Arquivo | Destaque

Trabalhadores da Flaskô fazem ato em Sumaré contra novo ataque aos postos de trabalho

Trabalhadores da Flaskô fazem ato em Sumaré contra novo ataque aos postos de trabalho

Escrito em 24 novembro 2011 por admin

Novamente a burguesia, agora representada pelo Poder Judiciário, atacou os trabalhadores da Fábrica Ocupada Flaskô. Um novo leilão de máquinas da Flaskô se iniciou no dia 7 de outubro. Trata-se de um processo de 1998, ou seja, da gestão do patrão. Desta vez, iniciou-se um leilão virtual, on-line, o que reduz a capacidade de resistência dos trabalhadores para frear qualquer arremate, ainda mais que ele vai até o final do mês. “Essa máquina que está indo a leilão é fundamental para garantir a produção e manter os postos de trabalho”, nos contou Alexandre Mandl, advogado da fábrica Flaskô.

Trabalhadores exigem do judiciário que parem os leilões

O ato do dia 7 de outubro contou com a solidariedade do MST, MTST, Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp, estudantes, entre outros militantes apoiadores. Os trabalhadores paralisaram a principal avenida do centro de Sumaré. A bateria seguiu com os manifestantes que pararam o centro e a rua da prefeitura. “O prefeito também é responsável por esse ataque, pois não declarou a fábrica área de interesse social. Por isso estamos aqui na frente da prefeitura”, disse Pedro Santinho, coordenador do conselho da fábrica.

Pressionados pelo ato público, a Prefeitura acatou o pedido feito pelos trabalhadores da Flaskô e se manifestou, por escrito, contra qualquer tentativa de fechamento da fábrica, considerando a experiência da Flaskô “um exemplo de luta social e de grande importância para a cidade de Sumaré”. Dr. Buck, chefe da Procuradoria Geral do Município, representando o Prefeito Bacchim, ajudou a garantir uma reunião da comissão da Flaskô com o Diretor do Fórum, Dr. André Gonçalves Fernandes, marcada para o dia 11/10, terça-feira.

Após esta conquista junto à Prefeitura Municipal, os trabalhadores seguiram em direção ao Fórum. Lá chegando, se depararam com barreiras de policiais militares, incluindo 16 viaturas e o um bloqueio de dois quarteirões até chegar o Fórum. “Um absurdo, que mostra como os trabalhadores, quando organizados, são tratados”, falou um dos trabalhadores barrados. Isso não obstruiu a determinação do ato em defesa da Flaskô, que seguiu até a frente do Fórum. Os trabalhadores disseram que não permitirão qualquer arremate de uma máquina, pois isso levará ao fechamento da Flaskô, perdendo-se todas as conquistas sociais, não só da fábrica em si, mas da Vila Operária e do Projeto da Fábrica de Cultura e Esportes.

Nesse sentido, os trabalhadores da Flaskô explicaram que este leilão era só mais um dos ataques jurídicos que a fábrica vem sofrendo, e que esta situação precisa mudar. “A contradição é muito grande. Quando é para fazer nossa defesa, não somos considerados os responsáveis pela fábrica. Quando é para atacar, responsabilizar, criminalizar, a “Justiça” quer que os trabalhadores paguem a conta. O que não pode é continuar esta prática de dois pesos e duas medidas”, explicou Alexandre Mandl, advogado da fábrica ocupada Flaskô. Como exemplo, ele cita o próprio leilão deste dia, que se refere a um processo de 1998, ou seja, da gestão patronal, e ao fazer a defesa, os trabalhadores tiveram seu direito restringido, mas, por outro lado, eles é que irão pagar por esta dívida, por meio do possível arremate da máquina. “São mais de 200 processos em Sumaré, e a prática do Poder Judiciário tem sido esta. Os Juízes da cidade precisam mudar seu posicionamento, acatando nossos pedidos, que, vale dizer, estão todos baseados nas leis já existentes”, argumentou o advogado.

Por isso, o ato público insistiu para que o Diretor do Fórum e os demais juízes recebam uma comissão de trabalhadores da Flaskô para que parem com os ataques contra os trabalhadores da fábrica ocupada Flaskô, compreendendo sua importância para a classe trabalhadora e popular, especialmente para a população de Sumaré. Apesar do pedido feito pelos presentes ao ato público, os Juízes não receberam os trabalhadores no dia, mas garantiram a realização da reunião marcada via intermediação da Prefeitura para o dia 11/10.

Por fim, os trabalhadores realizaram três protocolos judiciais, onde narram a situação contraditória do Poder Judiciário e a necessidade do atendimento das reivindicações da Flaskô. Mais tarde, o advogado conversou com os dois Juízes mais diretamente envolvidos, e ambos manifestaram interesse no prosseguimento do diálogo e na busca por uma solução da Flaskô.

Os trabalhadores da Flaskô exigem das autoridades judiciais que reconhecessem a experiência da fábrica como um exemplo prático da aplicação dos direitos constitucionalmente garantidos. Exigiram que fossem recebidos por uma comissão e tratasse dos seguintes pontos:

Contra os leilões de máquinas da Flaskô!

A fábrica ocupada Flaskô não pode fechar!

Pelo atendimento das reivindicações dos trabalhadores da Flaskô!

- Quem fez a dívida é o patrão! Juiz, vá leiloar sua mansão, sua fazenda e avião!

- Fim das penhoras de faturamento!

- Fim dos leilões on-line!

- Fim da criminalização dos trabalhadores da Flaskô!

- Pelo reconhecimento judicial definitivo da Associação dos Trabalhadores como gestora da Flaskô!

- Pela Unificação das Execuções Fiscais com o pagamento de uma porcentagem do faturamento!

- Pela aprovação do projeto de declaração de interesse social da área da Flaskô!

- Pela aprovação da proposta de projeto de lei de desapropriação de fábricas abandonadas!

- Pela estatização sob controle operário da Flaskô!

Cabe agora acompanhar, pressionar e lutar, para todas as reivindicações sejam atendidas.

Foto: Natasha Mota

Comentário (0)

Mostra Luta exibe o que não passa na TV

Mostra Luta exibe o que não passa na TV

Escrito em 24 novembro 2011 por admin

A “Mostra Luta” é um evento organizado pelo Coletivo de Comunicadores Populares, na cidade de Campinas. Na sua quarta edição, exibirá vídeos, fotografias, quadrinhos, poesias e teatro, além de mesas de debate e sarau.

A Mostra vem para mostrar que a luta continua. Mas, na maioria das vezes não é noticiada na TV ou é distorcida, rotulada como “baderna”. Mas, os trabalhadores lutam e querem ser ouvidos. Com este objetivo que surge a Mostra Luta, para amplificar as vozes dessas diversas lutas sociais, mostrando o que a TV não mostra: vídeos com o ponto de vista dos lutadores, suas causas e reivindicações, e a realidade dos trabalhadores.

Nos últimos anos, foram centenas de pessoas que participaram do evento, em contato com diversas produções de luta. A Mostra passou por significativos avanços, propiciando o acesso e o debate acerca de diversas lutas: pela terra, por moradia, pela diversidade sexual, dos estudantes, operários e das mulheres, contra as opressões e desigualdades sociais, contra a perda de direitos e a criminalização dos que buscam lutar por esses direitos.

Pretende-se que esta experiência seja multiplicada, que estes vídeos sejam assistidos pelo maior número possível de pessoas. A idéia é que a Mostra sirva como estímulo à produção audiovisual e artística que retrate a realidade e as lutas sociais e que estas produções sejam subsídios de apoio à luta dos trabalhadores e movimentos populares.

A 4ª Mostra Luta ocorrerá de 05 a 13 de novembro, no Museu da Imagem e do Som, em Campinas.

Vamos fugir do monópolio na comunicação de Campinas

Os jornais impressos até pouco tempo eram monopolizados por uma única empresa, a RAC (Rede Anhanguera de Comunicação), que escreve, com uma única linha editorial, os três principais jornais da região metropolitana, com diferentes públicos-alvos: Correio Popular, Diário do Povo e Notícia Já. Há alguns anos, o jornal “Todo Dia” passou a abranger Campinas na distribuição, mas ainda é pouco conhecido. Como alternativa popular sobram algumas iniciativas de menor abrangência das rádios livres, uma rede de rádios comunitárias ligadas à ABRAÇO (Associação Brasileira de Rádios Comunitárias), uma rádio educativa vinculada à Prefeitura, e os canais Câmara e TV Fênix (TV Comunitária), transmitidos na TV a Cabo, além do Jornal Atenção.

Comentário (0)

Trabalhadores da JBS Friboi sofrem mutilações nas máquinas da empresa

Trabalhadores da JBS Friboi sofrem mutilações nas máquinas da empresa

Escrito em 24 novembro 2011 por admin

Era o dia 12 de novembro de 2002, Saturnino Vogado tinha 24 anos. Estava no final do expediente, por volta de 15 horas e 45 minutos. Ele havia começado a trabalhar às seis da manhã. A máquina não devia estar ligada, mas estava e começou a puxar. “Levou a minha perna e o meu corpo para o meio das ferragens. Gritei para o meu amigo Jeferson, mas ele estava mais nervoso que eu, paralisado. Os supervisores não estavam acompanhando o nosso trabalho. Nós não sabíamos como fazer aquilo parar. Fraturou meu fêmur, esmagou o joelho, quase me partiu ao meio…”

Para não ter de pagar a indenização pela irresponsável exposição do funcionário e fugir das suas obrigações com a incapacitação permanente, a JBS Friboi fez de tudo, denuncia Saturnino. “Inventaram que eu tinha feito curso, presenciado palestras, que estava plenamente qualificado para operar a máquina. Disseram até que eu era mecânico, embora não passasse de auxiliar de frigorífico”. Além disso, falaram para a imprensa que o acidente havia sido com um caminhão, no embarque, e até tentaram barrar a entrada dos bombeiros que vieram me socorrer. Buscavam encobrir a verdade, não queriam que vissem o que realmente aconteceu”.

Pai de dois filhos, Saturnino vive agora com um salário mínimo por mês e complementa a renda pintando portões para tentar complementar o orçamento.

Grana pública e mentira sem vergonha nas propagandas

A empresa JBS Friboi escreve na sua página “A JBS TEM como missão ser a melhor em tudo o que se propõe a fazer”, diz a página da “maior empresa em processamento de proteína animal do mundo”. Mas não comenta nada sobre as mutilações dos funcionários. Além disso, recebeu R$ 10 bilhões de dinheiro público do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), banco público brasileiro que ao invés de dar grana pros trabalhadores e cooperativas só libera verba para os grandes empresários.

Comentário (0)

Crônica do trabalhador

Crônica do trabalhador

Escrito em 24 novembro 2011 por admin

Companheiros e companheiras, vamos falar novamente como os trabalhadores podem ser oprimidos, massacrados, humilhados. Como sua honra, dignidade, pode ser pisada pelo patrão bandido e ladrão.

A minha, começa o relato em 2002 na Cipla. Quando estávamos todos os operários trabalhando na empresa de forma escrava, escrava por que: dois décimos terceiros atrasados e vencendo o 3º décimo terceiro, e você trabalhando cumprindo horário e esperando, porque esperança já não existia mais, pois junto com os décimos também existia seis meses de pagamento mensal atrasado, e você trabalhando cumprindo horário, enfim, produzindo numa situação insustentável.

Quando os trabalhadores resolveram se mexer… bom, seis meses a água já chegou na bunda, todos berravam, vamos fazer alguma coisa? O que? Bom chamar o sindicato que é o nosso representante. Engano, porque fomos descobrir que ele é representante do patrão, do capitalismo, apesar de ser pago pelo trabalhador e comprado pelo patrão.

Depois de algumas tentativas: cadê o sindicato? Cadê nosso representante? Só tem um jeito, vamos por nossa conta. Paramos por 24 horas e a conta foi alta, 95 companheiros demitidos. Bom, voltamos a trabalhar lamentando as demissões numa situação de humilhação e sem saber para onde correr, e maior ainda era a humilhação de ter uma lista para sorteio para receber um valor quando fosse sorteado, e quando era sorteado, o valor que recebia era a fortuna de 30 reais, um bujão de gás custava 29 reais, e assim você chegava em casa com todo esse dinheiro no bolso, sua família o esperava na porta da casa para ver um homem chegando humilhado, rebaixado e tendo no bolso um salário de 30 reais. Você teria coragem de encará-los? Eu não. Foi onde que um companheiro demitido começou a desfilar no portão da empresa com um nariz de palhaço, sendo motivo de riso de algumas pessoas e tristeza de outras.

Mas… valeu companheiro. Pois você sozinho mostrou que vale a pena lutar mesmo sem bandeira ou apoio. Pois você sozinho chamou a atenção de uma cidade, e dentro desta cidade ainda existiam companheiros de luta, luta pelos oprimidos, pelos trabalhadores que o capitalismo tentava calar e transformar em escravos. Onde na marra conseguiu envolver um sindicato pelego e traidor pago pelos patrões bandidos.

Após uma reunião no sindicato decidimos ir ao último comício do “companheiro” Lula em Florianópolis, sem dinheiro, com fome e sede, fizemos a segurança do “companheiro” e entregamos uma carta ao mesmo com um pedido de ajuda. Respondeu que iria nos ajudar, estamos esperando até hoje pela ajuda.

Agradeço aos companheiros Castro, Chico Lessa, Osvaldo, Evandro, Serge, que nos ensinaram que se pode lutar pelos direitos dos trabalhadores onde quer que esteja, e onde quer que você vá. Apesar das traições vale à pena lutar e mostrar que tem movimentos e organizações sérias e honestas.

Companheiros e companheiras, quem vos faz este relato é Caverna: ex-funcionário da Cipla, militante das Fábricas Ocupadas, Esquerda Marxista, funcionário da Flaskô.

Comentário (0)

charge 11 de setembro

Outro 11 de setembro: Chile 1973

Escrito em 24 novembro 2011 por admin


Não é só o 11 de setembro norte-americano que marca com sangue a História, em 1973, no Chile, nessa mesma data teve início o Golpe Militar que levaria o país a uma ditadura sob o comando de Augusto Pinochet.

Por Ironia do destino (ou não), o Golpe Militar no Chile teve ajuda dos Estados Unidos que eram contra o até então governo do presidente eleito pela maioria da população, Salvador Allende, que buscava fazer um governo popular, instaurando o socialismo no Chile. Para isso Allende já havia distribuído terras entre a população e colocado as fábricas sob controle operário. Assim o governo de Nixon, presidente dos EUA na época liberou mais de 10 milhões de dólares com o objetivo de junto com a CIA, acabar com o governo de Allende. Fez um embargo econômico contra o Chile e juntou-se com neofascistas chilenos para chegar ao seu propósito, bombardeando fábricas e centrais elétricas, tudo para gerar o caos entre a população chilena. Mesmo assim o povo foi a rua gritando: “Allende, Allende, o povo te defende”. Até que em 11 de setembro de 1973 o presidente Nixon dos EUA comandou um ataque aéreo ao palácio onde Allende e seus ministros estavam, matando-os. Teve assim início o Golpe Militar, com um saldo de mais de 30 mil mortos, inúmeros torturados e presos sem julgamentos, muitos tiveram que fugir de seu próprio país por medo. A Ditadura Militar no Chile durou 20 anos, e muitas poucas pessoas lembram das atrocidades desse outro 11 de setembro.

Comentário (0)

Flaskô: avanços na luta pela  estatização sob controle operário

Flaskô: avanços na luta pela estatização sob controle operário

Escrito em 24 novembro 2011 por admin

No último dia 05 de julho de 2011 aconteceu em Brasília uma Audiência Pública no Senado Federal sobre a luta da fábrica ocupada Flaskô, convocada pelos senadores Paulo Paim (PT/RS) e Eduardo Suplicy (PT/SP). Cerca de 300 pessoas, entre trabalhadores da Flaskô, moradores da Vila Operária e Popular, estudantes e demais apoiadores desta luta, estiveram presentes para discutir a necessidade de defender o controle operário na Flaskô, e, consequentemente, a Vila Operária e a Fábrica de Cultura e Esporte.

A atividade foi muito importante por vários motivos, sendo que deve ser ressaltada a perspectiva de que experiências como esta ocorram com mais freqüência, ou seja, que seja ampliada lutas como a da Flaskô.

Nesse sentido, a Comissão de Fábrica da Flaskô apresentou uma proposta de projeto de lei (que já está na Assessoria dos Senadores) que incentiva a desapropriação, não somente de terra para fins de moradia e de reforma agrária, mas também para fins de defesa dos postos de trabalho. Vale dizer que tal compreensão se faz a partir de uma análise dos direitos humanos e na busca em “fazer valer” os direitos sociais da Constituição Federal (função social da propriedade e direitos sociais e direitos dos trabalhadores)

A Lei nº 4.132/1962 que define os casos de desapropriação por interesse social é um instrumento essencial para casos de desapropriação de imóveis rurais ou urbanos para fins de moradia ou reforma agrária. No entanto, a referida lei aborda outros elementos para fundamentar as hipóteses de desapropriação por interesse social que podem ser mais explicitados.

Verifica-se que o artigo 2º inciso I da referida lei, ao definir as hipóteses de interesse social, trata da situação de “aproveitamento de todo bem improdutivo ou explorado sem correspondência com as necessidades de habitação, trabalho e consumo dos centros de população a que deve ou passa suprir por seu destino econômico”. Todavia, o §1º do mesmo inciso parece limitar a hipótese para imóveis rurais.

A lei se preocupou em aproveitar bem improdutivo ou explorado sem a correspondência com as necessidades de trabalho, mas deixou como em segundo plano a situação em que o valor social do trabalho seja prejudicado também no âmbito urbano. Assim, a referida lei não compreende a relevante situação em que empresas passam a ser geridas por seus funcionários, seja quando há um abandono patronal do empreendimento, seja em situação de falência em que os trabalhadores passam a administrar a fábrica.

Assim, uma situação como a da Flaskô, e sabemos que muitos casos poderiam ter este destino, como a Ceralit, Tema Terra, Adere, etc., de grande importância na dinâmica real da sociedade brasileira, especialmente em nossa região, pela defesa dos postos de trabalho, acesso à moradia e à cultura, lazer e esportes, precisa ser ter mais efetividade. A responsabilidade pelo fechamento de um estabelecimento industrial não é dos trabalhadores. O Estado e os governantes não podem “lavar as mãos” e deixar de atuar nas possibilidades de evitar o destino do desemprego.

Como se sabe, o trabalho é direito fundamental da pessoa humana, alicerce para a dignidade, princípio máximo do Estado Democrático de Direito. Portanto, é claro o interesse social na manutenção dos postos de trabalho, garantindo a atividade industrial pelos próprios trabalhadores, proporcionando novos rumos para a propriedade das fábricas, fazendo com que cada empresa, ao ameaçar fechar, seja ocupada pelos trabalhadores e sob a gestão operária, seja organizada ocupações do espaço, seja para fins de moradia, para cultura, lazer, esporte, etc. (Veja no quadro ao lado a proposta apresentada, e no site www.fabricasocupadas.com.br o texto completo).

PROPOSTA DE PROJETO DE LEI DO SENADO FEDERAL

Acrescenta inciso ao art. 2º da Lei n. 4132, de 10 de setembro de 1962, que define os casos de desapropriação por interesse social e dispõe sobre sua aplicação, para prever a hipótese de desapropriação de imóvel industrial em descumprimento com a função social da propriedade. O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º – O art. 2º da Lei 4.132, de 10 de setembro de 1962, passa a vigorar acrescido do seguinte inciso: “IX – O aproveitamento produtivo de empresas abandonadas ou falidas que passaram a ser geridas por seus funcionários, sob qualquer modalidade de autogestão”.

Art. 2º Esta lei entra em vigor na data da sua publicação.

Brasília/DF, 05 de julho de 2011

BNDES

Um dos encaminhamentos da Audiência Pública foi uma reunião com o BNDES. Ela aconteceu no começo deste mês e foi positiva. Buscaremos uma forma de que a fábrica, sob controle operário, possa ter acesso às benesses que são dadas aos empresários e negadas à Flaskô por “medo que experiências como ela seja fortalecida”.

INSS e Ministério da Fazenda

Outra reunião fruto dos encaminhamentos foi com o INSS e com o Ministério da Fazenda, com objetivo de resolver a situação das dívidas deixadas pelos patrões. Eles concordaram com nossas propostas (adjudicação (compra) da fábrica, unificação das execuções fiscais, etc.), dizendo que as mesmas são legais e podem ser aprovadas. Além disso, reconheceram os avanços conquistados a partir da gestão operária. Uma nova reunião acontecerá no próximo mês.

Comentário (0)

MST ocupa terra grilada pela Usina Ester em Americana

MST ocupa terra grilada pela Usina Ester em Americana

Escrito em 24 novembro 2011 por admin

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupou no dia 6 de agosto uma terra usada irregularmente pela Usina Ester em Americana. A área pertence ao INSS e deveria ser destinada para reforma agrária. As famílias que ocuparam a área querem produzir alimentos nesta terra.

A resistência das famílias

Na terça-feria, dia 23 de agosto, 17 dias após a ocupação, houve uma tentativa de despejo por parte da polícia. Nem o INCRA nem o ITESP haviam se manifestado sobre a terra. As 600 famílias que estavam lá no momento contaram com a solidariedade de estudantes, sindicatos e outros movimentos – fábricas ocupadas e sem-teto. Conseguiram resistir. O despejo foi adiado.

No dia 26 de agosto, após uma audiência pública realizada em Bauru – SP em que estiveram presentes a coordenação do MST, parlamentares, apoiadores da reforma agrária e representantes do INCRA nacional, o Desembargador Gercino José da Silva Filho, ouvidor agrário nacional e presidente da Comissão Nacional de Combate à violência no campo, emitiu um documento no qual pediu ao judiciário para que adiasse a reintegração de posse da área ocupada. O desembargador também indicou a necessidade da área ser investigada pelo INCRA. O INCRA se comprometeu a fazer uma investigação da situação da área.

Juiza ignorou pedido do ouvidor agrário

Mesmo assim, a juiza ignorou o pedido de ouvidor agrário e mandou despejar as famílias. Foi uma noite aterrorizante para todos. As famílias ficaram assustadas. O despejo ocorreu na manhã do dia 1 de setembro, sem resistência.

A Luta continua!

No sábado, dia 10 de setembro, 700 famílias reocuparam a área do sítio Boa Vista, onde permanecem até hoje. Exigem do governo que se cumpra a lei, a terra deve cumprir sua função social. A reforma agrária deve ser feita imediatamente. A terra não deve servir aos usineiros, que lucram invadindo irregularmente a terra, e sim às famílias, que querem plantar alimentos.

Porque ocupar?

O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo. Apesar de todas as propagandas do governo, continua a existir miséria, pobreza, desemprego.

No campo, o Brasil foi eleito o país com maior concentração de terras no mundo. 1% dos proprietários de terra possuem 48% das terras agricultáveis do país. Milhões de hectares de terras públicas são invadidas por grandes empresas do agronegócio e o governo nada faz. Ao contrário, expulsa com violência as famílias sem terra quando tentam denunciar esses crimes. Essas grandes empresas plantam produtos para exportação, usando agrotóxicos que prejudicam o meio ambiente e a saúde de quem consome estes alimentos.

Nas cidades, o povo sofre com desemprego e baixos salários. Uma das maiores dificuldades dos trabalhadores é ter que pagar aluguel e garantir um lugar decente para viver com sua família. Enquanto isso, proprietários de casas, apartamentos e prédios inteiros abandonam seus imóveis que valorizam cada vez mais sem pagar um real de imposto às prefeituras. Isso se chama especulação imobiliária. Na cidade de São Paulo, segundo matéria publicada na Folha, existem cerca de 400 mil imóveis vazios, moradia suficiente para todos os sem-teto da cidade. Com a copa do mundo, as olimpíadas, o PAC e os projetos de “limpeza” urbana, milhares de famílias já estão sendo expulsas de suas casas sem qualquer solução decente para a moradia. Em geral as prefeituras dão um cheque de cerca de 10 000 reais pra cada família e esperam que se virem para achar um novo local para morar com este valor ridículo.

Esse é o jeito que o poder público lida com a pobreza e as dificuldades do povo: migalhas, indiferença, violência!

Por isso movimentos sociais como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) surgem para que o povo possa lutar por seus direitos. Os direitos à terra e à moradia estão previstos na lei. Porém a lei só é cumprida nesse país com muita pressão social. A forma que esses movimentos sociais encontraram para fazer essa pressão e serem ouvidos pelas autoridades é a OCUPAÇÃO de terras no campo e de terrenos nas cidades.

Apenas com a união dos trabalhadores do campo e da cidade e com as ocupações combativas iremos garantir uma vida digna aos trabalhadores e trabalhadoras desse país.

O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo. Apesar de todas as propagandas do governo, continua a existir miséria, pobreza, desemprego.
No campo, o Brasil foi eleito o país com maior concentração de terras no mundo. 1% dos proprietários de terra possuem 48% das terras agricultáveis do país. Milhões de hectares de terras públicas são invadidas por grandes empresas do agronegócio e o governo nada faz. Ao contrário, expulsa com violência as famílias sem terra quando tentam denunciar esses crimes. Essas grandes empresas plantam produtos para exportação, usando agrotóxicos que prejudicam o meio ambiente e a saúde de quem consome estes alimentos.
Nas cidades, o povo sofre com desemprego e baixos salários. Uma das maiores dificuldades dos trabalhadores é ter que pagar aluguel e garantir um lugar decente para viver com sua família. Enquanto isso, proprietários de casas, apartamentos e prédios inteiros abandonam seus imóveis que valorizam cada vez mais sem pagar um real de imposto às prefeituras. Isso se chama especulação imobiliária. Na cidade de São Paulo, segundo matéria publicada na Folha, existem cerca de 400 mil imóveis vazios, moradia suficiente para todos os sem-teto da cidade. Com a copa do mundo, as olimpíadas, o PAC e os projetos de “limpeza” urbana, milhares de famílias já estão sendo expulsas de suas casas sem qualquer solução decente para a moradia. Em geral as prefeituras dão um cheque de cerca de 10 000 reais pra cada família e esperam que se virem para achar um novo local para morar com este valor ridículo.
Esse é o jeito que o poder público lida com a pobreza e as dificuldades do povo: migalhas, indiferença, violência!
Por isso movimentos sociais como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) surgem para que o povo possa lutar por seus direitos. Os direitos à terra e à moradia estão previstos na lei. Porém a lei só é cumprida nesse país com muita pressão social. A forma que esses movimentos sociais encontraram para fazer essa pressão e serem ouvidos pelas autoridades é a OCUPAÇÃO de terras no campo e de terrenos nas cidades.
Apenas com a união dos trabalhadores do campo e da cidade e com as ocupações combativas iremos garantir uma vida digna aos trabalhadores e trabalhadoras desse país.

O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo. Apesar de todas as propagandas do governo, continua a existir miséria, pobreza, desemprego.No campo, o Brasil foi eleito o país com maior concentração de terras no mundo. 1% dos proprietários de terra possuem 48% das terras agricultáveis do país. Milhões de hectares de terras públicas são invadidas por grandes empresas do agronegócio e o governo nada faz. Ao contrário, expulsa com violência as famílias sem terra quando tentam denunciar esses crimes. Essas grandes empresas plantam produtos para exportação, usando agrotóxicos que prejudicam o meio ambiente e a saúde de quem consome estes alimentos.Nas cidades, o povo sofre com desemprego e baixos salários. Uma das maiores dificuldades dos trabalhadores é ter que pagar aluguel e garantir um lugar decente para viver com sua família. Enquanto isso, proprietários de casas, apartamentos e prédios inteiros abandonam seus imóveis que valorizam cada vez mais sem pagar um real de imposto às prefeituras. Isso se chama especulação imobiliária. Na cidade de São Paulo, segundo matéria publicada na Folha, existem cerca de 400 mil imóveis vazios, moradia suficiente para todos os sem-teto da cidade. Com a copa do mundo, as olimpíadas, o PAC e os projetos de “limpeza” urbana, milhares de famílias já estão sendo expulsas de suas casas sem qualquer solução decente para a moradia. Em geral as prefeituras dão um cheque de cerca de 10 000 reais pra cada família e esperam que se virem para achar um novo local para morar com este valor ridículo. Esse é o jeito que o poder público lida com a pobreza e as dificuldades do povo: migalhas, indiferença, violência!Por isso movimentos sociais como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) surgem para que o povo possa lutar por seus direitos. Os direitos à terra e à moradia estão previstos na lei. Porém a lei só é cumprida nesse país com muita pressão social. A forma que esses movimentos sociais encontraram para fazer essa pressão e serem ouvidos pelas autoridades é a OCUPAÇÃO de terras no campo e de terrenos nas cidades. Apenas com a união dos trabalhadores do campo e da cidade e com as ocupações combativas iremos garantir uma vida digna aos trabalhadores e trabalhadoras desse país.

O QUE É GRILAGEM DE TERRAS?

A grilagem de terras é um crime grave muito praticado no Brasil. Os grileiros, nome dado a esses criminosos, são grandes fazendeiros que pegam ilegalmente terras PÚBLICAS, através da falsificação de documentos.

Os fazendeiros corruptos grilam terras de várias formas: expulsam com violência os pequenos produtores (chamados posseiros) de suas terras; simplesmente invadem e cercam uma terra abandonada; ou utilizam nomes falsos, conhecidos como “laranjas”, para se apossar da terra. Por trás disso tudo existe também uma grande corrupção de funcionários públicos e políticos interessados na grilagem.

Existem hoje no Brasil cerca de 100 milhões de hectares de terras griladas*. As grandes empresas do AGRONEGÓCIO** são hoje as maiores grileiras de terras em nosso país. A Usina Esther é uma delas. Essa empresa é uma das mais ricas produtoras de cana de açúcar e grila terras por todo o Brasil. Os governos em geral sabem que essas empresas grilam terras públicas e fazem vista grossa, protegendo os ricos e reprimindo o povo sem terra.

Enquanto milhares de trabalhadores e trabalhadoras sem-terra lutam por um pedacinho de terra para sustentar a família e produzir alimentos saudáveis, essas empresas se beneficiam de terras PÚBLICAS, com a ajuda dos políticos. Elas controlam a nossa riqueza e tiram o pão da boca do trabalhador.

*1 hectare de terra é igual a 10.000 m2. Essa medida equivale aproximadamente a 1 campo de futebol.

**Agronegócio é o conjunto das grandes empresas da agricultura e da pecuária. Essas empresas dominam o campo com a monocultura de cana-de-açúcar, laranja, eucalipto e soja para exportação. O Agronegócio não está interessado em produzir alimentos para a população.

Comentário (0)

Centro Cultural do Matão: Ponto de Cultura em Sumaré

Centro Cultural do Matão: Ponto de Cultura em Sumaré

Escrito em 24 novembro 2011 por admin

Pra quem pensa que não existe cultura em Sumaré, o Centro Cultural do Matão vem provando que não é bem por ai a história. Desde maio as atividades não param de crescer nesse espaço, que conta hoje com uma filarmônica com mais de 100 músicos, balé com cerca de 200 crianças e artesanato, com 80 pessoas inscritas. Para dar conta do recado os horários de funcionamento do Centro Cultural foram revistos e novas oficinas estão sendo planejadas com o objetivo de atingir cada vez mais a população que quer fazer as coisas acontecerem de verdade. O espaço ainda conta com uma biblioteca ajeitada, espaço multimídia e exposições. O Centro Cultural do Matão fica na Avenida Emílio Bosco, 1.604, Jd. Sta. Clara no Matão, e tem o blog atualizado quase diariamente:

Acesse: centroculturalmatao.blogspot.com Vale muito a pena conferir!!!

Com a Palavra: Centro Cultural Matão

“Aproveitar espaços fora da região central e possibilitar programas acessíveis à comunidade, esta é a missão do Centro Cultural Matão.

“SOMOS MATÃO, SOMOS CULTURA, SOMOS MAIS SUMARÉ”

O Centro Cultural do Matão sempre foi um ponto de referencia para as atividades da Secretaria Municipal de Cultura Esporte e Lazer de Sumaré, Com varias atividades culturais proporciona a comunidade do Matão acesso aos aparelhos culturais tais como: Oficinas de dança, música, literatura, cursos, projetos, concertos e peças teatrais, estas são algumas das modalidades em desenvolvimento no centro cultural.

“Avançar e inovar trazer a frente às manifestações culturais produzidas pelas pessoas e confrontá-las para que elas se percebam e percebam em si o efeito catalisador de suas ações quando expostas ao coletivo”.

A comunidade tem o poder de transformar os espaços culturais, é um poder que pouco se percebe. Muitas vezes as pessoas migram no fim de semana para certo lado da cidade ou mesmo para outras cidades e esquecem o seu bairro ou região, a maior parte da agenda cultural de nossa cidade ainda acontece na região central, à descentralização é um grande desafio, mas é necessária porque a cidade tem passado por problemas consideráveis de deslocamento, o trajeto centro-bairro é caro e com limite de horário.

Pensando em termos de descentralização, o Centro Cultural do Matão se tornou um bom experimento, com uma política de ocupação diferenciada tendo a missão de revitalizar espaços culturais alternativos, possibilitou que a sua Biblioteca por exemplo, pudesse agregar novos serviços atrativos e dinâmicas para estimular a visitação e o retorno de potenciais leitores. Quando um pai convidar o filho nas férias para dar uma caminhada e passar pela biblioteca é porque algo está mudando. Ou então, quando de uma apresentação de cinema ou teatro, onde todos possam se divertir assistindo a uma boa atração.

“Para matar um espaço cultural é fácil, basta manter fechado. Para dar vida, a saída é a ocupação intensa e diversificada dos espaços.”

Comentário (0)

MTST realiza ato na  Prefeitura de Hortolândia

MTST realiza ato na Prefeitura de Hortolândia

Escrito em 24 novembro 2011 por admin

Cerca de mil trabalhadores da ocupação Dandara organizada pelo MTST realizaram na manhã do dia 30 de agosto uma manifestação no prédio da prefeitura municipal de Hortolândia.

No dia 13/8 ocupamos uma área abandonada no Jd. Minda e, desde então organizamos uma das maiores ocupações que a cidade já teve. Somos 800 famílias. Reivindicamos o direito básico à moradia.

A justiça, como de costume, demonstra priorizar a propriedade privada sem função social em relação à vida de milhares de homens e mulheres. Cerca de 20 mil famílias não tem onde morar em Hortolândia.

Queremos que o prefeito Ângelo Perugini escute o que temos pra dizer e negocie uma solução para essas famílias. Tentamos por várias oportunidades marcar uma reunião com o prefeito, por meio de seu secretário de habitação, mas esta nunca aconteceu.

Comentário (0)

Qual o problema da educação no Brasil?

Qual o problema da educação no Brasil?

Escrito em 24 novembro 2011 por admin

Desde muitos anos a população brasileira encontra-se com uma enorme lacuna em seu desenvolvimento social: a educação. O combate ao analfabetismo e a boa qualidade do ensino é uma das maiores discussões pautadas em reuniões políticas e até mesmo pelos próprios cidadãos. Mas se ela é tão discutida será mesmo que a educação está tão ruim?

A resposta a essa e outras várias perguntas à cerca da educação do brasileiro é muito fácil de responder , basta vermos as estatísticas de exames e avaliações mundiais da educação. O Brasil se encontra hoje entre os dez países que possuem mais analfabetos no mundo, e segundo essa mesma estatística o Brasil possui mais analfabetos do que países que possuem uma economia inferior à brasileira, como Marrocos e Indonésia, por exemplo. Entretanto existem dois tipos de analfabetos, os que não sabem ler e escrever e os funcionais, que são aqueles que ao lerem textos considerados simples não conseguem ter uma clara interpretação. Nos últimos exames internacionais feitos chegou-se à conclusão de que somos o pior país em matemática da América Latina e nossos jovens e adolescentes não analfabetos funcionais.

Com algumas reformas educacionais feitas por alguns governos, o Brasil vem lutando pela universalização da educação fundamental entre todos os brasileiros, entretanto há duas grandes polêmicas: a qualidade do ensino público para o privado e o alcance desigual a outros níveis de educação. Os níveis fundamentais da educação estão sendo – de maneira desqualificada – alcançados, entretanto a passagem desse nível para o médio e depois para o superior é ainda o grande problema, pois aqueles que tiveram uma educação de maior qualidade e assistida de maneira a progredir o aluno terão melhores oportunidades. Se analisarmos outras estatísticas veremos que as desigualdades não estão apenas na qualidade (ou falta dela) do ensino, mas também entre negros, brancos e índios, homens e mulheres, há um desnivelamento da oportunidade ao melhor ensino.

Poderíamos dizer que o Brasil vem investido mais e mais no ensino, que os projetos federais representam uma busca por melhoramento condicional e normativo da qualidade do ensino, assim como a “distribuição” igualitária desse serviço, entretanto isso não é a verdade, o Brasil vem promovendo uma série de ataques ao ensino público, salvando os empresários da educação e enganando a população com um falso crescimento, um grande exemplo disso é o próprio ProUni criado pelo governo petista.

A solução, única, para a salvação da educação brasileira é uma total reformulação no que aí está, é deixar de tratar a educação como uma mercadoria lucrativa e passarmos a tratá-la como um serviço de necessidade popular pela unificação do ensino de forma pública e gratuita afim de abastecer a todos de forma igual sem restrições, mas para isso há a necessidade da luta, não apenas por parte dos educadores, mas também de toda população trabalhadora.

Comentário (0)