ABRAÇO São Paulo.

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Rádios comunitárias lutam pelo direito à voz

Rádios comunitárias lutam pelo direito à voz

Escrito em 04 agosto 2011 por admin

Quem nunca ouviu falar de “rádio pirata”? Este é o termo utilizado por muitas pessoas para se referir às rádios comunitárias ou livres. “Piratas são eles, as rádios comerciais, que querem o ouro. O que nós queremos é o direito à liberdade de expressão e comunicação”. Assim surgiram as rádios comunitárias, para atender aos interesses da população local, difundindo suas idéias e diversidade cultural.

Só que existe uma lei de rádio comunitária no Brasil que limita muito o alcance destas idéias. A lei diz que o alcance da rádio tem que ser de 1 quilômetro, muito pouco para alcançar todo um bairro, por exemplo. E daí, a lei limita a altura da antena (30 metros) e a potência do transmissor (25 watts). O resultado é que fica quase inviável ter uma rádio dentro da lei.

Enquanto isso, muitas rádios comunitárias são fechadas e reprimidas pelo governo e, as rádios comerciais, mesmo em situação irregular (concessão de funcionamento vencida, dívidas públicas etc.), continuam funcionando. Foi o que aconteceu com a Rádio Bandeirantes, em Campinas. Em agosto de 2010, duzentas pessoas de movimentos sociais e organizações políticas fizeram um ato em frente à empresa da Band, para denunciar sua concessão vencida e protestar contra a repressão às rádios comunitárias.

Para organizar a luta das rádios comunitárias que surgiu a ABRAÇO, Associação Brasileira de Rádios Comunitárias. São 600 rádios ditas comunitárias no estado, mas muitas destas estão nas mãos de políticos e igrejas. Destas, 150 rádios são filiadas à ABRAÇO. “Nós temos um código de ética e só filiamos as rádios que consideramos realmente comunitárias, as voltadas à coletividade, sem relação político-partidária e organizadas pela comunidade ou movimento.”

Estas rádios atendem 15 regiões metropolitanas do estado, mas muitas ainda não possuem autorização do governo para funcionar e acabam sendo lacradas. Segundo Jerry de Oliveira, nos últimos 12 anos, foram fechadas 20 mil rádios comunitárias, condenadas 5 mil pessoas por atuaram nestes veículos e apreendidos R$ 180 milhões em equipamentos. “A rádio tem que ser autorizada pelo povo e não por um papel do governo pregado na parede. E as conquistas só virão com a organização do povo,” enfatiza Jerry”.

Ouça: Rádio Luta na web, rádio comunitária da Flasko!

orelha.radiolivre.org:8000/radioluta.ogg

Assista: “Nossa voz (rádios comunitárias em luta)”, de Gabriel Barcelos

www.youtube.com/watch?v=h_mocjV74rk

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Quem não se comunica, se estrumbica!

Quem não se comunica, se estrumbica!

Escrito em 04 agosto 2011 por admin

A frase que dá título a esta matéria era dita repetidamente pelo famoso Chacrinha. Nada mais verdadeiro! Conseguir se comunicar é fundamental pra todo ser humano. No mundo em que vivemos, comunicar-se com muitas pessoas através de instrumentos de comunicação de massa é também essencial. Poder dizer o que você e seu grupo pensam sobre as questões importantes da nossa sociedade é um direito que deveria ser garantido pelo Estado através da utilização popular das TVs, jornais, rádios.

Mas, infelizmente, vivemos em uma sociedade em que o lucro está acima dos direitos comuns. A comunicação não fica fora dessa lógica. No Brasil, apenas seis famílias (Civita, Marinho, Frias, Saad, Abravanel e Sirotsky) produzem a quase totalidade da informação que chega aos 191 milhões de habitantes.

Quase sem fiscalização, concentram em suas mãos um poder gigantesco de manipulação (TVs, jornais, rádios), contrariando a legislação federal que proíbe tanta concentração. Para garantir seus lucros e os de seus investidores, essas famílias mostram as lutas dos movimentos sociais, que vão contra seus interesses, como crimes, distorcem a realidade vivida pelos trabalhadores.

Em Campinas, não é diferente: a Rede Anhanguera de Comunicação (RAC) é dona dos meios impressos na cidade e região. São seus os jornais Correio Popular, Diário do Povo, Notícia Já, Gazeta do Cambuí, Gazeta de Piracicaba, Gazeta de Ribeirão. É com esse poder que deformam a opinião pública tratando, em geral, as manifestações populares como casos de polícia. Mas o que podemos fazer para mudar essa situação?

O direito à comunicação está em poucas mãos:

· Globo possui 97 TVs – 87 rádios – 20 jornais;

· SBT possui 94 TVs – 71 rádios – 15 jornais;

· Band possui 43 TVs – 76 rádios – 9 jornais;

· Record possui 45 TVs – 52 rádios – 8 jornais;

· Rede TV! possui 15 TVs – 19 rádios – 3 jornais

· Quantas TVs, rádios ou jornais você tem ou pode participar?

O Coletivo de Comunicadores Populares

O Coletivo de Comunicadores(as) Populares nasce para lutar contra essa dominação, buscando criar canais de comunicação popular entre os movimentos sociais e os trabalhadores; surge da necessidade de lutar contra a criminalização dos movimentos sociais realizada pela grande mídia; surge do desejo de falar, de ter voz, de quebrar o enorme silêncio que nos é imposto.

Os Comunicadores Populares constroem junto com outros movimentos o jornal que você tem em suas mãos, o Atenção. Também organiza todo ano a Mostra Luta, mostra de vídeos, fotografias, poesias e quadrinhos sobre a luta e a realidade dos trabalhadores.

Para saber mais da mostra acesse: www.mostraluta.org.

O que é a Comunicação Popular?

Na comunicação popular, os meios de comunicação deixam de ser instrumentos de dominação de poucos para se tornarem formas de educação e organização popular para transformação social.

Participe também desta luta!

Venha botar a boca no trombone!

Site: www.comunicadorespopulares.org

Email: coletivo@comunicadorespopulares.org

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Grêmio Estudantil: A luta pelos direitos democráticos

Grêmio Estudantil: A luta pelos direitos democráticos

Escrito em 04 agosto 2011 por admin

O grêmio nasce e se organiza como uma voz de reivindicação dos alunos para com a direção e reitoria das escolas e universidades, respectivamente, assim como uma ligação dos próprios estudantes com a comunidade. É a luta pelos interesses estudantis, sem fins lucrativos, que visa o melhoramento pedagógico cultural, desportivo e social, assim como, a luta pelo bem-estar e qualidade predial para os alunos representados.

Esta prática vai mais além do que uma simples reunião grupal, ela garante que os alunos não fiquem a mercê de decisões autoritárias impostas pela direção e caiam em burocracias que impeçam e possam ferir o crescimento dos alunos dentro dessas instituições de ensino. Como por exemplo, o impedimento da direção sobre a decisão de um projeto pedagógico que não seja o apresentado pela própria escola.

Essas organizações estudantis lutam não apenas dentro das escolas e universidades, mas também ganham as ruas em reivindicações de âmbito nacional para garantir investimentos para educação e impedir o sucateamento do ensino.

Hoje a maior bandeira dos grêmios escolares de ensino médio/técnico é a luta contra a burocratização das diretorias para com seus projetos assim como o arquivamento de tais. E no caso universitário é a luta contra a desqualificação do ensino público, o aumento dos investimentos para recuperação dos prédios e a participação dos alunos na escolha de novos reitores, constituindo assim uma gestão popular com tomadas de decisões populares.

Enfim, ao longo da história as manifestações populares estudantis e suas organizações foram o alicerce de grandes movimentos revolucionários em todo o mundo, então é próprio desses alunos o direito a reivindicação e o controle maior sobre o ambiente escolar ganhando voz e construindo uma escola democrática.

COMO MONTAR UM GRÊMIO?

1. Organize um grupo pró-grêmio, com pessoas interessadas em construir o grêmio. Você pode fazer isso através de um informativo na escola e reuniões para debater a importância de um grêmio e as lutas que ele pode puxar;

2. Monte uma proposta de estatuto do grêmio voltado para as necessidades dos estudantes da escola. Você pode achar facilmente na Internet modelos de estatuto para grêmio.

3. Monte uma comissão eleitoral que irá coordenar o processo de eleição para o grêmio. Essa comissão vai organizar uma Assembléia Geral, onde deverá ser aprovado o Estatuto e eleita a nova diretoria do grêmio.

4. Para que o grêmio possa ter acesso a todos os seus direitos e obrigações, é importante que se registre o seu estatuto em cartório.

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A educação popular e os cursinhos da região

Escrito em 04 agosto 2011 por admin

Karl Marx escreveu no século XIX que no capitalismo existe uma luta de classes. Nós, trabalhadores, temos muitos direitos sociais e um deles é a educação. Contudo, se prestarmos Atenção, veremos que pagamos por muitos desses “direitos”, ou seja, existe educação na rede pública, mas sabemos bem o quanto sua qualidade é precária. Justamente por esse mundo desigual e onde a educação é uma mercadoria é que surge como alternativa a educação popular.

A maior parte dos que entram na universidade pública são os que têm mais dinheiro, já que para passar no vestibular é necessário pagar colégios muito caros e não há vagas para todos. por isso, é preciso lutar pra que mais pobres, que estudaram em escolas públicas, possam entrar na universidade pública. Em vários estados do Brasil e mais especificamente na região de Campinas/SP surgem, então, os chamados cursinhos populares. Em geral, o objetivo desses cursinhos é preparar jovens da classe trabalhadora para ingressar em cursos superiores, principalmente em universidades públicas, e fazer a luta por universidade pública pra todos.

Na cidade de Valinhos, existe há um ano o cursinho popular Josué de Castro que funciona num espaço solidariamente cedido pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região. Além do cursinho, os funcionários públicos da cidade, as domésticas e outros grupos utilizam o sindicato para se organizar nas lutas.

Os educadores do cursinho são estudantes voluntários da Unicamp e Usp e o curso é totalmente gratuito. No início de 2011, foi realizado um encontro com companheiros da região: cursinho Triu de Barão Geraldo, grupo de teatro Cassandra, MTD e MST Campinas, cursinho Lima Barreto de Guarulhos, Universidade Popular de Campinas, Camará coletivo de comunicadores populares, cursinho Parque Oziel, Coletivo Miséria além de educadores independentes.

Os cursinhos buscam o ingresso de jovens de baixa renda à universidade pública e fazer a formação política que organiza a classe trabalhadora. A burguesia está unificada nos aparelhos de Estado e no judiciário que reprimem as nossas mobilizações. E nós trabalhadores, como nos organizamos? Temos feito isso, mas essa questão continua em aberto. Não basta apenas o compromisso com o vestibular, mas também estar ao lado dos trabalhadores na mesma luta de classes de que falava Marx!

A educação popular é do povo trabalhador e para o povo trabalhador. Sem grades em escolas que se parecem mais com prisões e sem um adestramento que faz dos jovens e crianças fantoches do capitalismo. Muitos se entregam e não lutam contra a opressão que sofrem através do trabalho. Buscamos mudar isso logo na educação de base.

Sérgio Vaz diz: “não confunda briga com luta, briga tem hora para acabar, a luta é para uma vida inteira”.Lutar é uma opção de vida! Fazemos o que nos dá alegria e clamam nossos corações. Somos muitos e estamos nos organizando, aos poucos, é verdade, mas como irmãos trabalhadores prosseguimos numa luta iniciada no passado e que levamos adiante como um compromisso revolucionário.

Karl Marx escreveu no século XIX que no capitalismo existe uma luta de classes. Nós, trabalhadores, temos muitos direitos sociais e um deles é a educação. Contudo, se prestarmos Atenção, veremos que pagamos por muitos desses “direitos”, ou seja, existe educação na rede pública, mas sabemos bem o quanto sua qualidade é precária. Justamente por esse mundo desigual e onde a educação é uma mercadoria é que surge como alternativa a educação popular.A maior parte dos que entram na universidade pública são os que têm mais dinheiro, já que para passar no vestibular é necessário pagar colégios muito caros e não há vagas para todos. por isso, é preciso lutar pra que mais pobres, que estudaram em escolas públicas, possam entrar na universidade pública. Em vários estados do Brasil e mais especificamente na região de Campinas/SP surgem, então, os chamados cursinhos populares. Em geral, o objetivo desses cursinhos é preparar jovens da classe trabalhadora para ingressar em cursos superiores, principalmente em universidades públicas, e fazer a luta por universidade pública pra todos.Na cidade de Valinhos, existe há um ano o cursinho popular Josué de Castro que funciona num espaço solidariamente cedido pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região. Além do cursinho, os funcionários públicos da cidade, as domésticas e outros grupos utilizam o sindicato para se organizar nas lutas.Os educadores do cursinho são estudantes voluntários da Unicamp e Usp e o curso é totalmente gratuito. No início de 2011, foi realizado um encontro com companheiros da região: cursinho Triu de Barão Geraldo, grupo de teatro Cassandra, MTD e MST Campinas, cursinho Lima Barreto de Guarulhos, Universidade Popular de Campinas, Camará coletivo de comunicadores populares, cursinho Parque Oziel, Coletivo Miséria além de educadores independentes.Os cursinhos buscam o ingresso de jovens de baixa renda à universidade pública e fazer a formação política que organiza a classe trabalhadora. A burguesia está unificada nos aparelhos de Estado e no judiciário que reprimem as nossas mobilizações. E nós trabalhadores, como nos organizamos? Temos feito isso, mas essa questão continua em aberto. Não basta apenas o compromisso com o vestibular, mas também estar ao lado dos trabalhadores na mesma luta de classes de que falava Marx!A educação popular é do povo trabalhador e para o povo trabalhador. Sem grades em escolas que se parecem mais com prisões e sem um adestramento que faz dos jovens e crianças fantoches do capitalismo. Muitos se entregam e não lutam contra a opressão que sofrem através do trabalho. Buscamos mudar isso logo na educação de base.Sérgio Vaz diz: “não confunda briga com luta, briga tem hora para acabar, a luta é para uma vida inteira”.Lutar é uma opção de vida! Fazemos o que nos dá alegria e clamam nossos corações. Somos muitos e estamos nos organizando, aos poucos, é verdade, mas como irmãos trabalhadores prosseguimos numa luta iniciada no passado e que levamos adiante como um compromisso revolucionário.

Para saber mais sobre cursinhos populares na região de Campinas entre em contato pelos e-mails: malocalivre@gmail.com (com Moacir ou Silas) ou cursinhovalinhos@yahoo.com.br (Paulo, Vinícius ou Rodolfo)
“O segredo da vitória é o povo.” Carlos Marighela.

Para saber mais sobre cursinhos populares na região de Campinas entre em contato pelos e-mails: malocalivre@gmail.com (com Moacir ou Silas) ou cursinhovalinhos@yahoo.com.br (Paulo, Vinícius ou Rodolfo) “O segredo da vitória é o povo.” Carlos Marighela.

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Estudantes lutam por Moradia e Reitoria resolve com Polícia

Estudantes lutam por Moradia e Reitoria resolve com Polícia

Escrito em 18 abril 2011 por admin

Estudantes que lutam em defesa da Educação tentam diálogo com a reitoria, que responde com Batalhão de Choque. Estará enganado se você acha que se trata de uma notícia da época da Ditadura Militar. Falamos de fatos recentes, acontecidos na Unicamp, local onde a aparente calma do ambiente bonito de gramas verdes esconde um local onde os interesses públicos não têm vez. Os alunos reivindicam, principalmente, mais vagas na Moradia Estudantil e democracia nos espaços de decisão da PME (Programa de Moradia Estudantil), além da saída do atual coordenador Luiz Viotto.

A truculência da Reitoria e da coordenação da moradia vinha se manifestando na Moradia através da tentativa de expulsão sem razões claras de moradores, inviabilização de projetos sócio-culturais, perseguição a alunos estrangeiros e desrespeito às decisões do Conselho Deliberativo (órgão formado por estudantes e professores que está acima do coordenador). O ponto alto desta repressão foi a entrada, no dia 3 de março, do Batalhão de Choque na Moradia para cumprir um mandato de reintegração de posse de uma casa, numa situação que poderia ter sido resolvida apenas internamente. Revoltados com esta situação, estudantes resistiram por dois dias na casa e depois decidiram, em assembleia, ocupar a Administração da PME no dia 4 de março. Os alunos permaneceram no local, realizaram diversas atividades para repensar a Moradia e a Universidade Pública, além de realizarem ações culturais, oficinas e a instalação da “Rádio Buda”. Ao contrário do que disse a Reitoria, que insistiu em difamar e desqualificar o movimento, o Juiz Mauro Fukumoto deu parecer favorável ao movimento, dizendo que o instrumento de ocupação é legítimo.

Foram feitas todas as tentativas de negociação, mas a Reitoria não quis, em nenhum momento, dialogar. Novamente, a Polícia entrou na Moradia e os ocupantes saíram, após 20 dias de ocupação, depois de sofrerem uma outra reintegração de posse que derrubou a decisão anterior. Logo após saírem, no dia 25 de março, todos foram para a Reitoria exigir negociação, sem conseguir nenhuma resposta. No dia 29 os estudantes voltaram para protestar, junto com os funcionários, durante o Conselho Universitário.

Antes do fechamento desta edição, recebemos a revoltante notícia que cinco alunos que participaram deste movimento legítimo foram notificados de que sofrerão processo administrativo, pra que sejam punidos. A exemplo do que já vem fazendo com funcionários, a Reitoria da Unicamp se recusa a dialogar e só trata os alunos e trabalhadores com repressão e perseguição.

Por que uma Moradia Estudantil gratuita? Por que 3000 vagas?

Para conseguir sobreviver e estudar, o estudante pobre da Unicamp não tem condições de bancar os altos custos de moradia da região de Barão Geraldo. Por isso, a moradia estudantil gratuita é fundamental, direito assegurado pela Constituição. Segundo estudo feito por alunos, baseado em números fornecidos pela própria universidade, são necessários, em média R$ 882 mensais para se manter, o que exclui mais de 3 mil alunos que não têm essa renda. As 900 vagas que existem hoje, portanto, são insuficientes. É importante lembrar que a Moradia foi construída depois da ocupação de dois anos do prédio do Ciclo Básico da Unicamp, no Movimento denominado TABA. Na época (1988) foram acordadas 1500 vagas e só entregues 900. Inclusive foi feito um documento, assinado pela Reitoria, que permitiria aos alunos ocuparem qualquer prédio da universidade se isso não fosse cumprido. Passados estes anos, a Unicamp dobrou o número de alunos e a quantidade de vagas é a mesma. Se antes 1500 representavam 10% dos alunos da Unicamp, este número hoje passa de 3 mil. Por isso, esse atual movimento que autodenominou-se Novos Tabanos luta pelo direito à Universidade Pública, que foi conquistado com luta e que somente com luta se realizará verdadeiramente.

Blog da Ocupação: ocupacaomoradiaunicamp.blogspot.com

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O preço da passagem de ônibus é um roubo!

O preço da passagem de ônibus é um roubo!

Escrito em 18 abril 2011 por admin

No mês de janeiro, como em vários outros anos, a Prefeitura de Campinas, anunciou um aumento da tarifa do transporte coletivo da cidade. A passagem subiu de R$ 2,60 para R$ 2,85. O aumento das passagens de ônibus aconteceu em mais de 17 grandes cidades do país, chegando ao valor de R$ 3,00 na cidade de São Paulo. Esses reajustes chegam a ser de quase 10%, enquanto o do salário mínimo não chegou a 7%. Atitude abusiva se pensarmos que o transporte está entre os três maiores gastos da família brasileira, segundo o IBGE.

Os vários aumentos das passagens, a falta de ônibus para atender a população, a qualidade da frota, dentre outros problemas, são resultados da privatização do transporte. Muitas vezes utilizamos a expressão “transporte público”, mas essa não é a realidade, já que de público o transporte não tem nada. As empresas de ônibus estão nas mãos de poucos empresários, cujo objetivo central é garantir seus lucros e não o transporte de qualidade.

No Brasil inteiro, todo o transporte coletivo está nas mãos de não mais do que 7 empresários, que determinam o valor das tarifas de acordo com suas próprias vontades. Essas mesmas empresas e seus donos são os financiadores das grandes campanhas eleitorais dos políticos da cidade, inclusive do prefeito, que depois de eleitos pagarão sua dívida autorizando esse tipo de aumento absurdo que vemos hoje.

Na cidade de Campinas, tanto a gratuidade dos idosos, a escassa gratuidade para desempregados (por tempo limitado) e o desconto de 60% para estudantes até o ensino médio, não são uma “bondade” do empresário do transporte, a prefeitura paga esses benefícios, ou seja, no bolso do empresário a passagem entra com o valor integral, de R$ 2,85.

Pense bem! Se o transporte não fosse utilizado com o único objectivo de gerar lucro pra meia dúzia de famílias, você não acha que a passagem seria mais baixa? Que os cobradores e motoristas receberiam salários justos? Que teríamos passe-livre para estudantes e desempregados?

Pois é isso que vários estudos já mostraram. Por isso, o movimento contra o aumento da passagem defendem a estatização do transporte coletivo, ou seja, que ele deixe de servir ao interesse dos empresários, e passe de fato a atender a população.

Também defendem o passe-livre para estudantes e desempregados, para garantir o acesso à cultura, saúde e lazer, e também permitir que pessoas desempregadas tenham a possibilidade de procurar empregos e estudantes tenham garantido acesso à educação, sem que precisem pagar por isso – direito esse que é garantido por constituição.

Neste ano, o movimento contra o aumento da passagem já realizou dois atos na cidade de campinas. O primeiro do dia 03 de março, onde mais de 500 estudantes saíram nas ruas mostrando a indignação com a atual situação do transporte coletivo e o segundo, uma panfletagem no terminal central, para dialogar com a população sobre as pautas do movimento.

Venha participar da luta por um transporte realmente público para todos!

Mais informações:

contraoaumentocps.blogspot.com/

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